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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da nossa superioridade frente ao Famalicão. Empatámos 2-2 no mesmo estádio onde na época passada havíamos perdido por 1-3. Infelizmente o resultado da partida de hoje não traduz a qualidade da exibição leonina. Este nosso primeiro empate fora de casa da Liga 2020/2021 acaba por saber a pouco.

 

Dos nossos golos. O primeiro, apontado aos 37' por Pedro Gonçalves num excelente remate rasteiro, desenhando uma soberba diagonal com o pé esquerdo, após contornar uma floresta de pernas, para o ângulo mais difícil da baliza adversária. O segundo, um espectacular disparo de Porro na conversão de um livre directo quando estavam já decorridos 45'+4, no último lance da primeira parte, que terminou com o Sporting a vencer 2-1.

 

De Pedro Gonçalves. Vão escasseando os adjectivos para qualificar a actuação do ex-famalicense, o melhor jogador do campeonato. Hoje marcou o seu décimo golo em oito jogos da Liga: leva cinco partidas consecutivas a facturar, liderando destacado a lista dos goleadores. Infelizmente, no campeonato português os artistas como ele são tratados com desprezo e raiva pelos árbitros mais incompetentes, como o que hoje nos calhou pela segunda vez em nove jornadas.

 

De Porro. Incansável a controlar o nosso corredor direito, onde dá largas à sua vocação ofensiva. Mas o livre que transformou em golo foi marcado do lado esquerdo: é, sem dúvida um dos melhores do Sporting neste ano prestes a chegar ao fim. Já tinha ajudado a construir o nosso golo inicial, com uma recuperação de bola. E logo aos 7' cruzou de forma exemplar para Sporar, no que podia ter sido uma assistência para golo caso o esloveno não andasse em greve de remates. O jovem internacional sub-21 espanhol foi, para mim, o melhor em campo.

 

De Palhinha. Outra boa exibição do nosso médio defensivo, que no entanto parece algo desacompanhado naquela zona do terreno cada vez que Matheus Nunes fica fora do onze inicial. A sua influência na equipa mede-se não apenas pelos cortes que protagoniza e pelas recuperações que consegue, mas também pelas faltas que obriga os adversários a fazer. Desta vez, só à sua conta, foram amarelados três: aos 69', 83' e 87'. Destacou-se ainda por dois potentes remates com selo de golo, aos 32' e aos 54', forçando o guardião a defesas muito difíceis. Anda com vontade de marcar: não custa prever que vai conseguir metê-la lá dentro num dos próximos jogos.

 

Do centésimo jogo de João Mário pelo Sporting. O campeão europeu formado na Academia de Alcochete estreou-se na nossa equipa principal há nove anos, tendo sido lançado pelo treinador Domingos Paciência a 14 de Dezembro de 2011. Uma longa ligação, intensificada neste seu regresso ao clube em que espera sagrar-se campeão. Pena ter hoje falhado um remate crucial quando tinha só o guarda-redes pela frente, aos 78', atirando a bola para a bancada.

 

De ver o Sporting no comando da Liga. Aconteça o que acontecer nesta jornada, e apesar dos dois pontos hoje perdidos em Famalicão, manteremos o primeiro lugar. Continuamos a ser a única equipa invicta. E até agora marcámos em todas as jornadas do campeonato.

 

 

Não gostei
 

 

Do árbitro Luís Godinho. Saiu-nos na rifa pela segunda vez em nove jogos: é caso para dizer que andamos com azar. À terceira ronda do campeonato, o clássico Sporting-FC Porto, foi ele a inclinar o campo com uma arbitragem calamitosa, poupando o defesa portista Zaidu a duas expulsões ainda no primeiro tempo. Não contente com isso, expulsou Rúben Amorim ao intervalo por palavras em tudo idênticas às do treinador do FCP que fingiu não ter ouvido. Desta vez voltou a fazer estragos, novamente contra o Sporting: expulsou Pedro Gonçalves aos 80', por acumulação de amarelos com o primeiro cartão a ser exibido por alegada "simulação" que só existiu na cabeça dele, e aos 90' anulou um golo limpo a Coates que nos daria os três pontos. E voltou a expulsar o nosso técnico, imitando o que fizera em Alvalade, como se Amorim fosse uma espécie de hooligan dos treinadores portugueses. Uma vergonha haver sujeitos como este, que tudo fazem para lesar os virtuosos da bola e conspurcar o nosso futebol. 

 

De Adán. Muito intranquilo, o guarda-redes espanhol saiu disparatadamente dos postes, falhando o salto e permitindo que o Famalicão fizesse um golo no primeiro remate à nossa baliza, na sequência de uma bola parada, quando estavam decorridos 43'. Aos 89' sofreu o segundo golo - ao segundo remate - na conversão de um livre em que pareceu mal colocado na baliza e reagir tarde na tentativa de bloquear a bola.

 

De Sporar. Uma nulidade: com ele em campo, parecíamos jogar só com dez. Incompreensível, a decisão do técnico de mantê-lo em campo até ao minuto 63. Logo aos 7', incapaz de fazer a emenda frente à baliza, desperdiçou um cruzamento milimétrico de Porro. Aos 57', isolado por Coates, atrapalhou-se com a bola na grande área e acabou por oferecê-la a um adversário. E ainda foi ele a falhar a marcação a Gustavo Assunção no livre de que resultou o primeiro do Famalicão: ficou parado, de braços caídos, a "marcar" com os olhos. Merece ir para o banco.

 

Do penálti falhado por Nuno Santos. Estavam decorridos 22 minutos quando o ala canhoto, chamado a converter uma grande penalidade, rematou de modo muito denunciado, permitindo a defesa do guarda-redes. Teria sido o nosso primeiro golo - e, com a bola lá dentro, a história desta partida seria bem diferente. Mas é revelador que tenha sido Nuno Santos a marcar o penálti e não Sporar, ponta-de-lança, como seria mais lógico. Uma prova - mais uma - da falta de confiança do esloveno nos seus atributos goleadores.

 

Do nosso primeiro empate fora de casa. Até agora, só contávamos por vitórias todos os desafios na condição de equipa visitante. Não admira este desaire, pois passámos a jogar com menos um numa fase decisiva do jogo e ainda tivemos o apitador a actuar contra nós, permitindo entradas violentas, a todo o momento, aos jogadores do Famalicão enquanto mandou para a rua Pedro Gonçalves, um dos profissionais menos faltosos do campeonato português.

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