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És a nossa Fé!

Recordar - Alberto ACOSTA

Hoje, público aqui no ÉS A NOSSA FÉ uma pequena estória que escrevi em homenagem ao grande Beto Acosta, o nosso Matador. Com este singelo gesto, quero agradecer o seu contributo decisivo para o título de 2000. Obrigado Acosta.

 

"Uma última Cruzada"

 

Era uma vez um clube, mais do que um clube, uma gente, leonina no esforço, na dedicação, na devoção, que há 18 anos (des)esperava por a glória.

Era uma vez um homem, anafadito, engongado, empenado, trintão, cansado de árduas batalhas disputadas em múltiplos continentes, em França, no Japão, na Argentina e Chile.

Nos 2 últimos, lutara por os bastiões da "(Union de) Santa Fé" e "(Universidad) Católica".

Um desafio se propunha a este herói improvável: travar uma última Cruzada em Portugal, no Sporting.

Um dia reuniram-se em Lisboa. O início não foi promissor, uma maleita (ciática) afectava o velho guerreiro. Um ano passou e Acosta (era este o seu nome) regressou à relva Santa de Alvalade com o intuito de a conquistar. Tinha precisamente a idade com que Cristo morreu.

Quando vozes críticas já lhe davam a certidão de óbito, Acosta renasceu como a Fênix, qual "vento que, apesar de velho, continua a soprar".

Da Curva-Sul começaram a ouvir-se cânticos inspiradores que comemoravam as suas proezas e façanhas tamanhas. Sempre em crescendo, até aquele dia, o dia do juízo final, 18 de Março de 2000, em que um pobre e humilde Secretário sucumbiu no pé direito daquele guerreiro, daquele Matador.

A sorte da guerra mudou nessa batalha e o estandarte verde-e-branco ficou bem erguido na frente de outras tribos. Até ao final: a Batalha de Salgueiros.

E de Salgueiros não saímos chorões, antes em Glória, e em cortejo o povo festejou a vitória das nossas cores líderadas por aquele cruzado argentino que em boa-hora nos visitou. E, em sua memória, para sempre ecoará:

"Matador, Matador, Beto Acosta, és o nosso Matador..."

 

IMG_4069.JPG

"Recordar" voltará com o GRANDE Vítor Damas...

2 comentários

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    Pedro Azevedo 18.07.2017

    Só falta aí o papel do Simone Di Franceschi no título. Nas segundas partes, quando a equipa estava de rastos, o italiano cavalgava sobre o flanco esquerdo, garantindo muitas vezes assistências para golo.
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