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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

 

Da moldura em Alvalade. Éramos ontem 41.665 no nosso estádio: muitas famílias, várias gerações, o entusiasmo de sempre. Numa demonstração viva de orgulho leonino e confiança nesta equipa que termina a época muito melhor do que começou.

 

Do nosso golo, marcado bem cedo. Estavam decorridos apenas seis minutos: já vencíamos por 1-0. Fazia antever nova goleada, após os históricos 8-1 da jornada anterior, frente ao Belenenses SAD, no Jamor. Infelizmente não marcámos mais nenhum.

 

De Bruno Fernandes. Havia a noção de que este jogo assinalava a despedida do grande médio criativo, melhor jogador do campeonato português pela segunda época consecutiva. E o capitão leonino fez tudo para estar ao nível das expectativas: foi ele a marcar o golo, de penálti. O 32.º que apontou nesta temporada - e o 20.º na Liga 2018/2019. E podia ter marcado um segundo, a passe de Raphinha, aos 57'. Números assombrosos, só ao alcance de um extraordinário jogador.

 

De Raphinha. Outra notável exibição do extremo brasileiro que demonstrou estar em grande nível nesta recta final do campeonato. Dotado de inegáveis dotes técnicos na recepção e na condução da bola, destacou-se por vários lances ofensivos, aos 22', 54', 57' e 66'. Nas duas últimas ocasiões, ofereceu golos a Bruno Fernandes e a Mathieu. Teria sido mais que suficiente para sairmos com três pontos de Alvalade.

 

De Mathieu. Exibição superlativa do central francês, o melhor em campo. Autor de cortes que mereceram palmas, aos 29' e aos 67', apontou um livre teleguiado aos 12' que esteve a escassos centímetros de furar as redes do Tondela. Passes de ruptura aos 22' e aos 24' como só ele e Bruno Fernandes sabem fazer. E esteve quase a marcar, de forma acrobática, aos 66', suscitando a defesa da noite do guardião do Tondela, Cláudio Ramos. Tendo já apontado três golos nesta temporada, teria merecido mais que ninguém o quarto: infelizmente não conseguiu, embora tenha tentado até ao fim. E ainda se viu forçado a corrigir as deficiências posicionais de Borja, que ontem parecia apostado em dificultar-lhe a tarefa em campo.

 

De Acuña. Terá sido também a última exibição dele de verde e branco em nossa casa? Uma coisa é certa: o argentino demonstrou, uma vez mais, que tem talento, técnica, raça e brio para vestir de verde e branco. A cruzar bolas nesta equipa não há ninguém melhor que ele, como confirmou num extraordinário passe longo, a mudar o flanco ofensivo, aos 28'. Também ele teria merecido a vitória.

 

Da prestação global no nosso estádio. Terminamos a época em Alvalade, no momento em que escrevo, com a melhor pontuação de todas as equipas nos jogos disputados em casa. Um feito que merece registo, sabendo-se o que foi a atribulada história deste campeonato leonino, desde a pré-época.

 

De continuar a ver o Sporting como segunda equipa mais goleadora do campeonato. Temos 71 golos marcados, enquanto na temporada anterior estávamos atrás do FC Porto e do Braga.

 

Da homenagem aos nossos futsalistas no intervalo. Merecida ovação aos vencedores da Liga dos Campeões em futsal.

 

 

 

Não gostei

 
 

De ver o Tondela a tirar-nos pontos outra vez. Na primeira mão, já sob o comando de Marcel Keizer, fomos derrotados por 1-2. Desta vez deixámo-nos empatar (1-1). E nem o facto de termos jogado apenas com dez durante grande parte do tempo, por expulsão de Ristovski aos 35', pode servir de atenuante: sem os quatro pontos perdidos frente à equipa de Pepa talvez chegássemos ao segundo lugar - e consequente acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

 

De Ristovski. Pisadela desnecessária, fora de tempo e fora de acção ofensiva directa, do lateral macedónio a um adversário que lhe valeu o cartão vermelho. Conduta que aliás mereceu censura do técnico após o desafio: na conferência de imprensa final, Keizer lembrou que Ristovski é reincidente nestes procedimentos, prejudicando a equipa. Como se já não bastasse continuar com evidentes dificuldades em centrar bem uma bola nas linhas ofensivas.

 

De Borja. Exibição para esquecer do lateral colombiano. Desde o primeiro minuto, quando atrasou de forma disparatada uma bola que estava em boas condições de fazer seguir em frente, apanhando Mathieu desposicionado e forçando Renan a uma boa intervenção que impediu o iminente golo de Tomané. Na segunda parte, actuando do lado direito após a expulsão de Ristovski, foi várias vezes ultrapassado pelo extremo adversário. Numa dessas ocasiões, em que se deixou ficar perto da linha do meio-campo, nasceu o canto de que resultaria o golo do Tondela. É caso para perguntarmos se merece continuar no Sporting. Pelo jogo da noite passada dir-se-ia que não.

 

Que Luiz Phellype não tivesse marcado. Ele bem tentou, mas desta vez não conseguiu - ou por falta de pontaria ou por boas defesas de Cláudio Ramos - aos 57', 62', 80' e 86'. Saiu frustradíssimo, dando lugar ao inútil Diaby, aos 87', já com Bas Dost também em campo. Interrompeu um ciclo de seis jogos seguidos sempre a marcar.

 

Do cartão a Coates. O central uruguaio, por acumulação de amarelos, vê-se impedido de actuar na última jornada, no estádio do Dragão. Com Ristvoski também ausente, Keizer terá de mudar metade da defesa titular.

 

De termos interrompido um ciclo de dez vitórias. Nove no campeonato e uma na Taça de Portugal. Até este empate que quase soube a derrota.

 

De termos dito adeus definitivo ao segundo lugar. Era uma hipótese quase apenas aritmética, mas ainda viável caso tivéssemos vencido o Tondela, o FCP hoje tropeçasse frente ao Nacional e nós vencêssemos para a semana no Dragão. 

 

De só haver um português no nosso onze titular. Por vezes convém lembrar que o clube de que somos sócios e adeptos se chama-se Sporting Clube de Portugal.

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