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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Dos três pontos que trazemos do Bessa. Vitória arrancada a ferros, já no tempo extra do período final, na sequência de uma grande penalidade assinalada pelo árbitro João Pinheiro, por toque em Raphinha, num lance que poucos outros apitadores marcariam - decisão polémica que o vídeo-árbitro entendeu não contrariar. Aconteceu num momento em que muitos adeptos e talvez até vários jogadores já não acreditassem no triunfo frente ao Boavista.

 

De Bruno Fernandes. Melhor em campo. Foi ele a marcar o penálti decisivo, de forma impecável. Também ele quem puxou sempre a equipa para diante e fez a diferença num meio-campo que nunca foi capaz de se impor categoricamente frente à equipa adversária. Leva já 13 golos marcados no campeonato e 24 no total das competições nesta época desportiva.

 

De Acuña. Grande exibição do internacional argentino, que voltou a fazer duas posições. Primeiro como médio-ala e a partir dos 78' recuando para lateral esquerdo. Esteve muito bem tanto a atacar (foi dele a pressão decisiva, aos 17', que possibilitou o autogolo do Boavista) como a defender. Muito batalhador e protagonista de alguns dos melhores momentos da nossa equipa.

 

Da primeira parte de Raphinha. Foi dele a assistência no lance de que nasceu o primeiro golo leonino, com um bom cruzamento da ala direita. Podia ter feito o segundo, aos 50', mas cabeceou à figura do guarda-redes boavisteiro. Decaiu fisicamente na meia hora final.

 

De Mathieu. Autor dos melhores cortes na nossa grande área - aos 53', 55' e 88', fazendo prevalecer a sua maturidade e mestria técnica como patrão do bloco defensivo leonino. Também soube empurrar a equipa para a frente: mesmo ao cair do pano, aos 89', conduziu uma jogada ofensiva muito bem coroada com um passe cheio de precisão que merecia melhor desfecho.

 

Do cartão exibido a Gudelj aos 33'. Boa notícia para o onze leonino: o médio sérvio - que Marcel Keizer, teimosamente, persiste em manter como titular da equipa - ficará fora da próxima partida, frente ao Santa Clara, por acumulação de amarelos.

 

Do carinho manifestado pelos adeptos axadrezados a Bruno Fernandes. O nosso capitão, que não festejou o golo, foi muito cumprimentado e abraçado por boavisteiros no fim do jogo. Não esquecem que o jogador nasceu para o futebol nas escolas de formação do clube.

 

 

Não gostei

 

Do golo sofrido logo aos 3'Momento fatal de desconcentração da equipa leonina, potenciado por Luiz Phellype (julgo), que coloca em jogo o autor do golo. A bola, num ressalto caprichoso, entrou na nossa baliza sem hipóteses de defesa para Renan. Felizmente, desta vez num lance com alguma sorte para o nosso lado, demorámos só 14 minutos a empatar. E o resultado manteve-se 1-1 até aos 90' regulamentares. 

 

De Luiz Phellype. Com Bas Dost ausente, por aparente lesão, coube ao brasileiro - contratado como "reforço de Inverno" - surgir no onze titular. Mas voltou a ficar em branco, suscitando crescentes dúvidas sobre a sua capacidade para integrar o plantel leonino. Protagonizou a perdida da noite ao falhar um cabeceamento a meio metro da linha de golo, atirando ao poste. 

 

De Gudelj. Outra exibição abaixo dos mínimos requeridos do sérvio que veio da China. Logo no minuto inicial fez um passe tão disparatado que ninguém conseguiu perceber qual foi a intenção dele. Incapaz de construir uma jogada ofensiva, aos 60' tentou finalmente um passe longo... mas acabou por atirar a bola para a bancada. Um mistério, a sua persistente inclusão no onze titular leonino.

 

Da passividade do treinador. Mantendo-se o 1-1 que já vinha da primeira parte, Marcel Keizer só decidiu enfim mexer na equipa aos 78', mandando sair Borja e Wendel, trocando-os por Diaby e Idrissa Doumbia. 

 

Da falta de eficácia atacante. Apesar de termos quase dois terços de posse de bola e claro domínio territorial, aliás bastante consentido, fomos muito perdulários nos últimos 30 metros, abusando do pontapé para a frente, com remates sucessivos a embater nas pernas dos defensores do Boavista, num autêntico tiro ao boneco mais próprio dos escalões secundários.

 

De termos entrado em campo sem um só jogador da formação. Acontece pela segunda vez em poucas semanas, algo que não se via no Sporting desde 2007. É uma tristeza, além do mais, que em 13 jogadores hoje presentes em campo de verde e branco apenas existisse um português, Bruno Fernandes. Como se apenas os estrangeiros fossem bons.

 

Da tristeza no relvado. Apesar de termos vencido, os rostos dos nossos jogadores estavam fechados, sem um sorriso, após o apito final. Algo revelador de que o estado anímico da equipa está longe de ser o melhor. Isto quando nos mantemos, à 25.ª jornada, na quarta posição, a três pontos do Braga.

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