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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do nosso triunfo desta noite em Alvalade. Vencemos sem a menor contestação o Rio Ave - equipa que segue na quinta posição no campeonato - num jogo que apenas peca pela escassez dos números no capítulo da finalização. O Sporting só ganhou por 2-0 apesar de ter feito 16 remates, sete dos quais à baliza. Mas o que mais importa são os três pontos amealhados. Já temos 65: continuamos a depender só de nós para conseguirmos chegar ao fim no segundo lugar do campeonato. E vamos a cinco do líder, FC Porto.

 

Da exibição. Domínio incontestado do Sporting: dinâmica constante, capacidade de recuperação da bola, corredor central muito bem preenchido, pressão intensa sobre o Rio Ave, impedindo a construção do seu jogo ofensivo. Desta vez, além de vencermos, também convencemos. E nem precisámos da estrelinha da sorte que nos vem acompanhando nesta temporada e que tão útil nos foi para obter os três pontos na partida da primeira volta, disputada em Vila do Conde.

 

Da boa condição física. Muitos de nós estávamos preocupados com o desgaste sofrido pelos jogadores quinta-feira na República Checa, num jogo de 120 minutos, não se cumprindo sequer o intervalo de 72 horas determinado pelos regulamentos desportivos entre essa partida e o apito inicial do encontro de hoje. Mas tal preocupação era desnecessária: todo o onze titular correspondeu no plano físico - incluindo jogadores como Mathieu e Fábio Coentrão, que pareciam exaustos no final da partida contra o Viktoria Plzen e hoje foram dos melhores em campo.

 

De continuarmos invictos em Alvalade. Cumprida a 27.ª jornada, continuamos sem sofrer derrotas no nosso estádio - onde apenas consentimos dois empates para a Liga 2017/18. E novamente chegamos ao fim de um jogo sem termos sofrido golos, sinal de que o bloco defensivo leonino está bem e recomenda-se. O último que sofremos em Alvalade foi em Novembro, contra o Braga.

 

De Gelson Martins.  Voltou a fazer a diferença, exibindo as suas melhores características: capacidade de drible, velocidade, intensidade, capacidade de alongar o jogo leonino criando sucessivas situações de perigo para os defensores adversários. Hoje marcou o primeiro golo, aos 24' e fez a assistência para o segundo, aos 83': merece ser designado o melhor em campo. O seu golo (sétimo na Liga) foi uma obra de arte: aproveitando um passe de calcanhar de Bas Dost, tirou três defesas do caminho e ludibriou o guarda-redes Cássio. Fez ainda dois cruzamentos com selo de golo, para Battaglia (45'+1) e Fábio Coentrão (60'). E nunca deixou de apoiar a manobra defensiva da equipa, travando as incursões de Pelé no seu corredor.

 

De Bas Dost. Finalizador nato, regressou aos golos, com um cabeceamento fortíssimo ao segundo poste, sem hipóteses para Cássio, sentenciando assim a partida. Antes fora crucial numa primorosa assistência de calcanhar para o golo inaugural, apontado por Gelson. Já soma 23 golos na Liga 2017/18 e 57 nos dois campeonatos em que tem vestido de verde e branco. Imprescindível.

 

De William Carvalho.  Em boa hora o nosso n.º 14 regressou ao onze titular, após a ausência na partida em Plzen por acumulação de amarelos. Faz toda a diferença na organização colectiva leonina, tanto na compensação e apoio ao bloco defensivo, como hoje sucedeu acorrendo às dobras dos colegas que jogam nas suas costas, como na construção ofensiva, não apenas no passe mas também no transporte. Numa destas progressões no terreno, aos 68', deixou nos pés de Bruno Fernandes uma bola já com selo de golo. Aos 83', voltou a fazer a diferença num daqueles passes longos que parecem teleguiados e já se tornaram na sua imagem de marca.

 

Da estreia de Wendel.  Enfim, Jorge Jesus lançou o jovem brasileiro que o Sporting foi buscar há dois meses ao Fluminense. Entrou apenas aos 89', com o destino do jogo já decidido, e tocou apenas duas ou três vezes na bola, mas foi quanto bastou para ouvir aplausos bem sonoros dos adeptos que nele confiam.

 

Da expressiva e merecida homenagem a Fernando Peyroteo.  O maior goleador português de todos os tempos foi alvo de uma justa evocação esta noite em Alvalade, com os cachecóis a esvoaçarem nas bancadas em sua memória e também com o nome estampado nas camisolas dos nossos jogadores. Agora falta a trasladação para o Panteão Nacional. Já se faz tarde.

 

 

 

Não gostei

 

 

Do resultado ao intervalo. Os jogadores recolheram aos balneários com apenas 1-0 no marcador. Números escassos face às oportunidades criadas. E só a sete minutos do fim do tempo regulamentar conseguimos ampliar esta vantagem.

 

De ver tantos golos falhados. Parece não haver jogo do Sporting sem falhanços incríveis dos nossos jogadores à boca da baliza. Bas Dost foi o primeiro a desperdiçar, logo aos 12', isolado frente ao guarda-redes. Seguiram-se Battaglia, incapaz de corresponder a um passe exímio de Gelson (45'+1) e Bruno Fernandes, desperdiçando uma oferta de William (68'). A bola teimou igualmente em não entrar numa sucessão de ocasiões em que embateu nos ferros: num livre apontado por Bruno (20'), num centro de Coentrão (27') e novamente dos pés de Coentrão (60').

 

Da equipa de arbitragem. O auxiliar do apitador Rui Costa que acompanhava os ataques do Sporting insistiu em assinalar foras-de-jogo inexistentes, prejudicando claramente a nossa equipa. Foi assim pelo menos em três ocasiões, cortando ataques conduzidos por Bruno Fernandes, Rúben Ribeiro e Gelson Martins. Isto além de o ábitro beneficiar várias vezes o infractor, apitando tarde e mal. Notória falta de categoria.

 

Do sofrimento. Só a partir do segundo golo descansámos verdadeiramente: foi mais uma partida em que muitos adeptos chegaram a recear o empate - e a consequente perda de dois pontos - na sequência de um eventual lance esporádico da turma adversária. Com tantas oportunidades criadas e tanta superioridade exibicional em campo da nossa parte, não havia necessidade.

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