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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota em Guimarães. A primeira da era Marcel Keizer - e também o primeiro jogo em que o Sporting ficou sem marcar sob o comando do técnico holandês após sete partidas em que fizemos 30 golos. Perdemos 0-1, frente à equipa da casa, que foi muito superior e dominou quase todo o tempo. Um resultado lisonjeiro para as nossas cores: o Vitória merecia ter vencido por uma diferença mais dilatada. Só o nosso guarda-redes - a figura do jogo - impediu isso. E ainda vimos a turma vimaranense rematar com estrondo à nossa trave (71').

 

De ver o Sporting totalmente condicionado pela táctica do onze anfitrião. Luís Castro estudou muito bem a nossa equipa e neutralizou o jogo ofensivo leonino. Fomos incapazes de penetrar pelas alas, que estiveram aferrolhadas, e perdemos duelos sucessivos no meio-campo, onde Bruno Fernandes e Miguel Luís permitiram que André André comandasse as operações.

 

De tanta inoperância e tanta lentidão. O nosso primeiro remate enquadrado ocorreu só aos 48', com um disparo do recém-entrado Raphinha, travado por uma boa defesa do guardião Douglas. Foi sol de pouca dura, no único período do encontro em que o Sporting conseguiu equilibrar as forças. Um frágil equilíbrio que durou apenas dez minutos. A construção de cada lance ofensivo demorava minutos, os passes saíam falhados, as lateralizações eram constantes, perdíamos sucessivas bolas divididas, a movimentação colectiva nada teve a ver com as dos jogos anteriores. Nada fizemos sequer para conseguir o empate - muito menos a vitória. E assim somamos a terceira derrota na Liga 2018/2019, após termos perdido frente ao Braga e ao Portimonense.

 

Do sub-rendimento de jogadores chave. Três elementos fundamentais no onze titular leonino foram hoje uma sombra do que costumam ser: Acuña viu anuladas quase todas as manobras no seu corredor e quase não dispôs de oportunidades de cruzar à frente; Bas Dost foi esquecido pelos companheiros, tendo cabeceado para defesa fácil de Douglas na única vez em que a bola lhe chegou bem dirigida; Bruno Fernandes, hoje capitão na ausência de Nani, revelou-se incapaz de assumir o comando do meio-campo e estabelecer a ligação com o ataque: acabando por ver o cartão amarelo já no tempo extra, o que o põe de fora na partida em Alvalade contra o Belenenses, a 3 de Janeiro.

 

Da falta de soluções no banco. Esta noite ficou bem evidente como o plantel do Sporting é curto: Keizer recorreu a Raphinha, que veio de lesão e entrou aos 46' por troca com Jovane, a Carlos Mané, que substituiu Miguel Luís aos 74' sem acrescentar nada, e a Petrovic, a partir do 85', quando saiu Gudelj, com aparentes queixas musculares. Entre os suplentes, não havia alternativas no capítulo ofensivo.

 

De estar a perder desde os 26'. Passámos mais de uma hora a correr atrás do prejuízo. E a rezar para não sofrer mais golos, enquanto o Vitória nos dava um banho de bola perante o delírio dos seus adeptos: hoje o estádio D. Afonso Henriques recebeu cerca de 27.500 espectadores, a maior enchente da temporada.

 

De ver o Sporting descer ao terceiro lugar. Fomos ultrapassados pelo Benfica na classificação da Liga e deixámos de depender só de nós.

 

 

Gostei

 

De Raphinha. Após várias semanas de ausência, o extremo que veio de Guimarães voltou a equipar de verde e branco, entrando logo no recomeço da partida após o intervalo. Só ele foi capaz de mexer um pouco no apático e cinzento jogo leonino: disparou com perigo aos 48', para defesa muito apertada de Douglas, e enviou uma bola a rasar o poste aos 54'. Bem mais dinâmico do que Jovane, que hoje foi titular mas parece render melhor quando salta do banco a meio do segundo tempo.

 

De Renan. De longe o melhor Leão e a grande figura da partida. Evitou por cinco vezes o golo vimaranense, com grandes defesas, numa demonstração clara de que a baliza leonina está bem entregue. Sem estas intervenções dele (15', 48', 62', 65', 90') teríamos sido goleados. No mesmo estádio onde há um ano goleámos o Vitória por 5-0. A vida tem destas coisas. E o futebol também.

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