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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

 

De ter deixado dois pontos no Bonfim. Mesmo ao cair do pano, já no tempo extra, o Sporting sofreu um golo de penálti que empatou o confronto no Bonfim frente ao V. Setúbal. Estivemos uma hora a vencer 1-0 e a equipa pareceu satisfeita com essa margem tão tangencial. Inaceitável falta de ambição, nada própria de quem quer conquistar o campeonato.

 

De mais um empate (1-1) a soar a derrota. Após os pontos perdidos fora de casa contra o Moreirense e em Alvalade frente ao Braga, este tropeção no Bonfim pode prejudicar seriamente as nossas contas finais. Como sempre digo, é nestes confrontos com equipas do meio ou do fundo da tabela que os campeonatos se ganham e se perdem.

 

Da atitude passiva do treinador. Jorge Jesus viu perfeitamente o desgaste dos jogadores mas permaneceu teimosamente sem mexer na equipa até aos 85', quando enfim fez entrar Battaglia para o lugar de Rúben Ribeiro. Muito depois de o treinador do Setúbal, José Couceiro, ter começado a fazer alterações no seu onze titular. Espantosamente, as duas substituições seguintes do Sporting ocorreram já no tempo extra. Uma delas - absurda troca de Coentrão por Doumbia! - feita a escassos segundos do apito final, sem a mínima lógica.

 

Do sinal transmitido por Jesus. Ao trocar Rúben Ribeiro, médio ofensivo, por Battaglia, médio defensivo, o treinador indicou à equipa que estava satisfeito com o magro 1-0 e que a partir daí havia apenas de segurar o resultado. Erro crasso, como se comprovou. Equipa com aspirações ao título nunca se contenta com tão pouco. 

 

De Piccini. Teve um deslize inadmissível aos 41', quando atrasou a bola ao guarda-redes com frouxidão, quase permitindo a intervenção de um jogador setubalense, que ficaria isolado perante Rui Patrício. Valeu o instinto do melhor guardião da Europa, que se antecipou com rapidez, mas os adeptos sentiram um calafrio nesse lance. O italiano, que veio de uma lesão recente, aparenta má forma física. Jesus ainda mandou aquecer Ristovski, mas foi só para disfarçar.

 

De Rúben Ribeiro. Participou na construção do golo leonino, com um bom passe vertical para Gelson Martins, mas esgotou quase aí a sua intervenção positiva nesta partida, muito abaixo da sua prestação do passado domingo em Alvalade. Desta vez errou passes, mostrou-se mal posicionado, surgiu muito condicionado pela manobra defensiva adversária e desperdiçou uma das melhores oportunidades do encontro, num contra-ataque rápido aos 77', ao deixar-se antecipar quando o Sporting estava em superioridade numérica. Merece reponderação a sua actuação como titular.

 

Do descontrolo nervoso de Fábio Coentrão. Insultou claramente o árbitro Fábio Veríssimo (a linguagem labial não engana) mesmo ao cair do pano. Safou-se à justa de um vermelho directo. Nem parece de um profissional tão calejado.

 

De Mathieu. Como é que alguém com tanta experiência em estádios de futebol comete um penálti daqueles num momento tão decisivo, quando já não haveria hipóteses de recuperação? Hoje o francês custou-nos dois pontos. É muito. E pode tornar-se demasiado.

 

De Bas Dost. Mal servido pelos colegas, dispôs praticamente só de uma oportunidade após bom passe de Gelson Martins, aos 66'. Fez muita cerimónia e lateralizou em vez de fuzilar a baliza.

 

Dos  golos desperdiçados. Nem só o holandês esteve mal no capítulo da finalização: a equipa voltou a ser muito perdulária no momento do remate decisivo à baliza. Coates tentou cabecear, em vão, em lances de bola parada aos 11', 25' e 58'. Acuña procurou disparar várias vezes, mas sempre por cima ou ao lado - aos 43', 69' e 84'. Gelson também não foi feliz. Só cansaço físico ou também algum desgaste anímico?

 

 

 

Gostei

 

De Bruno Fernandes. Foi o jogador mais regular do Sporting, actuando como médio de ligação neste embate do Bonfim tal como já tinha feito em Alvalade. Foi ele a marcar o golo, aos 31', culminando uma bela jogada colectiva que em 14 segundos envolveu William, Rúben Ribeiro, Gelson Martins e ele próprio. Podia ter sido o início de mais uma goleada. Infelizmente, a equipa pareceu ter ficado satisfeita só com isto.

 

De Gelson Martins. Sempre inconformado, sempre em jogo, actuando nos limites da exaustão, fez hoje a quarta assistência para golo, servindo muito bem Bruno Fernandes. Foi ele também a projectar a equipa para o ataque, aos 77', naquela que foi a nossa segunda melhor jogada no desafio, a que Rúben Ribeiro esteve longe de dar a melhor sequência. E assistiu Bas Dost aos 86', isolando o holandês, que desperdiçou escandalosamente este brinde do colega. Saiu esgotado aos 90'+2', dando lugar a Podence. Substituição mais que tardia, que não aproveitou a ninguém.

 

De Coates.  Com um corte impecável, aos 74', impediu o V. Setúbal de marcar um golo que muitos já adivinhavam, num lance em que Rui Patrício já parecia batido. Era um sério sinal de alerta para o Sporting: alguma coisa precisava de ser alterada na equipa. Um sinal que Jesus não soube ou não quis interpretar.

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