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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória arrancada a ferros. Batemos o Tondela esta noite, por 2-1, com o golo do triunfo a ser apontado por Coates quando já se iniciara o nono minuto do tempo extra, que em princípio deveria escoar-se apenas em quatro. Registou-se uma explosão de justa e compreensível alegria entre os adeptos leoninos que se deslocaram ao estádio daquela cidade da Beira Alta e certamente um pouco por todo o País e nas partes do mundo que acompanhavam a transmissão em directo do jogo pela rádio ou pela televisão.

 

De Bas Dost. Regressou à equipa após três semanas de ausência e voltou em forma: à primeira oportunidade, com notável sentido posicional, marcou logo um golo. O nosso primeiro, aos 26', cabeceando da melhor forma com notável tempo de salto. Participou ainda na construção do segundo, amortecendo a bola que havia sido bombeada a 40 metros de distância por William Carvalho e servindo-a, na prática, como assistência para o finalizador Coates.

 

De Acuña. Para mim, o argentino foi o melhor em campo nesta partida: dinâmico, veloz, esticando o jogo, desequilibrando as marcações adversárias. E assegurou duas posições diferentes no seu flanco. Fez a assistência para o primeiro golo com um cruzamento milimétrico para o holandês. Repetiu a proeza em duas outras ocasiões: aos 45', servindo Mathieu (que cabeceou por cima) e aos 87' para Doumbia (que desperdiçou). Com a saída de Bruno César - hoje lateral esquerdo titular na ausência de Coentrão por castigo - recuou para a ala defensiva, onde também cumpriu a missão, mas sem nunca descurar a manobra atacante, bem útil quando a nossa equipa já jogava apenas com dez.

 

De William Carvalho. Falso lento, está sempre em jogo. E voltou a funcionar como o dínamo do onze leonino, pautando tanto a manobra defensiva como a corrente ofensiva. Hoje não se limitou ao meio-campo: quando foi necessário, cumpriu aquilo que o treinador lhe pediu, funcionando como defesa central de emergência após o vermelho exibido a Mathieu. Mas na retina dos adeptos ficou, acima de tudo, o seu espectacular passe longo do último lance que viria a ser muito bem recolhido por Bas Dost, daí resultando os três pontos que o Sporting trouxe de Tondela. Jogadores como o nosso capitão fazem a diferença nestes pormenores. Que são pormaiores.

 

De Bruno Fernandes.  Boa partida do nosso médio criativo, que a partir da recomposição táctica imposta pela expulsão de Mathieu recuou para médio de contenção, ocupando a posição antes confiada a Willliam: deu boa conta do recado. Os melhores remates de meia distância, como é hábito, saíram dos pés dele: um aos 45', travado in extremis pelo guardião do Tondela, outro aos 78', noutro disparo muito bem colocado.

 

De Coates.  Começou por ser o vilão e acabou por tornar-se o herói leonino desta partida. Primeiro, aos 13', quando por lentidão de reflexos falhou uma intercepção de bola, permitindo a cavalgada do Tondela para o golo inaugural. Depois, ao marcar um golo em que quase ninguém já acreditava mesmo ao cair do pano desta partida. Neste último lance, o central uruguaio confirmou aquilo que sabíamos: tem raça e garra de Leão. Conscientes disto, perdoamos-lhe as falhas ocasionais: a desta noite já está esquecida.

 

Da "estrelinha". Há muito venho observando por aqui que o Sporting, nesta temporada, tem "estrelinha de campeão". Talvez em nenhum outro jogo da Liga 2017/2018 isso tenha sido tão flagrante como neste embate com o Tondela, que foi um digno vencido. É uma boa notícia para nós: não há jogo sem sorte e não há campeão sem estrelinha.

 

De Jorge Jesus. O treinador teve bons reflexos ao gerir os efeitos da inesperada e desagradável expulsão de Mathieu. Deixou no banco um central alternativo, limitando-se a fazer recuar William para jogar com Coates no eixo da defesa leonina e pedindo a Bruno uma missão táctica suplementar como médio mais recuado. Foi recompensado por esta ousadia: os jogadores corresponderam e a sorte sorriu-lhe.

 

De concluir que nos mantemos na corrida ao título. Continuamos a depender só de nós, igualando o Benfica na segunda posição e apenas a dois pontos do Porto, ainda comandante do campeonato. Tudo é possível.

 

 

 

Não gostei

 

 

De Mathieu. Partida para esquecer do central francês, amarelado ainda no primeiro tempo pelo árbitro João Capela. Aos 60', num gesto irreflectido, levou as mãos à cara de um adversário, como se implorasse um segundo cartão. Assim aconteceu: foi para a rua e deixou o Sporting com menos um jogador. O jogo permanecia empatado e tudo a partir daí se tornou um pouco mais difícil.

 

De Montero e Doumbia. O colombiano na primeira parte, o marfinense que o substituiu na segunda: nenhum deles cumpriu os mínimos para justificar ser titular numa equipa que aspira à conquista do campeonato. Apáticos, trapalhões, sem intensidade, sem instinto goleador, sem conseguirem combinar com Bas Dost. Duas grandes decepções.

 

De Rúben Ribeiro. Vai desperdiçando oportunidade atrás de oportunidade. Hoje, lançado em campo aos 59' após a saída de Bruno César (e o consequente recuo de Acuña), teve a seu cargo a ala esquerda ofensiva, mas foi de uma vulgaridade gritante, incapaz de fazer a diferença. Lento, previsível, preocupa-se mais em adornar os lances de costas para a baliza do que em criar desequilíbrios que possam servir a equipa e incutir-lhe a dinâmica que tantas vezes lhe falta.

 

Do desgaste da nossa equipa. Esta vitória soube muito bem, mas o jogo, tal como decorreu, trouxe um adicional de fadiga aos jogadores do Sporting nada recomendável para os desafios que vão seguir-se.

 

Do empate a uma bola que parecia interminável. Chegámos assim ao intervalo e já imaginávamos que não seria desfeito. Felizmente Coates estava lá para provar que nos tínhamos enganado. Com o beneplácito do árbitro João Capela, a quem a partir de hoje não voltarei a dirigir impropérios. Foi uma vitória limpinha, limpinha.

2 comentários

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    SportingSempre 20.02.2018

    O anónimo sou eu, SportingSempre.
    Vendo na tv, não continuo a ver motivo para a expulsão do Mathieu, parece-me mais que ao tocar-lhe na cara para lhe chamar a atenção para a patada que tinha dado, se pos a jeito para o teatro subsequentente do jogador e do árbitro.
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