Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória tranquila num estádio difícil. Saímos esta noite de Chaves com três pontos que nos podem ser muito preciosos para a classificação final. Vencemos a equipa da casa por 2-1. E convencemos. Não por termos feito uma grande exibição mas por termos mantido uma supremacia natural em campo do princípio ao fim do encontro. Num ritmo médio-baixo que nos permite poupar fôlego para os próximos desafios - desde logo para o de quinta-feira, na República Checa, para a Liga Europa. Nesta fase do campeonato convém sermos calculistas. Até porque nenhuma outra equipa portuguesa tem feito tanto jogos como a nossa.

 

De Bas Dost. O holandês não foi aposta do treinador para o onze titular. Mas face ao empate a zero que se mantinha ao minuto 45, com o meio-campo leonino incapaz de rasgar o jogo e criar desequilíbrios que permitissem inaugurar o marcador, Jorge Jesus deu-lhe ordem para entrar enquanto mandava sair Misic. Em campo desde o minuto 56, Dost fez logo a diferença, nomeadamente no jogo aéreo, mostrando-se muito mais acutilante do que Montero, o apático ponta-de-lança inicial. Tanto assim que demorou apenas seis minutos a conseguir o golo, num cabeceamento letal, correspondendo a um soberbo centro de Rúben Ribeiro. Bisou aos 86', com Battaglia a construir o lance de golo em exclusivo para ele. Voltou a valer-nos três pontos após 18 dias de ausência: o Sporting só beneficiou com isso. O melhor em campo.

 

De Rui Patrício. Voltou a ser determinante, com duas excelentes defesas, aos 11' e aos 55', impedindo que a equipa flaviense se adiantasse no marcador. É cada vez mais um dos baluartes do Sporting. Só lhe faltou defender a grande penalidade que originou o solitário golo do Chaves, já depois dos 90': não era possível pedir-lhe mais.

 

De Battaglia. Na equipa mais remendada desde o início da época em curso, com cinco titulares ausentes, o argentino foi o escolhido por Jesus para ocupar a lateral direita. Uma posição que não costuma ser a dele, embora não lhe seja desconhecida. Demasiado contido nas incursões ofensivas do seu corredor durante a primeira parte, soltou-se no segundo tempo e foi crucial em dois momentos do jogo: ao impedir o golo flaviense em cima da linha de baliza, aos 78', já com Rui Patrício fora do lance, e na assistência para o golo da vitória, entregando a bola para Dost empurrar. Grande exibição.

 

De Rúben Ribeiro.  Só a excepcional jogada dele na grande área do Chaves, em sucessivos dribles e com uma assistência perfeita para Dost, valeu o bilhete para este jogo. Mas o ex-Rio Ave, que hoje actuou como ala esquerdo ofensivo, fez bastante mais que isso. Apoiou com eficácia a defesa e foi um dos pensadores da equipa na fase da construção. Vai consolidando a sua presença no onze leonino após alguns jogos muito decepcionantes. Ainda bem.

 

Da boa réplica do Chaves. Hoje desfalcada de dois dos seus melhores elementos (Matheus Pereira e Domingos Duarte, emprestados pelo Sporting), a equipa flaviense nunca baixou os braços, criou oportunidades de golo e não desistiu de conseguir pelo menos um ponto. Merece elogio por não estacionar o autocarro nem fazer qualquer espécie de antijogo.

 

Da nossa recuperação na tabela classificativa.  Face à derrota de ontem do FC Porto em Paços de Ferreira e ao nosso triunfo desta noite, encurtámos a distância que nos separa do líder do campeonato. Estamos agora a cinco pontos dos portistas (que serão seis se for accionado o critério do desempate) e a três do Benfica, que ainda terá de jogar em Alvalade. As perspectivas são hoje mais favoráveis do que eram há uma semana.

 

 

 

Não gostei

 

 

Das ausências. O Sporting voltou a entrar em campo com uma equipa muito alterada, estando cinco titulares ausentes por castigo, lesão ou opção técnica. Não pudemos contar desta vez com Acuña, Bruno Fernandes, Fábio Coentrão e Piccini. E Bas Dost, ausente do onze inicial, só entrou aos 56'. Quase meia equipa saiu do habitual lote dos suplentes, o que ajuda a explicar alguma falta de intensidade do fio de jogo leonino - algo perfeitamente natural e compreensível.

 

Da lesão de Bruno César. O brasileiro anda em maré de azar: colocado em campo como titular, substituindo Coentrão, mal teve tempo de tocar na bola. Aos 14' viu-se forçado a abandonar o relvado, cedendo lugar ao ganês Lumor. E forçando assim o técnico a queimar uma substituição nada previsível.

 

De Misic. Estreia a titular no Sporting do jovem internacional croata - um dos nossos reforços de Inverno - que só tinha sido utilizado, durante escassos minutos, a 26 de Fevereiro frente ao Moreirense. Chumbou neste teste em Chaves: demasiado posicional, actuando excessivamente próximo de William Carvalho, perdeu várias bolas e mostrou-se ainda muito desenquadrado dos seus companheiros. Sem capacidade de construção ou de criação de passes de ruptura, mastigou e lateralizou o jogo,tornando-se presa fácil para as investidas adversárias. Sem surpresa, acabou substituído aos 56'. Duvido que Jesus volte a apostar tão cedo nele.

 

Do resultado ao intervalo. Quando o árbitro deu por terminada a primeira parte, mantinha-se o nulo inicial, o que fez certamente soar campainhas de alarme junto da equipa técnica leonina. Durante os primeiros 45', o Sporting teve mais posse e controlo de bola, mas voltou a pecar no capítulo da finalização: só criou uma oportunidade de golo, aos 32', em lance criado por Rúben Ribeiro, com Gelson Martins a permitir a intervenção do guarda-redes. Impunha-se mexer na equipa. E, de facto, só a entrada já tardia de Bas Dost acabaria por fazer a diferença.

41 comentários

Comentar post

Pág. 1/2

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D