Rescaldo do jogo de hoje

Foto: Hugo Moreira / Lusa
Gostei
Da vitória contra o Santa Clara. Em Janeiro fomos aos Açores e perdemos por 2-3. Desta vez trouxemos uma vitória: 2-1. Escassa, tangencial, num jogo feio, com uma exibição medíocre em largos trechos, mas arrancámos os três pontos. Amealhamos agora 16 à nona jornada. Foi apenas a nossa segunda vitória fora em cinco partidas disputadas como visitantes nesta Liga 2022/2023.
De Morita. Novamente influente. Marcou pelo segundo jogo consecutivo - desta vez sem festejar, pois defrontava a sua anterior equipa, o que só lhe fica bem. O japonês desbloqueou a partida ao cabecear numa recarga bem sucedida, à ponta-de-lança, em posição frontal. Estavam decorridos 29': graças a ele, o Sporting adiantava-se no marcador no primeiro remate à baliza.
De Adán. Rúben Amorim teimou em apostar ainda nele como guarda-redes, sem conceder minutos a Israel - que será forçosamente o titular da nossa baliza na partida de quarta-feira contra o Marselha. A teimosia do técnico foi recompensada: o guardião espanhol revelou-se fundamental para segurar a magra vitória leonina em Ponta Delgada. Com três grandes defesas - segurando remates que levavam selo de golo aos 47', 68' e 83'. Sem culpa naquele que sofremos, mesmo ao cair do pano, parece ter-se redimido da sua caricata actuação em Marselha que nos custou uma pesada derrota e o acesso a 2,8 milhões de euros da UEFA. Melhor em campo, dado o fraco desempenho de quase todos os seus colegas - o que já diz quase tudo.
De Nuno Santos. Foi dele o golo da vitória, aos 90', num disparo fortíssimo com o seu pé-canhão (o esquerdo) em que o guarda-redes, estreante como titular da turma açoriana, pareceu mal batido. Melhor momento num jogo em que não foi muito feliz naquilo que costuma fazer melhor: os cruzamentos com perigo para a grande área.
De St. Juste. Amorim escolheu-o para titular na linha central, do lado direito. O holandês correspondeu à confiança do treinador com uma actuação positiva. Conduziu muito bem dois lances de ataque, galgando linhas com a bola dominada, aos 27' e aos 45'+1. Neste último, fez tudo bem, agindo como um extremo não apenas na condução mas também no cruzamento atrasado (para Edwards). Mostrando assim a Esgaio como se faz. Aos 51' deu lugar a Gonçalo Inácio por aparente precaução, dado vir de lesão muito recente.
De Coates. Em boa hora regressou ao nosso onze, após lesão. Deu estabilidade e organização ao reduto defensivo. Pena ter visto dois colegas - Gonçalo Inácio e Matheus Reis - falharem em simultâneo a marcação a Tagawa, autor do golo do Santa Clara, no último lance do desafio (90'+5).
Do 1-0 que se registava ao intervalo. Resultado que traduzia domínio do Sporting, embora não traduzido em remates enquadrados. De algum modo sabia a pouco.
Que tivéssemos subido ao quinto lugar. Agora só temos Benfica (mais nove pontos), FC Porto (mais seis pontos), Braga (mais três pontos com menos um jogo) e Casa Pia (mais um ponto) à nossa frente.
Da hora a que começou o jogo. Às 15.30, como noutros tempos. Horário propício a futebol visto ao vivo em família numa tarde de sábado. Devia haver mais assim.
Não gostei
Da nossa falta de intensidade. Deixámos correr o marfim em grande parte do jogo, sobretudo na segunda parte, em que concedemos muita iniciativa ao adversário, com notória displicência, falhando passes, com vários jogadores a chutar para onde estavam virados. Mesmo desfalcado, só com dois dos habituais defesas e um guarda-redes novato, a equipa açoriana podia ter empatado ou até vencido a partida. Perante a apatia de vários titulares leoninos e a escassa eficácia de alguns que saltaram do banco. O resultado foi superior à exibição.
De Paulinho. Amorim continua a confiar nele, mas ele persiste em manter o prolongado jejum de golos: nem um para amostra quando está decorrida mais de uma quarta parte do campeonato. Em Ponta Delgada, nem sequer tentou um remate. Saiu aos 66' sem fazer o gosto ao pé - ou à cabeça. Outro jogo em que passou ao lado.
De Esgaio. Chega a ser confrangedora a sua inépcia, jogue onde jogar. Ala direito, com Porro ainda lesionado, não fez um único cruzamento digno desse nome: limitou-se ao passe curto, lateralizando acções de ataque, ou ao toque inócuo para trás, sem tentar um drible ou uma acção de ruptura. Batido no jogo aéreo, deixou-se ultrapassar por Gabriel Silva aos 78, gerando perigo na nossa área.
De Pedro Gonçalves. Deu a sensação de nem estar em campo durante grande parte do jogo. Manteve-se no relvado durante os 90' sem que se perceber por que motivo não deu lugar a outro.
De mais um golo sofrido. Somos a quinta equipa com pior defesa. Só Rio Ave, Arouca, Paços de Ferreira e Marítimo encaixaram mais que nós.
