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És a nossa Fé!

Reflexões sobre o Sporting (25)

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 Autor convidado: Carlos Correia

 

 Eleições justas: proposta de novo modelo

 

Torcendo para que tudo corra bem, e para que tenhamos uma AG, desta vez, cordial e pacífica, não deixo de ficar apreensivo com a representatividade e justiça que o resultado possa vir a trazer. Na minha opinião, havendo um número alargado de candidatos, os resultados com apenas uma volta poderão não traduzir os desejos dos sócios, mas penso também que a segunda volta poderia não resolver a questão com eficácia.

 

Exemplificando, tenhamos em conta que existem quatro candidatos e que a votação irá ser distribuida da seguinte forma:

A : 23%

B: 24%

C: 25%

D: 28%

Sem dúvidas que havendo eleições a uma volta, o candidato D será o vencedor com 28% dos votos.

 

Partamos agora do pressuposto que o candidato D é persona no grata para todos aqueles que não votaram nele. Que é alguem destrutivo, sem berço, sem princípios, mas que tem o seu séquito de seguidores fanáticos. Agora consideremos uma segunda volta.

Concorreriam as listas C (25%) e D (28%). Dada a consideração anterior, obviamente quem votou nas listas A e B transferiria o voto para a lista C, ficando o resultado final:

C: 72%

D: 28%

(lindos números, a propósito)

 

Uma segunda volta traz problemas logísticos, de custos e de mobilização, dada toda essa problemática e de necessitarmos no mínimo de marcar eleições em dois fins de semana consecutivos. Será que os resultados aí poderão não ser justos?

A resposta óbvia é sim. Os resultados podem não ser justos. O problema neste tipo de democracia é que, ao votarmos numa lista, estamos a tratar da mesma forma as listas em que não votamos. E não é tudo igual! Transpondo para a política, por exemplo, se eu fosse militante do PP, consideraria de forma bastante diferente o PSD e o Bloco de Esquerda!

 

Jean-Charles Borda, um matemático e cientista francês do século XVII, resolveria isto com grande mestria.

Exemplifiquemos, partindo agora do pressuposto que para quem nele não vota, o candidato A é o mais consensual, de seguida o B e depois o C.

Como vimos antes, o candidato D estaria no fim da linha para todos os votantes de A, B e C. Isto significa que o candidato A, pelas suas características pareceria ser o mais consensual entre todos, pois seria primeira e segunda escolha!

Assim, ordenando as preferências teriamos:

Votantes da A: A >B>C>D

Votantes da B: B >A>C>D

Votantes da C: C >A>B>D

Votantes da D: D>A >B>C

Borda atribuiria, por exemplo quatro votos à primeira escolha, dois à segunda e um à terceira.

E, agora sim, com esta magia do século XVIII, acredito na justeza dos resultados, e sem necessidade de duas voltas!

Teriamos, então:

A : 35%

B: 28%

C: 21%

D: 16%

 

Posso ceder estes cálculos, mas aqui perceberiamos que o vencedor candidato A seria o mais justo. Isto porque se percebe que este é a primeira escolha de 23% dos votantes, mas é a segunda escolha dos restantes 77%. E isto importa.

Por outro lado, o candidato D, apesar dos 28% de primeira escolha, seria a última opção para todos os restantes 72% (aqui faço o match perfeito com um putativo candidato...)

Como factor negativo temos apenas que o apuramento dos resultados torna-se um pouco mais complexo, mas nada do outro mundo tendo em conta as ferramentas computacionais de que dispomos.

Tendo isto em conta, considero que os resultados do Festival da Eurovisão (utiliza-se este método), são os mais representativos possível. O bom gosto nas escolhas é outra estória...

Estou disponível para trabalhar com os futuros órgãos sociais para aprofundar e avaliar o modelo. O que vos parece a aplicação e os resultados do mesmo?

Saudações Leoninas

 

CARLOS CORREIA 

Sócio n.º 108.847-0

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