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És a nossa Fé!

Reflexões sobre o Sporting (24)

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 Autor convidado: André Granado

 

 Marketing como fonte geradora de receita

 

A cada dia que passa, o marketing vem ocupando cada vez mais espaço e cada vez mais importância dentro das organizações, pois nele se concentra a inteligência competitiva e estratégica da empresa, analisando todo o mercado: pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades, os players, o branding... É fundamental para elaborar estratégias que possam atender às necessidades e desejos dos seus clientes, neste caso os adeptos.

Em suma, o marketing é o principal aliado das empresas para alavancar o crescimento, fidelizar clientes e alcançar a rentabilidade do negócio, dando-lhes um direcionamento por meio de suas análises e pesquisas oferecendo um produto/serviço ideal ao mercado em vez de oferecer ao produto/serviço um mercado ideal.

 

Muito há para dizer e para fazer a partir do próximo dia 9 para melhor potenciar a marca Sporting e conseguir gerar mais receitas e dar mais valor acrescentado aos adeptos.

Neste contexto, partilho aqui, de forma muito resumida, um conjunto limitado de ideias, indiciador do caminho que pode e deve ser seguido pela nova direção:

1-     "Digital billboards" no estádio: Este tipo de tecnologia utilizada nos estádios permite ter publicidade diferenciada para onde está a ser transmitido o jogo. Em termos práticos, dou o exemplo das competições europeias em que isto pode ter um impacto ainda maior porque pode propiciar mais eficácia aos anunciantes e até duplicar os anunciantes. Ou seja, uma marca pode estar a passar o anúncio para a transmissão nacional enquanto ao mesmo tempo, em Espanha, estão a ver outra marca que tem alcance/mercado mais abrangente.

Para saber mais ver os seguintes links:

http://p11.tv/project11-showcase-supponors-digital-billboard-replacement-dbr-technology-at-stamford-bridges-betting-on-football-exhibition/

https://youtu.be/MTRTzfmQ8_w

 

2-     Merchandising: Ao nível do merchandising o Sporting tem um longo caminho a percorrer, quer para o futebol quer para as modalidades, onde não temos praticamente nenhuma oferta. Temos de olhar para bons exemplos de marketing promocional e de merchandising, tais como a competição de Rugby SUPER XVIII, bem como todo o marketing à volta da seleção dos All Blacks, numa bem sucedida parceria com a Adidas e que gera milhões em receitas para a SANZAR (responsável da competição Super XVIII) e para a Federação Neozelandesa de Rugby.

 

3-     Parcerias e marketing digital: O reforço da oferta do merchandising terá de ser obrigatoriamente acompanhado por uma boa estratégia de distribuição, não só ao nível das lojas Sporting, bem como parcerias interessantes que possam ser feitas com grandes cadeias de distribuição (e.g. Sportzone, Decathlon etc). Outro fator de potenciação deste incremento de receitas tem de ser o marketing digital e uma boa plataforma de e-Commerce suportada no site do Sporting. A conjugação das potencialidades destes dois fatores permitirá personalizar a oferta e fazê-la chegar a todo o universo potencial de três milhões de adeptos que hoje indubitavelmente utilizam e navegam na internet. Depois a própria dinamização do site do Sporting com conteúdos atrativos, jogos (tipo liga fantasy) pode incrementar substancialmente o tráfego orgânico do site e incrementar também as receitas, uma vez que podemos ter uma plataforma de publicidade para outras marcas que queiram publicitar os seus produtos, estabelecendo novas formas de receitas e de parcerias comerciais.

 

4-     Experiência do utilizador: Marcar a ida das pessoas ao estádio, personalizando os conteúdos e as ofertas que lhes são dadas no dia do jogo, criando momentos lúdicos para os diferentes targets (crianças, mulheres, etc) que reforcem a ligação afetiva dos adeptos ao seu clube e que façam com que os adeptos queiram trazer toda a família a Alvalade.

Alguns exemplos, que podem parecer simbólicos mas penso que são ilustrativos do muito que se pode fazer com pouco:

  • As câmaras no estádio não focam muito os espectadores, que gostam sempre de aparecer. Dinamizar isto cria uma dinâmica apelativa, que pode ser levada ao limite, e um pouco à semelhança do que se vê nos estádios norte-americanos de beisebol, futebol americano e basket, pedindo p.e. a um casal no estádio para estes se beijarem, ou escolher um miúdo apanha-bolas e perguntar ao estádio "futuro Cristiano?" ao mesmo tempo que o incitam a dar uns toques com a bola.
  • Durante o intervalo porque não dar um espetáculo de um craque a dar toques de bola que ponha o estádio todo maravilhado e criar sempre esta expectativa de um espetáculo surpreendente durante os tempos mortos do jogo que faça as pessoas ficarem com a convicção de que, ao pagarem o seu bilhete ou a sua gamebox, vão ter mais pelo mesmo valor?

 

Em resumo, a experiência que se vende aos sócios no estádio não pode só depender do "produto" desportivo (entenda-se, o jogo, até porque o desfecho pode não ser o desejável). Já é feita alguma animação no estádio, mas muito mais pode ser feito e, mesmo que a comparação possa parecer desproporcionada, devíamos ter como referência a super bowl ou outras grandes competições desportivas para conseguirmos dar valor acrescentado pelo bilhetes e pelas quotas que os adeptos pagam.

 

ANDRÉ GRANADO 

Sócio n.º 101.947-0

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