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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da vitória. Esta tarde, em casa, frente ao Moreirense. Triunfo difícil, por 2-1, contra uma equipa muito bem orientada e que tem mantido um bom desempenho na Liga 2018/2019, onde figura no sexto posto.

 

Dos golos marcados cedo. Aproveitamento em larga percentagem das escassas oportunidades que tivemos: aos 26', tinham sido três, duas das quais concretizadas em golo - por Nani, logo aos 3', na sequência de um canto apontado por Acuña, e por Bruno Fernandes, aos 26', na recarga após um remate fortíssimo de Ristovski com defesa incompleta do guarda-redes Jhonatan. Na terceira oportunidade, também aos 26', Diaby cabeceou à trave.

 

De Mathieu. Outra exibição de grande nível do central francês, comandante indiscutível da sua zona. Num lance muito difícil, em que ameaçava ser batido em velocidade, fez um corte impecável, com noção exacta do seu tempo de intervenção, no minuto 40. Outros cortes oportuníssimos aos 41', 54' e 86'. Sempre muito concentrado, com inegável capacidade de intervenção e notável leitura de jogo.

 

De Acuña. Grande exibição do internacional argentino, para mim o melhor em campo. Foi dele a assistência para o nosso golo inicial, ao cobrar muito bem um canto. Grandes cruzamentos aos 26' e 47'. Lutou sempre muito, disputou bolas, causou desequilíbrios na sua ala, nunca desistiu de um lance.

 

De Bruno Fernandes. Foi um dos nossos jogadores com exibição mais positiva - e dos raros que fizeram questão de não baixar os braços até ao fim. Valeu dois pontos à equipa ao apontar o golo da vitória tangencial. Leva já 16 marcados nesta temporada - sete dos quais no campeonato. Tantos como conseguiu ao longo de toda a época anterior.

 

Do balanço do Sporting em casa. Continuamos invictos em Alvalade nesta Liga 2018/2019. Com nove vitórias e um empate (com o FC Porto, na jornada anterior).

 

 

 

Não gostei

 

 

Da medíocre exibição da nossa equipa no segundo tempo. Neste período complementar, estivemos sempre dependentes de um rasgo esporádico de um dos nossos jogadores com maior qualidade - algo que raras vezes sucedeu. Regressando do intervalo a vencer por 2-1, abdicámos do ataque continuado, passando a defender a magra vantagem até ao fim, com inócuas trocas de bola muito longe da zona de tiro. A troca de Wendel por Petrovic aos 85' coroou esta ideia de jogo, própria de equipa pequena: Marcel Keizer reeditou a táctica do detestado José Peseiro, trancando o meio-campo com duplo pivô (Gudelj+Petrovic).

 

Da falta de energia anímica. A partir da meia hora de jogo, a equipa já pareceu jogar cansada. Movimentos desenvolvidos com extrema lentidão, sem acelerar nem criar situações de perigo, revelando automatismos muito previsíveis, com posse de bola passiva. O golo sofrido aos 34' castigou esta displicência, nada adequada aos pergaminhos leoninos - ainda por cima actuando em Alvalade. O treinador não ajudou, ao manter demasiado tempo a equipa inalterada: a primeira substituição, trocando Nani por Raphinha, ocorreu só aos 68'.

 

Da anulação de um golo limpo a Raphinha. Iam decorridos 80' quando o extremo entrado 12 minutos antes, aproveitando muito bem um passe longo de Coates, se isolou na grande área do Moreirense e introduziu a bola na baliza. A equipa de arbitragem dirigida por Rui Costa, mesmo alertada pelo vídeo-árbitro, manteve a decisão errada. Na sequência de outro erro grave, ainda na primeira parte, quando pouparam um cartão vermelho e um livre directo ao Moreirense por derrube de Bas Dost quase em cima da linha da grande área.

 

De Diaby. Marcel Keizer continua a apostar nele para o onze titular sem que o maliano justifique esta aposta. Hoje voltou a passar quase ao lado do jogo. Nos momentos de decisão, falhou: aos 5', cabeceou por cima, aos 26' acertou na barra. Revela dificuldades técnicas na recepção de bola e falta de entrosamento com a equipa. Inexplicável, a decisão de mantê-lo em campo durante os 90 minutos.

 

De Bas Dost. O que se passa com o internacional holandês, que não marca há quatro jogos? Hoje voltou a ter uma exibição apagadíssima, totalmente ineficaz na linha de tiro. Aos 17', muito bem servido por Bruno Fernandes, não conseguiu melhor do que um remate frouxo. Aos 31', protagonizou um inacreditável falhanço à boca da baliza. Apanhado em sucessivas situações de fora-de-jogo, nada acrescentou à equipa. Apetece perguntar se Luiz Phellype não merecia ter entrado, ao menos para acumular mais uns minutos.

 

Do afastamento de Jovane e Miguel Luís. Nenhum dos dois voltou a ser convocado - e, tanto quanto se sabe, em ambos os casos não terá sido por lesão. É assim que se aposta nos valores da formação neste Sporting 2018/2019?

 

Da ausência do "reforço" Francisco Geraldes. Desta vez foi convocado, mas não calçou. O treinador mandou-o aquecer durante cerca de 40 minutos, na segunda parte. Em vão: o nosso médio criativo formado na Academia de Alcochete continua sem merecer a confiança do técnico holandês - apesar de termos acabado com diversos jogadores à beira da exaustão e Keizer não ter sequer esgotado as substituições. Pelos vistos Geraldes só serve para fazer publicidade às gameboxes.

 

Dos assobios no estádio. Iam decorridos 22 minutos quando começaram a ser escutadas as primeiras vaias. Dirigidas, sobretudo, à nossa linha defensiva - precisamente a que menos mereceu escutá-las. Não consigo entender por que motivo os sócios e simpatizantes do Sporting se deslocam a Alvalade, numa tarde invernosa de chuva, para protestarem com os jogadores que deviam merecer incentivos da massa adepta. A própria visão das bancadas já era desoladora: só 30 mil adeptos no estádio - muito abaixo dos 45 mil que compareceram ao Sporting-FC Porto.

 

De continuarmos em quarto lugar no campeonato. Com 38 pontos, seguimos a oito do FCP, a três do Benfica e a dois do Braga. Treze, no total. Pontuação pouco animadora para atacarmos o principal objectivo da época: o segundo lugar na Liga, que pode garantir o acesso à milionária Liga dos Campeões.

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