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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da goleada desta noite em Alvalade. Vencemos o Nacional por 5-2. Marcel Keizer continua de vento em pôpa ao comando da equipa técnica do Sporting. Mesmo em jogos que não começam bem para nós, como sucedeu com este. Depois de meia-hora inicial de domínio da equipa forasteira, que surpreendeu o conjunto leonino com as suas linhas avançadas e dois golos marcados nos primeiros 25 minutos, soubemos dar a volta à adversidade e fazer uma segunda parte avassaladora, concluída com nova goleada. A quinta em seis jogos da era Keizer.

 

De Bruno Fernandes. Exibição discreta na primeira parte, como médio mais de contenção do que de construção. Mas soltou-se no segundo tempo e contribuiu muito para a remontada da equipa, projectando-a para diante com passes longos e bom domínio da bola. E apontou mais dois golos - o segundo (70') e o quinto do Sporting (90'+2), este último acabando por empolgar ainda mais as bancadas de Alvalade, onde o nervosismo imperou durante dois terços da partida.

 

De Bas Dost. Eficácia a toda a prova, uma vez mais. Com a equipa correndo o risco de se desorganizar, perdendo por 0-2, o holandês voltou a ser um elemento crucial no onze leonino. Ao conquistar uma grande penalidade e ao convertê-la ele mesmo, aos 36'. Repetiria a façanha aos 84', elevando a conta para 4-2 novamente de cabeça fria, sem dar hipóteses ao guardião adversário, Daniel Guimarães. Aliás, acabou por meter a bola três vezes na baliza, pois na segunda ocasião o árbitro deu-lhe ordem para repetir. O internacional holandês continua sem falhar: já leva dez marcados neste campeonato, ostentando um total de 71 golos marcados em 69 jogos da Liga portuguesa. E hoje ficou a sensação de ter visto invalidar um golo limpo, aos 18', pelo árbitro Fábio Veríssimo, além de ter proporcionado aos 67' a defesa da noite ao guarda-redes do Nacional com um remate de primeira em posição frontal e assistido Bruno Fernandes no segundo do Sporting. O melhor em campo.

 

De Mathieu. Grande exibição do central francês. Praticamente fez duas posições, pois acorreu sempre à dobra de Jefferson, hoje uma autêntica nulidade. E foi ainda ele a começar a construir diversas jogadas ofensivas, infiltrando-se no corredor central como se fosse um médio ofensivo e assim incutindo força e ânimo aos colegas. Coroou o seu desempenho com um livre directo marcado de forma exímia, aos 75': nasceu assim o nosso terceiro - e decisivo - golo. Uma obra-prima: assim se estreou a marcar neste campeonato.

 

De Jovane. Voltou a ser talismã: Keizer deu-lhe ordem para entrar aos 68', por troca com um exausto Nani, e dois minutos depois o jovem sub-21 formado em Alcochete contribuía para a reviravolta no resultado ao iniciar o lance de que resultou o nosso segundo golo com um passe longo para Bas Dost. Viria ainda a participar na construção do quinto, já no tempo extra.

 

Da emoção desta partida. Sete golos, reviravolta no marcador, jogo aberto por parte das duas equipas. Nós, os 31.408 espectadores que esta noite comparecemos em Alvalade, gostámos do que vimos: assim se faz a festa do futebol.

 

Do futebol ofensivo dos Leões. Este Sporting está longe da perfeição, mas afinou a pontaria. E de que maneira: em seis jogos, somamos 25 golos - quatro ao Lusitano Vildemoinhos, seis ao Qarabag, três ao Rio Ave, quatro ao Aves, três ao Vorskla e agora cinco ao Nacional. Honrando as melhores tradições leoninas, já somos a equipa mais goleadora na Liga 2018/2019.

 

De mantermos este registo nos jogos em casa. Não perdemos em Alvalade há um ano e sete meses. Merece destaque.

 

De ver o Sporting manter a posição na tabela classificativa. Continuamos no segundo posto do campeonato, a escassos dois pontos do FC Porto, e apenas dependemos de nós para ascendermos à liderança após já termos feito duas das três deslocações mais difíceis, a Braga e à Luz. Quem diria isto apenas há quatro meses?

 

 

 

Não gostei

 

De sofrer tanto com o 13.º classificado no campeonato. Tal como sucedeu na jornada anterior, frente ao Aves, a equipa pareceu surpreendida pelo posicionamento do adversário em campo e cedemos-lhe o comando das operações. O Nacional entrou com forte dinâmica, exercendo pressão alta sobre o portador da bola, com todas as linhas avançadas no terreno, condicionando a nossa construção ofensiva. Neste período sofremos dois golos, de bola corrida, e deixámos a equipa madeirense superiorizar-se.

 

Do resultado ao intervalo. Perdíamos 1-2. O desconforto e até a irritação começaram a instalar-se nas bancadas. Seria que a estrelinha de Keizer começava a empalidecer? Felizmente soubemos recuperar muito bem desse resultado desfavorável e transformar um resultado negativo em nova goleada.

 

De Jefferson. Péssima exibição do lateral brasileiro, que transformou a sua ala numa avenida onde os adversários circulavam livremente, deixando-o quase sempre para trás - como sucedeu no segundo do Nacional. Outra falha sua só não resultou em golo, aos 79', devido a uma enorme defesa de Renan. Os adeptos sentiram certamente saudades de Acuña, hoje ausente por castigo.

 

De Bruno César. Keizer apostou nele, após longo período de afastamento do onze titular leonino. Mas esta experiência destinada a colmatar a ausência do lesionado Wendel foi mal-sucedida: enquanto o brasileiro esteve em campo, jogámos sempre com menos um no centro do relvado. O treinador apercebeu-se a tempo de corrigir o erro: Bruno César já não voltou do intervalo, sendo rendido - com inegável vantagem pelo jovem Miguel Luís.

 

Dos amarelos exibidos a três jogadores nossos. Mathieu, Coates e Bruno Fernandes foram os alvos. Pior para o internacional uruguaio, titular absoluto no Sporting, que ficará ausente da próxima partida por acumulação de cartões.

 

Dos assobios aos nossos jogadores. O "tribunal de Alvalade" continua implacável: ao mínimo deslize, escutaram-se vaias a diversos profissionais leoninos. Incompreensíveis, de todo, os apupos dirigidos a Renan, durante grande parte da partida, por alegada demora em recolocar a bola em jogo. Não perceberão estes adeptos que esta atitude de profundo desagrado só transmite nervosismo para o relvado?

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