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Gonçalo Inácio foi um dos heróis da noite ao marcar o primeiro ao Arsenal em casa

Foto: António Cotrim / Lusa

 

Gostei muito da nossa exibição ontem, em Alvalade, contra o Arsenal, com 36 mil espectadores no estádio e apoio entusiástico das bancadas. Antes deste desafio frente ao líder isolado da Liga inglesa, muitos pensariam que um empate seria o melhor resultado possível face ao desequilíbrio entre os dois conjuntos - desde logo por se tratar da equipa mais difícil que nos poderia ter calhado no sorteio e contra a qual nunca havíamos sequer marcado um golo. Depois do jogo, que empatámos 2-2, este resultado acabou por saber a pouco. Ficou a sensação de que podíamos ter ganho. E a verdade é que tivemos o triunfo na mão quando vencíamos por 2-1 e Paulinho, só com o guarda-redes Turner pela frente, atirou para a bancada, desperdiçando um golo que Pedro Gonçalves lhe ofereceu de bandeja. O nosso n.º 28 interveio também no segundo golo, aos 55', num remate em posição frontal que, mal defendido, permitiu a recarga bem-sucedida do mesmo Paulinho. Aos 62' num lance de enorme infelicidade para nós - aliás precedido de falta, ainda sobre o buliçoso Pedro Gonçalves, que o árbitro não quis assinalar - a turma inglesa empatou. Mas o resultado mantém em aberto as nossas possibilidades nestes oitavos-de-final da Liga Europa - agora transferidas para o encontro da segunda mão, em Londres.

 

Gostei das exibições de vários jogadores nossos neste Sporting-Arsenal - que chegou ao intervalo empatado 1-1. Desde logo Gonçalo Inácio, que foi lá à frente marcar o nosso primeiro golo, construído em dois tempos. Primeiro com forte disparo de meia-distância, que Turner defendeu para canto; depois, na conversão deste lance de "bola parada", elevando-se sem marcação e desviando-a para o fundo das redes - confirmando aqui, aos 34', que não é só útil a defender: é também bom executante nos lances ofensivos. Além dele, destaco Edwards: é dele o passe para golo no primeiro, somando já 11 assistências nesta temporada e destacando-se como o nosso maior desequilibrador lá na frente, sempre de olhos na baliza, que alvejou num remate fortíssimo aos 39' (Turner defendeu também). Destaco igualmente St. Juste, com uma exibição impecável tanto como central como ala direito após a saída de Esgaio: salvou um golo arsenalista com um corte espectacular aos 38'. E ainda Adán: intervenções preciosas aos 27' (amortecendo tiro de Zinchenko) e aos 48' (tirando o golo a Martinelli).

 

Gostei pouco do nosso meio-campo muito remendado. Sem Ugarte, ausente por castigo, Rúben Amorim viu-se forçado a apostar em dois jogadores fora das respectivas posições naturais. Morita fez de Ugarte e Pedro Gonçalves fez de Morita, actuando grande parte do tempo como médio de contenção em vez de actuar em zonas de criação, onde pode exibir os seus melhores recursos técnicos. A linha média é, de longe, o nosso maior problema após a defesa se ter reforçado com a recuperação de St. Juste e a vinda de Diomande (grande contratação), e a promoção de Chermiti à equipa principal ter atenuado parte das nossas dificuldades em zonas mais dianteiras. 

 

Não gostei do amarelo que Coates viu, logo aos 23', sem qualquer necessidade - o que impede o treinador de contar com ele no desafio da segunda mão, no próximo dia 16. A esta ausência irá somar-se a de Morita, igualmente amarelado ontem (58'). Também não deveremos contar com o prometedor Bellerín, que ficou fora da convocatória, horas antes da realização do jogo, devido a um inesperado traumatismo no joelho esquerdo. 

 

Não gostei nada de Trincão. Depois do brilharete há oito dias, quando marcou um golaço, voltou às exibições pálidas e sem chama, abusando dos dribles inconsequentes, como se estivesse a jogar sozinho. Só um remate (aos 47') para ficar como registo desta partida frente ao mais sério candidato ao título de campeão inglês. Manifestamente pouco. É um jogador que tarda em encontrar-se com as grandes exibições que prometia ao ser contratado pelo Sporting.

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