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És a nossa Fé!

Quente & frio

Gostei muito de quase tudo. Antes de mais nada, da histórica vitória contra o Borussia Dortmund, actual segundo classificado do campeonato alemão: vencemos por 3-1, com golos nossos apontados por Pedro Gonçalves (30' e 39') e Porro (81'). E do apuramento directo para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões quando ainda falta disputar uma jornada - algo que não nos sucedia desde a temporada 2008/2009 - já com três triunfos e 12 golos marcados em cinco desafios. E da nossa décima vitória consecutiva, em várias competições. E de termos cumprido o 32.º jogo seguido sempre a marcar em casa. 

 

Gostei do desempenho de Pedro Gonçalves, que volta a bisar, algo que lhe sucede pela quarta vez nesta época: homem do jogo, foi ele o grande obreiro deste triunfo no plano individual, somando já quatro remates certeiros em três desafios da Liga dos Campeões. Gostei, uma vez mais, da exibição superlativa de Coates, autor do excepcional passe de 50 metros que funcionou como assistência para o primeiro golo, obra-prima da eficácia, construída com apenas dois toques na bola. Mas gostei sobretudo de ver a equipa consistente, compacta e muito bem organizada, sobretudo no plano defensivo. Sem esquecer o encaixe financeiro que este triunfo nos proporcionou: mais 12,4 milhões de euros entram de imediato nos cofres leoninos - 2,8 milhões pela vitória, 9,6 milhões pelo apuramento. Rúben Amorim está mais que pago: não restam dúvidas nem ao mais feroz militante antivarandista. 

 

Gostei pouco de ver a equipa desconcentrada, pela primeira vez, no longo tempo extra (sete minutos) concedido pelo árbitro quando vencíamos por 3-0 nos 90' regulamentares. E da aposta arriscada em excesso de Amorim, que estreou o ala esquerdo Flávio Nazinho aos 88'. É outro talento da formação lançado na equipa principal: merece aplauso. Mas talvez devesse ter ocorrido noutro palco. A verdade é que foi neste período que o Borussia marcou o golo de consolação, quando já estava reduzido a dez por justa expulsão de Emre Cam.

 

Não gostei da equipa alemã, que actuou sem ponta-de-lança e exibiu uma defesa precária e alas pouco acutilantes. A verdade é que o Borussia apresentou em Alvalade um onze muito desfalcado, com várias baixas: Haaland, Hummels, Thorgan Hazard e Raphael Guerreiro - em benefício da "estrelinha" deste Sporting treinado por Rúben Amorim. Mas alegados craques, como Reinier e Witsel, passaram ao lado do jogo.

 

Não gostei nada das "coreografias" com tochas e petardos que algumas claques insistem em exibir na topo sul do estádio, o que levará o Sporting - uma vez mais - a ser alvo de duras sanções pecuniárias da UEFA, que nestas coisas não perdoa. Nem do tapete verde, que continua a provocar perigosas escorregadelas mesmo após a intervenção de emergência ali ocorrida desde a recepção ao Varzim. Eram também escusados aqueles "olés" finais, muito mais apropriados para praças de toiros do que para estádios de futebol: acabaram por desconcentrar os jogadores num período crucial da partida e revelar uma arrogância mais própria de outros emblemas.

3 comentários

  • Sem imagem de perfil

    25.11.2021

    Penso exatamente o contrário.

    Os olheiros do Sporting têm sido umas das chaves (menos faladas e reconhecidas) do nosso atual sucesso. Foram eles que, por exemplo, desencataram o Porro (de quem, por exemplo, o Ruben Amorim nunca tinha ouvido falar).

    Não há jogador comprado que não jogue na equipa, seja como titular, seja como suplente (bastante) utilizado. Sempre pela certa, a encontrar achados, como o Matheus Nunes, ou a pagar caro por quem merece, como tem que ser.

    Têm tido uma taxa de sucesso muito acima do que alguma vez vi no nosso clube e não merecem este tipo de comentários.

    Além de que, para comprar o Arthur Cabral, não eram preciso olheiros. O Basel e o campeonato suiço têm hoje muito mais visibilidade do que tinham há alguns anos. Qualquer pessoa minimamente atenta ao futebol conhecia o jogador em questão.

    Também já todos lemos e ouvimos por aqui que o Sporting cometeu um grande erro ao não contratar o Yaremchuck, que afinal, que marca menos que o Paulinho, com a diferença de ter sido mais caro (e, ameu ver, dar muito menos à equipa).
  • Sem imagem de perfil

    Luis Barros 25.11.2021

    Se diz, que alguém minimamente informado já conhecia o jogador, então as avaliações têm sido fracas.
    Antes da contratação do Paulinho (https://sporting.blogs.sapo.pt/que-plantel-para-o-resto-da-temporada-6096705?thread=76073793#t76073793), já este jogador dava nas vistas e estava avaliado em cerca de 6 milhões de euros. Agora, depois de ser chamado à seleção brasileira, a sua cotação mais do que duplicou, estando neste momento cotado em 15 milhões. Este miúdo com a qualidade que tem, bem trabalhado por Amorim tenho a certeza que já valeria muito mais.
    Zenha, na última entrevista que deu, afirmou que o Sporting todos os anos precisa de vender jogadores e como não tem sido habitual formar pontas de lança em Alcochete, o tipo de jogador que gera maior procura e mais valias, torna-se urgente pesquisar com critério, para valorizar desportiva e financeiramente. Arthur Cabral teria sido uma boa aposta desportiva e financeira, além de que, na altura, não constava que tivesse empresário. Ou será que os olheiras do Clube só procuram jogadores com empresário?
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