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És a nossa Fé!

Refundar o futebol português

Não sei qual será o sentimento do caro leitor, ou do prezado colega de escrita neste espaço, no que à redondinha diz respeito, mas, da parte que me toca, não tenho tido grandes saudades do nosso futebol doméstico. Muito poucas, para ser franco.

Não se trata apenas do facto do futebol pouco importar perante a grave crise que Portugal e o resto do mundo atravessam, de saúde pública, em primeiro lugar, e de economia, logo de seguida.

A falta de saudades deve-se, sobretudo, ao pouco interesse do jogo jogado, à permanente sobreposição da discussão e insultos face ao demais, e a um contexto em que o mérito foi trocado pelos interesses privados. Pensando bem, todas estas razões não são de agora, acumulam-se há vários anos. 

O futebol português é um futebol de bancadas vazias, de jogador no chão e não em corrida, de quantidade mas sem qualidade.

O futebol interno definha e não se vislumbra no horizonte uma inversão do rumo dos acontecimentos. A explicação só poderá dever-se ou à falta de vontade dos agentes desportivos, agarrados a interesses terceiros, ou, havendo quem queira arrepiar caminho, não tenha, porém, suficiente força para tal, o que também se lamenta.

O futebol, um dia que for retomado, terá perdido mais encanto e interesse.

Este contexto de pausada forçada e sem fim à vista, pondo termo no permanente ruído que pauta o quotidiano futebolístico, poderia constituir oportunidade para repensar o futebol português.

No fundo, lançar as bases de um novo futebol, com aposta no jogador de qualidade, no árbitro de qualidade, no futebol bem jogado, nos desafios bem arbitrados, e no propósito contínuo de encher as bancadas. Uma refundação sem medos ou hesitações de qualquer espécie.

Não será um exercício inédito, porque outras ligas já fizeram há muito esse processo e revolucionaram o interesse pelos seus campeonatos, com o sucesso que hoje se conhece. 

O futebol português que não desperdice a oportunidade. Nada será como dantes, assim que passar a tempestade do Covid-19. 

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