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És a nossa Fé!

Quente & frio

Gostei muito do excelente estado do relvado de Alvalade: nada a ver com o que sucedia em épocas anteriores. E da ousadia do treinador, que apostou quase por inteiro num onze alternativo, em que apenas Tiago Tomás surgia como repetente. Oito jogadores sub-23 neste elenco titular: Luís Maximiano (capitão), Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Gonzalo Plata, Matheus Nunes, Daniel Bragança, Pedro Gonçalves e TT. Bragança e Quaresma em estreia absoluta como titulares nesta temporada. A Taça da Liga serve precisamente para isto: rodar a equipa. A missão foi bem sucedida ontem à noite, embora sem brilhantismo: cumprimos a nossa obrigação derrotando por 2-0 o Mafra, equipa da Liga 2 treinada por Filipe Cândido, que actuou vários anos nos escalões da formação leonina. Somos o primeiro semifinalista confirmado desta competição que vencemos em 2018 (com Jorge Jesus) e em 2019 (com Marcel Keizer). Levamos 11 jogos seguidos sem perder, continuamos invictos nas competições internas e já temos 37 golos marcados nesta época 2020/2021 - 2,5 golos em média por desafio. E apenas quatro sofridos nos últimos sete desafios.

 

Gostei da actuação de Gonçalo Inácio - muito concentrado no eixo da defesa, rendendo o titular Coates, e revelando segurança no início da construção ofensiva ao longo de toda a partida. No segundo tempo, destaco Daniel Bragança - fundamental nas variações de flanco e na precisão de passe na "casa das máquinas" do nosso meio-campo, cumprindo a missão que tem sido confiada a João Mário. É ele quem inicia o lance do primeiro golo, aos 64', e quem recupera a bola na jogada que dá origem ao segundo, seis minutos depois. Também gostei de Plata, protagonista da melhor jogada do desafio, construindo o segundo golo ao ganhar a bola junto à linha final, picando-a de seguida para sobrevoar a defesa e Tabata decidir. Um dos raros momentos em que o onze leonino superou a mediania e foi além dos serviços mínimos nesta partida em que (aleluia!) o árbitro Tiago Martins nos poupou aos cartões amarelos.

 

Gostei pouco de Sporar, uma vez mais, apesar de o esloveno desta vez até ter marcado. À segunda solicitação consecutiva de Nuno Mendes a partir do corredor esquerdo, iam decorridos 64 minutos, num lance de baliza aberta em que só precisou de empurrar. Segundos antes, tinha falhado. E mais nada lhe saiu bem: aos 37', de frente para o alvo, chutou contra a perna de um defesa; aos 41', tropeçou sozinho quando conduzia a bola; aos 45', deixou-se desarmar; aos 80', isolado por um magnífico passe-assistência de Max, foi incapaz de atirar às redes; aos 89', de ângulo lateral, rematou contra o guarda-redes. Muito pouco para um "goleador" que até agora, na temporada em curso, só acertou três vezes na mouche e levava cinco jogos sem marcar. Até por isto, não entendi por que motivo Pedro Marques desta vez nem ao menos se sentou no banco.

 

Não gostei da medíocre exibição de Borja, desta vez central mais colocado à esquerda e autor de pelo menos três passes disparatados, para onde não se encontrava qualquer colega, aos 20', 22' e 53'. Em geral, não gostei da primeira parte da nossa equipa: jogo lento, mastigado, rotineiro e previsível. Sem chama, sem engenho, sem intensidade, sem fibra. Sem um remate enquadrado à baliza do Mafra. Quarenta e cinco minutos que se saldaram num desolador 0-0 e forçaram a equipa técnica a fazer mudanças na equipa ao intervalo: Antunes deu lugar a Nuno Mendes na ala esquerda e Tabata ocupou o lugar antes preenchido por Tiago Tomás. Foi quanto bastou para acelerar a dinâmica ofensiva e conferir ânimo à equipa: Nuno assistiu para o primeiro golo, Tabata marcou de cabeça o segundo - ambos fazendo a diferença. Voto no ex-Portimonense como melhor em campo. Já leva dois jogos consecutivos a marcar. E teve o condão de desequilibrar sempre que conduziu a bola, vencendo todos os duelos individuais.

 

Não gostei nada de novo jogo à porta fechada no estádio José Alvalade, há nove meses interditado ao público. Quando noutros países, como em Inglaterra, já se permite o regresso de espectadores às bancadas, naturalmente em número escasso e em rigoroso cumprimento das normas sanitárias. Também não gostei nada de ver o nosso treinador, Rúben Amorim, remetido para um lugar numa tribuna, sem possibilidade de aceder ao banco, cumprindo assim o segundo dos três jogos de castigo a que o condenou o incompetente árbitro Luís Godinho. O direito ao trabalho, consagrado na Constituição da República, no futebol é posto em causa a todo o momento por qualquer senhor com apito na boca.

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