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És a nossa Fé!

Reforços da temporada

Aqui mais em baixo fala-se no Augusto Inácio, que conjuntamente com alguns antigos colegas da equipa do Sporting na altura de Malcom Allison teve um papel importante na vitória de Bruno de Carvalho e na gestão do futebol até à entrada de Jorge Jesus. E com Inácio como director desportivo tivemos direito a Sackos, Dramés e Gazelas, pazadas de reforços todos os anos com uma ou outra pepita, como Slimani, e muito, muito  cascalho. Foi assim que Abel Ferreira foi demitido para dar lugar a Barão, a equipa B definhou até à extinção e a formação foi-se degradando sob o comando de Virgílio e o afastamento do mestre Aurélio Pereira.

Depois do Inácio tivemos Jorge Jesus e a qualidade na quantidade melhorou significativamente. Chegaram, entre outros, Coates, Mathieu, Bruno Fernandes e Acuña. Depois (com Inácio mais uma vez a ter uma actuação deplorável ao contratar o inútil Bruno Gaspar) tivemos Sousa Cintra e Hugo Viana e foi chegando um pouco de tudo, sem critério que se percebesse, e muitas vezes por valores injustificáveis face ao valor demonstrado. Ainda assim chegou ao preço da chuva um excelente Matheus Nunes.

 

Com Amorim a situação passou a ser bem diferente. Existe enfim um treinador principal com estatuto, que faz as escolhas de acordo com o seu modelo de jogo e do que o Sporting pode pagar, às vezes até arriscando um pouco mais do que devia.

Isso não quer dizer que com Amorim, e com os relacionamentos cada vez mais complexos com os empresários dominantes, não tenham existido flops e erros de casting, talvez Vinagre tenha sido o maior de todos, mas foram diminutos e sem comparação possível com os tremendos casos de sucesso como foram Porro, Pedro Gonçalves e Ugarte. 

Por outro lado, nota-se que existe uma preocupação sobre o carácter dos homens que chegam, todos educados, humildes, descomplicados, concentrados. Não existem notícias de noitadas ou comportamentos desviantes. Para mim trata-se duma política transversal a todas as modalidades, porque em todas encontro esse perfil de contratações.

 

Se olharmos para os reforços desta época e se tentarmos distribui-los por cinco categorias de acordo com o rendimento actual e potencial, podemos avaliar a qualidade do reforço do plantel esta época.

Faço a seguinte classificação:

 

Ouro - Excelentes contratações

1. Diomande - Um central de enorme categoria, presença física, capacidade técnica, inteligência, 19 anos com um futuro tremendo. Não foi barato mas pode valer 4 ou 5 vezes mais.

2. Fatawu - Um pouco a mesma coisa, agora num extremo canhoto de 18 anos que gosta de jogar a partir da direita, presença física, pontapé-canhão. E este até foi barato.

 

Prata - Boas contratações

3. Trincão - Um extremo habilidoso, intuitivo, trabalhador ainda à procura do seu melhor lugar na equipa para decidir no momento certo. Pena que o seu jogo de cabeça seja quase nulo. Jogador do Barcelona, jogador de selecção, jovem com muito para crescer.

4. St. Juste - Central que se destaca pela rapidez, muito bom tecnicamente, as lesões atrasaram a sua afirmação na Alemanha e nesta época no Sporting. Também não foi barato, mas é jogador de selecção.

5. Morita - Um médio versátil que preenche muito terreno e tem boa chegada à área contrária, que peca apenas por não conseguir aguentar os 90 minutos ao mesmo ritmo.  Mais um jogador de selecção, titular pelo Japão.

6. Bellerin - Saiu Porro e veio Bellerin, perdemos a garra contagiante e a vertigem ofensiva do Porro, ganhámos um jogador calmo e experiente, mais consistente a defender e que joga simples lá na frente. 

 

Bronze - Contratações com sentido

7. Israel - Um guarda-redes com escola, seguro, bom suplente.

8. Tanlongo - Médio centro à antiga, duro na marcação, vistas largas, excelentes passes longos.

9. Sotiris - Um "box to box" a formar-se com Amorim na linha de Matheus Nunes, duro nas marcações, passada larga, chegada à area, mas ainda muito indisciplinado em campo. 

10. Diogo Abreu - O patrão do meio-campo da B que não entendo porque não teve oportunidades na equipa A, por exemplo jogando em vez de Mateus Fernandes a 8 no Funchal. Não se trata de embirração com o Mateus, trata-se apenas de olhar para as características dum e doutro para a função.

 

Latão - Contratações duvidosas

11. Arthur Gomes - Não dá para perceber se vai ser um novo Matheus Reis ou um novo Jovane, joga pouco tempo e em diferentes posições, um jogador a rever.

12. Rochinha - Se calhar contratado para integrar o ataque móvel sem ponta de lança, o falhanço deste deixou-o sem espaço no plantel, porque compete com muita gente para um dos dois lugares de interior.

 

Lata - Flops

Não me recordo de nenhum Bruno Gaspar ou Ilori.

 

Concluindo, se a temporada está a deixar a desejar não é tanto pela política de contratações ou pela qualidade individual dos reforços, é bem mais pelo desequilíbrio do plantel em termos de características e idades e pela aposta de Amorim claramente falhada num modelo de jogo demasiado exigente para a qualidade do plantel baseado num ataque móvel, sem ponta de lança de referência.

Estão à vontade para deixar as vossas apreciações sobre os reforços deste ano.

SL

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