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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória sofrida mas merecida sobre o Portimonense. Boa réplica da equipa da casa numa partida sempre desenrolada sob o signo do futebol de ataque, taco a taco. O nosso triunfo foi o desfecho mais adequado à exibição de ambas as equipas numa partida que decorreu em grande parte debaixo de chuva. Triunfo alcançado quase ao cair do pano, aos 89', por 2-1: uma vez mais, a estrelinha da fortuna sorriu-nos. Mas a sorte dá muito trabalho. E esta nossa equipa tem trabalhado muito para alcançar os seus objectivos.

 

De Bruno Fernandes. Se há jogo em que não oferece qualquer discussão a eleição do melhor em campo é este mesmo. Hoje o nosso médio criativo destacou-se em larga medida de todos os companheiros ao iniciar e concluir o nosso difícil triunfo em Portimão, com dois belos golos: o primeiro aos 23', num delicioso pormenor técnico, fazendo um chapéu ao guarda-redes Leo; o segundo, que nos valeu dois pontos adicionais, com um disparo fortíssimo à entrada da área, sem qualquer possibilidade de defesa para o guardião portimonense. Golos que merecem ser revistos a todo o momento: isto é o melhor do futebol.

 

De Bas Dost. Quem disse que o holandês não sabe trabalhar para a equipa? Hoje venceu quase todos os duelos aéreos, fez a assistência (de cabeça) para Bruno Fernandes marcar o primeiro golo e serviu sem sombra de egoísmo outros colegas, nomeadamente o apagado Bryan Ruiz, que desperdiçou aos 37' e aos 45'. Aos 53', foi carregado em falta dentro da grande área: penálti que o árbitro Manuel Oliveira não viu e o vídeo-árbitro Bruno Esteves deixou passar.

 

De Coates. Estava "à queima" para um cartão amarelo, que o deixaria fora do clássico de Alvalade na próxima jornada. Conseguiu escapar incólume, tal como Battaglia: Jorge Jesus poderá contar com ambos no difícil e decisivo confronto com o Benfica. Hoje o internacional uruguaio fez o seu 46.º jogo consecutivo no campeonato nacional, contando ainda com a época anterior: já soma mais de 4.200 minutos seguidos na Liga. É obra: isto define-o como um dos imprescindíveis deste plantel leonino.

 

Da nossa veia ofensiva. Temos marcado menos golos do que gostaríamos, mas a verdade é que somamos já 24 vitórias nestas 32 jornadas da Liga 2017/18 - nove das quais conseguidas fora de casa.

 

De partirmos para o dérbi em igualdade pontual com o SLB.  Vamos receber o Benfica em Alvalade, no próximo sábado, com vantagem sobre os encarnados no momento em que o árbitro apitar para o início do encontro: a turma rival precisará sempre de marcar pelo menos um golo para disputar o segundo lugar. Se o jogo terminar 0-0, o posto que dará acesso à Liga dos Campeões será nosso. E é bom lembrar: em 2018 ainda não sofremos qualquer golo em casa.

 

Do entusiástico apoio dos adeptos.  Boa parte dos mais de cinco mil espectadores que estiveram esta noite no estádio do Portimonense foi puxando sem cessar pela nossa equipa. Foram recompensados por esta devoção e esta crença inabalável de que não existem impossíveis quando a vontade de vencer é mais forte.

 

 

Não gostei

 

Do penálti sobre Bas Dost que o árbitro não viu. O holandês viu-se impedido de jogar, travado em falta aos 53' na grande área da equipa visitada. Manuel Oliveira devia estar a olhar noutra direcção no momento deste lance. E o vídeo-árbitro Bruno Esteves talvez estivesse com os monitores avariados.

 

Das oportunidades de golo falhadas. Começa a ser um clássico nos nossos jogos. Hoje registei estas perdidas: Battaglia logo aos 2', Bas Dost aos 17', Bryan Ruiz aos 45', Gelson Martins e Bruno Fernandes aos 62', Misic aos 76' e Gelson Martins aos 81'. Não basta criar oportunidades: é preciso meter a bola lá dentro. Continuamos demasiado perdulários neste capítulo.

 

De Bryan Ruiz. Partida para esquecer do costarriquenho, que passou completamente ao lado do jogo, colocado na posição 8. Lento, apático, falhando passes sucessivos - e um golo quase cantado aos 45'. Saiu aos 73', demasiado tarde: devia ter dado lugar a outro muito mais cedo.

 

De Montero. Outrora uma espécie de "arma secreta", que resolvia jogos a partir do banco, o colombiano é hoje uma sombra do que foi. Jesus mandou-o entrar aos 73', mas 'El Avioncito' continua sem levantar voo. Aos 77' quis rematar na bola mas acabou por rematar... no ar.

 

De Petrovic. Central improvisado, face às lesões simultêneas de Mathieu e André Pinto, deixou demasiado evidente que não tem rotinas nesta posição. Falhou a cobertura no lance do golo do Portimonense e foi quase sempre incapaz de dar bom início à fase de construção, passando sem critério ou despachando a bola para onde estava virado.

 

Das substituições. Não entendi a troca de Coentrão por Misic aos 68', o que implicou a mudança de posição de vários jogadores, e ainda menos a errância do croata primeiro pela posição 8 e depois pelas duas alas. A troca de Battaglia por Lumor aos 85', quando o jogo estava empatado 1-1, foi igualmente bizarra: Acuña, que tinha recuado com a saída de Coentrão, voltou a avançar no terreno. Jesus usou três laterais esquerdos nesta partida - confirma-se que é a sua posição fetiche.

 

Do golo sofrido. É cada vez mais profunda - e quase inexplicável - a diferença entre os escassos golos sofridos em casa (apenas quatro) e aqueles que deixamos entrar quando jogamos como equipa visitante. Hoje manteve-se esta tradição recente, quando o Portimonense marcou aos 42'. Há seis meses que sofremos golos fora de casa: já lá vão 18 desafios consecutivos.

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