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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do triunfo num campo muito difícil. Vitória concludente no estádio do Bessa, por 3-1, frente a um Boavista bem organizado e que deu alguma réplica, sobretudo no primeiro tempo. Vitória indiscutível de um Sporting moralizado, que não acusou o desgaste da recente eliminatória europeia em Camp Nou.

 

De Mathieu. Grande partida do central francês: também ele se mostrou imune à pressão psicológica que seria normal por ter marcado um autogolo frente ao Barcelona. Jogou e fez jogar. Participou na construção de dois golos leoninos - o segundo, ao rematar ao poste, incentivando a recarga de Bas Dost, e o terceiro, ao ganhar o lance de cabeça, assistindo o holandês. Bons cortes aos 30' e 73'. Inegável reforço do Sporting 2017/18, voto hoje nele para melhor em campo.

 

De Bas Dost. Passou ao lado do jogo durante o primeiro tempo, sem receber uma só bola em condições dos colegas que habitualmente o municiam. Mas facturou na segunda parte e a dobrar, aos 63' e aos 67', fazendo o que sempre esperamos dele: que introduza a bola na baliza, com ou sem nota artística. Podia ter marcado um terceiro, aos 51', desperdiçando um excelente passe de Podence.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser o maior desequilibrador da equipa, acelerando o nosso jogo e dando-lhe acutilância. Mesmo no período menos bom, nos primeiros 45', foi ele o mais inconformado. Arrancadas estonteantes na ala direita, aos 77' e já no tempo extra, aos 92': nesta última, só conseguiu ser travado em falta, quando se preparava para servir Bas Dost.

 

De Fábio Coentrão. Estreou-se a marcar, fazendo aos 45'+3' o golo inaugural do Sporting, cabeceando em mergulho após cruzamento perfeito de Podence. Um golo que surgiu num período crucial da partida, nos últimos segundos da primeira parte - momento culminante de uma boa exibição do nosso lateral esquerdo.

 

Dos golos de bola parada. Somos, de momento, a equipa que constrói mais golos a partir de lances de bola parada. Hoje aconteceram mais dois: um de canto, outro de livre. Um assinalável contraste com outras épocas, em que éramos incapazes de criar perigo em situações do género.

 

Do sofrimento a que fomos poupados. Hoje, como espectadores, tivemos direito a um jogo com menos suspense do que o habitual. Com o Sporting a vencer por duas bolas de diferença desde o minuto 67 e sem golos sofridos nos últimos minutos, ao contrário do que vinha sucedendo demasiadas vezes. Antes assim.

 

Da festa leonina nas bancadas do Bessa. O topo norte do estádio cobriu-se de verde e branco, tendo-se escutado cânticos de incentivo à nossa equipa do princípio ao fim. Um apoio muito importante que testemunha a comunhão inequívoca entre a equipa e os adeptos.

 

De ver o Sporting na frente. Seguimos no comando, à condição, com 36 pontos já acumulados, mantendo intactas as aspirações ao título. Reagimos da melhor maneira à vitória do SLB em casa frente ao Estoril, em jogo realizado pouco antes. E estaremos na liderança, isolados, pelo menos até ao início do V. Setúbal-FC Porto de amanhã.

 

 

 

Não gostei

 

 

Da nossa primeira parte, exceptuando os últimos 30 segundos. Com Battaglia no banco e Bruno Fernandes incumbido de organizar jogo mas denotando défice exibicional como médio de construção, o Sporting apresentou-se com os sectores muito desligados, sobretudo na transição do meio-campo para o ataque. Valeu-nos o excelente lance individual de Podence, que inventou um golo para Coentrão marcar mesmo ao cair o pano nesses primeiros 45 minutos.

 

De Bruno César. Talvez por desgaste físico, o brasileiro foi uma sombra do que tem sido noutras partidas. Prestação quase nula do "Chuta Chuta", que só chutou uma vez e sem perigo algum, acabando por ser bem substituído aos 58'.

 

Do erro infantil de Coates. Aos 64', o internacional uruguaio ofereceu a bola ao adversário em zona frontal à baliza, tendo daí nascido o golo axadrezado. Um momento de desconcentração de um defesa que tão boas provas tem dado noutros jogos.

 

De dois erros grosseiros do árbitro. Luís Godinho deixou passar impune uma grande penalidade cometida sobre Podence e validou o golo do Boavista, marcado em fora de jogo. Neste caso a falha principal foi do vídeo-árbitro, que devia ter anulado o lance.

 

Dos foguetes luminosos lançados mesmo antes do início da partida. O Bessa encheu-se de fumo, o relvado tornou-se invisível e o jogo começou com vários minutos de atraso até haver condições mínimas de visibilidade. Urgem punições mais severas a esta gente que insiste em perturbar o espectáculo desportivo em vários estádios.

2 comentários

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    Pedro Correia 10.12.2017 15:26

    Respondo-lhe à primeira pergunta nos moldes em que a equaciona - sugerindo já, de algum modo, a resposta. O problema do nosso meio-campo soluciona-se se o médio de construção estiver mais perto do médio defensivo. Com a intuição posicional do Adrien, quando alinhava no eixo do meio-campo com o William.
    Bruno Fernandes ainda não faz isso. Não sei sequer se estará vocacionado para tal tarefa. Aparentemente está porque JJ vai apostando nele aí. Mas ontem, no primeiro tempo, isso voltou a não resultar. Eu prefiro que ele jogue na chamada posição 10, atrás do ponta-de-lança. Mas isso implicaria a exclusão de Podence, que tem vindo a tornar-se cada vez mais decisivo. E também não o vejo na posição 8.
    Muitos dos defeitos que atribuem ao William derivam afinal do facto de ele estar muito desacompanhado naquela zona do terreno, em permanente desequilíbrio numérico.
    Eu acho que a nossa frente de ataque preferencial deve incluir Podence e Gelson nas alas, Bruno Fernandes no eixo mais criativo e Bas Dost como ponta de lança, ficando Battaglia como médio de construção posicional alternando nessa função com William, habitual médio defensivo.
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