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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vingança consumada contra o Marítimo. Fechamos com chave de ouro a primeira volta, derrotando sem discussão a equipa madeirense, que a 11 de Janeiro nos eliminara da Taça de Portugal, em partida também disputada no estádio dos Barreiros. A desforra foi requintada: dominámos esta partida do primeiro ao último minuto e saímos vencedores por 2-0 - invertendo os números da derrota anterior, única até agora sofrida frente a uma equipa portuguesa na temporada em curso. As estatísticas desta partida dizem tudo. Marítimo: cinco remates, nenhum enquadrado. Sporting: 19 remates, quatro enquadrados. Aproveitámos metade das oportunidades de golo.

 

De Pedro Gonçalves. Outra excelente partida do nosso médio criativo, que volta a bisar. Marcou o primeiro logo aos 9', conduzindo a bola dominada quase desde a linha divisória e fazendo um túnel ao guarda-redes antes de a meter lá dentro. As 56', sentenciou a partida com um remate rasteiro, culminando uma rápida jogada de futebol colectivo, com a bola trocada sempre ao primeiro toque. Melhor em campo e agora reforçado como líder dos marcadores do campeonato, mesmo sem ser ponta-de-lança: já leva 14 golos no seu pecúlio. E transmite todos os sinais de que não pretende parar aqui.

 

De Matheus Nunes. Outra excelente exibição do jovem luso-brasileiro, desta vez numa sólida parceria com Palhinha a meio do campo. Segura sempre bem a bola, transporta-a com qualidade, nunca dá um lance por perdido. Exibe um domínio técnico e uma segurança muito acima da média, sendo um dos responsáveis pela grande dinâmica da equipa. É um caso sério de progressão espectacular neste campeonato, às ordens de Rúben Amorim.

 

De Antunes. Titular devido a lesão de Nuno Mendes, o n.º 55 cumpriu plenamente a missão que lhe estava incumbida como ala esquerdo, dominando por completo o seu corredor. Exibição coroada na assistência para o segundo golo, cruzando com intenção da esquerda para o corredor central. Bom também em vários outros centros (13', 39' e 83', por exemplo) e nos pontapés de canto. Ainda tentou o golo, num remate aos 4' que passou a curta distância do poste direito da baliza adversária. Saiu aos 87', cansado mas consciente do bom contributo que deu à equipa.

 

De Gonçalo Inácio. Foi uma das quatro novidades no onze titular para este jogo, rendendo o castigado Luís Neto (as outras apostas de Amorim em comparação com o jogo anterior foram Paulinho, Antunes e Palhinha, este compensando a ausência de João Mário). Cumpriu com brilhantismo a missão que lhe foi atribuída como central mais encostado à direita. Ponto alto: assistência para o primeiro golo, com um passe vertical, de 30 metros, a que Pedro Gonçalves deu a melhor sequência. Isto apesar de ser esquerdino, o que valoriza ainda mais a sua actuação.

 

Da estreia de Paulinho. Rúben Amorim apostou nele, sem reservas de qualquer espécie, como titular no nosso vértice mais ofensivo. O ex-bracarense não marcou mas teve bons apontamentos, mostrando-se já entrosado com os colegas apesar de esta ser a sua primeira partida de Leão ao peito. Eficaz a arrastar os defesas, competente na recepção e no passe, ensaiando até dois toques artísticos, de calcanhar, esteve 66 minutos em campo, dando então lugar a Tiago Tomás. A primeira impressão foi positiva.

 

Do regresso de João Pereira. É a sua terceira passagem por Alvalade. Com quase 37 anos, o veterano internacional cumpriu hoje o 150.º jogo oficial com a camisola do Sporting, que sempre envergou com dedicação e devoção. Entrou só ao minuto 87, substituindo Antunes, mas percebia-se que o fazia com o entusiasmo de sempre. E até acabou brindado com um cartão amarelo por Hugo Miguel num dos raros momentos de desacerto deste árbitro, que no geral merece nota muito positiva. 

 

De continuarmos na frente. Estamos há onze jornadas consecutivas no primeiro posto. E continuamos a marcar em todos os jogos desta Liga 2020/2021, que comandamos com brilho e competência, contrariando todos os profetas da desgraça. Sublinhemos, sem falsas modéstias: hoje somos a equipa a jogar melhor futebol em Portugal.

 

Da nossa pontuação. Chegamos ao fim da primeira volta com 45 pontos amealhados. Mais seis do que o FC Porto, mais nove do que o Braga, mais onze do que o Benfica e o Paços de Ferreira. Com mais 37, portanto, do que estes nossos quatro rivais somados. É a melhor pontuação da história do futebol leonino nesta fase dum campeonato desde a época 1946/1947, em que jogavam os Cinco Violinos: motivo não apenas de legítima satisfação mas de imenso orgulho. Sabendo, ainda por cima, que esta proeza é conseguida com uma equipa muito jovem e formada em larga medida por portugueses. Basta reparar na ficha deste jogo: o Marítimo, em 20 jogadores, só tinha um português; no Sporting, pelo contrário, eram 15. Todos menos Adán, Porro, Coates, Feddal e Tabata.

 

De chegarmos a esta fase sem derrotas. Dezassete jogos cumpridos, vamos exactamente a meio do campeonato. Somando 14 vitórias e apenas três empates - dois dos quais (frente a FCP e Famalicão) com pontos injustamente perdidos, devido à intervenção incompetente dos árbitros. Outro indicador que merece destaque: temos só nove golos sofridos. Motivo, desde logo, para elogiar o trio de centrais (Coates, Feddal e Neto) e, naturalmente, o guarda-redes titular, Antonio Adán. Que tem confirmado no Sporting a boa fama que trouxe como profissional oriundo da formação do Real Madrid.

 

De ver o Sporting ainda invicto. Extraordinário: somamos 17 jogos sem perder no campeonato. Estamos há onze jornadas consecutivas no primeiro posto. E continuamos a marcar em todos os jogos desta Liga 2020/2021, que comandamos com brilho e competência. Mérito do treinador e de toda a equipa de trabalho, que revela uma unidade inquebrantável. E uma alegria que é bem visível em todos os estádios onde vai exibindo o seu talento.

 

 

Não gostei
 

 

Do resultado ao intervalo. Vencíamos apenas por 1-0, número que não reflectia o domínio total do Sporting durante os primeiros 45 minutos. Sabia a pouco, aliás à semelhança do 2-0 final - bastante aquém da superioridade revelada pela nossa equipa frente ao Marítimo durante o jogo todo. 

 

Da ausência de Nuno Mendes. O nosso promissor ala esquerdo, massacrado pelo sarrafeiro Gilberto quatro dias antes no clássico de Alvalade, nem chegou a viajar para o Funchal. Amorim, por precaução, deixou fora da convocatória o jogador, que acusava dores numa coxa. Esperemos que recupere a tempo da partida contra o Gil Vicente, a disputar terça-feira em Barcelos. Mas cumpre reiterar que Antunes deu muito boa conta do recado.

 

De termos visto Tabata desperdiçar um golo. Em campo desde os 77', tendo substituído Nuno Santos, o brasileiro isolou-se tendo apenas pela frente o guarda-redes Amir, que foi incapaz de desfeitear. Um golo cantado, daqueles que não se devem falhar. Seria o terceiro - e teria feito inteira justiça à exibição da nossa equipa num estádio onde voltámos a ser felizes.

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