Rescaldo do jogo de hoje
Gostei
De ganhar. Décima vitória em Alvalade neste campeonato.
Do golo de Adrien, com boa execução técnica, aproveitando um erro defensivo. Foi o mais rápido até agora na Liga 2014/15: iam decorridos apenas 16 segundos de jogo. Prometia goleada, que infelizmente não aconteceu.
De Slimani. Não constava do onze titular (Marco Silva optou por Tanaka) mas entrou ainda na primeira parte, para o lugar do desinspirado Rosell, e voltou novamente a ser uma referência do nosso ataque. Marcou, como lhe competia, aos 66' - correspondendo a uma grande assistência de Carrillo. Um golo que nos valeu os três pontos.
De William Carvalho. Começou no banco, por opção técnica, mas teve de equipar-se para ajudar a resolver a partida, na segunda metade do encontro, após a expulsão de Tobias Figueiredo que forçou Marco Silva a tirar Tanaka. Funcionando como central improvisado, o jovem internacional cumpriu exemplarmente a missão, como se estivesse rotinado neste lugar: chegou a salvar um quase-golo, aliviando a bola aos 85' com Rui Patrício fora de posição. Deu organização, maturidade e consistência à equipa na fase de construção. Foi o melhor em campo apesar de ter jogado só meia partida.
Que tivéssemos jogado melhor com dez jogadores do que com onze. A nossa segunda parte foi bem superior.
De ver mais de 35 mil espectadores nas bancadas. Uma vez mais, o público leonino esteve com a equipa.
De ver o Braga agora a dez pontos de distância. O terceiro lugar no campeonato - que dá acesso indirecto à Liga dos Campeões - está garantido.
Não gostei
Da vitória tão sofrida. Mais uma, desta vez perante uma das equipas com menos qualidade deste campeonato. Além do triunfo tangencial, e quase tremido, também a exibição foi sofrível.
Daquela bola à barra da nossa baliza no último lance da primeira parte. Por um triz não fomos para o intervalo a perder 1-2.
Da baixa pressão exercida sobre o Boavista durante a primeira parte. O golo aos 15 segundos parece ter anestesiado a nossa equipa, que teve muita posse de bola (62% no total) mas fê-la circular quase sempre com excesso de lentidão.
De Tobias Figueiredo. Outro cartão vermelho, outra expulsão em Alvalade, outro sério problema que gera a Marco Silva. Teve responsabilidade clara no golo boavisteiro, ao deixar Zé Manuel movimentar-se como quis na grande área leonina. Falhou passes. E volta a recorrer à falta proibida para travar ofensiva adversária. Ficou ainda mais longe de ser titular depois deste jogo.
De João Mário. O que se passa com o nosso médio, que foi uma das revelações da primeira metade do campeonato? Hoje passou praticamente ao lado do jogo. Parecia chegar sempre tarde e mal às jogadas que exigiam a presença dele.
De Rosell. Marco Silva deu-lhe oportunidade para mostrar o que vale ao fazê-lo alinhar como titular, em vez de William Carvalho. Oportunidade perdida. Por falta de entendimento com os laterais (nomeadamente Cédric) nas missões defensivas e falta de inspiração enquanto primeiro médio de construção ofensiva, o catalão esteve bastante abaixo do que dele se exigia. Foi bem substituído, ainda na primeira parte, quando o treinador percebeu que necessitava de melhorar a organização da equipa e reforçar a nossa pressão atacante.
