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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada. Num estádio muito difícil, onde há um ano vencemos a equipa da casa por margem tangencial (2-1), o Sporting impôs o seu futebol ao Santa Clara, que saiu derrotado de forma concludente: 4-0. Um resultado adequado à exibição: o onze leonino foi pressionante, agressivo no melhor sentido do termo e revelou fluidez ofensiva do princípio ao fim da partida, lutando sempre pela vitória. Compensou: este foi o nosso resultado mais volumoso até agora na Liga 2019/2020 - igualando a marca imposta ao PSV para a Liga Europa, com a diferença de o confronto com a turma holandesa ter decorrido em Alvalade.

 

De Silas. Desta vez o nosso treinador não confundiu os jogadores com sistemas tácticos incompreensíveis nem fez poupanças descabidas. Como se impunha, fez entrar em campo aquele que é hoje, sem margem para discussão, o melhor onze leonino: Max; Ristovski, Coates, Mathieu, Acuña; Idrissa, Wendel, Bruno Fernandes; Bolasie, Vietto e Luiz Phellype. Para quê complicar o que é simples?

 

De Bolasie. Grande partida do ala franco-congolês, que revelou atitude, compromisso com a equipa e entrega ao jogo. Destacou-se logo aos 3', confundindo as marcações no corredor direito. Aos 22', foi ceifado em falta noutra ofensiva perigosa. Falhou o cabeceamento aos 35' e aos 50',  mas redimiu-se aos 54', apontando o melhor golo da noite, na sequência de um canto, ao saltar de quase costas para a baliza, dirigindo a bola para o canto superior esquerdo da baliza do Santa Clara. Cinco minutos depois, em nova incursão na área, foi derrubado em falta, justificando o castigo máximo de que resultou o nosso quarto golo. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Vietto. Outra exibição de grande nível, que só faltou ser coroada com um golo. Mas esteve quase a apontá-lo, aos 82', quando rematou à barra, bem servido por Jesé. O argentino pensa bem o jogo e tem inegável virtuosismo técnico, tendo protagonizado contra-ataques perigosos aos 35' e aos 40' - no segundo serviu Luiz Phellype, que só precisou de encostar para marcar o golo inaugural do Sporting. Desmarcou muito bem Bruno Fernandes aos 50'. Aos 66' rubricou outro grande lance, rematando em arco, com a bola a passar ligeiramente ao lado. Incansável.

 

Luiz Phellype. Aos pontas-de-lança pede-se eficácia no momento da decisão. O brasileiro cumpriu, no essencial. Aos 19' e aos 34', falhou na finalização. Mas redimiu-se ao dar o último toque, marcando o nosso primeiro, aos 40', e aos 47', quando deu a melhor direcção a um centro de Ristovski. Segunda jornada consecutiva a marcar, já com sete golos amealhados no campeonato.

 

De Bruno Fernandes. Não foi um dos melhores jogos do capitão. Mesmo assim, participou no primeiro golo, iniciado ao recuperar uma bola junto à ala esquerda e entregando-a a Acuña. É ele quem marca o canto de que resulta o terceiro, aos 54', e cinco minutos depois sela o resultado cumprindo de forma exemplar ao converter uma grande penalidade. Nota positiva.

 

De Ristovski. O internacional macedónio confirmou que é um elemento mais útil como lateral direito do que Rosier. Avançou com ousadia no seu corredor, destacando-se em sucessivos centros para Luiz Phellype (7'), Vietto (16') e novamente Luiz Phellype (34'). Como não há duas sem três, foi dele a assistência para o segundo golo do brasileiro - e do Sporting - com um cruzamento atrasado, a partir da linha de fundo, como mandam as regras. Merece ser titular, sem discussão.

 

Do regresso de Battaglia. Já com o resultado em 4-0, aos 64', Silas fez entrar em campo o internacional argentino - precisamente no mesmo estádio em que na época anterior se lesionou gravemente, levando-o a permanecer quase um ano afastado dos relvados. Já tínhamos saudades de o ver equipado de verde e branco.

 

De ver as nossas redes intactas. Nem um golo sofrido, confirmando-se os progressos registados na organização defensiva do Sporting.

 

Da subida ao pódio. Como antecipei aqui, para irritação de supostos adeptos que visitam este blogue, ascendemos ao terceiro lugar do campeonato numa jornada em que Famalicão e Braga perderam, e V. Guimarães empatou. Seguimos agora isolados neste posto, que há três meses quase parecia uma miragem: quando Silas pegou na equipa, à sexta jornada, seguíamos no nono lugar, tendo à nossa frente Famalicão, Porto, Benfica, Rio Ave, Boavista, V.Guimarães, Tondela e o Santa Clara que hoje derrotámos. Podemos reduzir a diferença em relação ao FCP, que receberemos na próxima jornada em Alvalade, a 5 de Janeiro.

 

 

Não gostei

 
 

Do resultado ao  intervalo. Vencíamos apenas por 1-0, desvantagem lisonjeira para a equipa açoriana, que só uma vez nesta partida (aos 87') obrigou Max a uma defesa apertada.

 

De Eduardo. O antigo médio do Belenenses tarda em demonstrar no Sporting o que terá levado a direcção da SAD a contratá-lo. Suplente utilizado no jogo de hoje, entrou só aos 77', substituindo Wendel. Pretendia-se que segurasse a bola no nosso meio-campo para garantir a vantagem dilatada, mas nas primeiras vezes em que pegou no jogo entregou-a ao adversário, colocando a equipa em posição difícil. Com este comportamento, tarde ou nunca ascenderá a titular.

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