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És a nossa Fé!

Quente & frio

Gostei muito da exibição do Sporting, com o belo equipamento Stromp, nesta terceira eliminatória da Taça de Portugal - a nossa estreia na edição deste ano. Goleada por 7-1 frente ao modesto Sacavenense, do terceiro escalão do futebol nacional, que nos vingou da humilhante derrota sofrida há um ano perante o Alverca, também do Campeonato de Portugal. Aos 3' já vencíamos, ao intervalo já ganhávamos por 3-0. Exibição ao nível do resultado: equipa dinâmica, ágil, bem ligada, praticando um futebol fluido e veloz, sem nunca tirar o pé do acelerador mesmo quando a goleada já se desenhava. A prova ficou à vista: fizemos três golos nos seis minutos finais. Desde Maio de 2019 que não marcávamos pelo menos sete num só jogo.

 

Gostei das exibições de vários jogadores. Desde logo Pedro Marques, em estreia absoluta na equipa principal desta época: Rúben Amorim mandou-o entrar aos 72', substituindo Sporar, e o jovem de 22 anos que tem alinhado na equipa B mostrou a diferença como ponta-de-lança: marcou o quinto (de cabeça) e o sexto, aos 87 e aos 90'. Nota muito elevada também para outro estreante, este como titular a defesa central do lado esquerdo: Gonçalo Inácio, que foi lá à frente marcar o sétimo, no último lance da partida. Também Tabata agarrou bem a oportunidade, jogando no flanco direito a partir do minuto 59: foram dele as assistências para o sexto e o sétimo golos. Outras exibições muito positivas: Coates, que fuzilou de cabeça as redes adversárias por duas vezes, aos 24' e aos 48'; Jovane, jogando como interior na ala direita, com assistência para o golo inaugural e marcando ele próprio o terceiro, de penálti, aos 32'; e Daniel Bragança, em campo durante toda a segunda parte: é exímio tecnicista, trata a bola da melhor maneira, como se viu em soberbos passes para Nuno Santos (69') e Tabata (71'). Mas o melhor em campo foi Nuno Santos, autêntico dínamo da equipa: foi ele a abrir o marcador, com um tiro disparado aos 3', fez a assistência para o quarto, quase marcou aos 14' e aos 69'. Imprimiu sempre grande velocidade ao jogo leonino. Já vai em quatro golos e seis assistências. Alguém ainda duvida de que foi reforço?

 

Gostei pouco dos desempenhos de Sporar (que mesmo a defrontar uma equipa amadora foi incapaz de marcar), de Antunes (que teve a seu cargo o corredor esquerdo durante a primeira parte sem intervenções dignas de registo) e de Borja (em estreia esta época, na ala direita durante o primeiro tempo e devolvido ao corredor esquerdo no segundo tempo), incapaz de um rasgo individual que ultrapasse o patamar da mediania. Num jogo em que pelo menos seis titulares habituais estiveram ausentes, em evidente gestão de esforço já a pensar nos próximos desafios: Adán, Feddal, Porro, Nuno Mendes, Pedro Gonçalves e Tiago Tomás. 

 

Não gostei das duas bolas à barra, disparadas por Nuno Santos (aos 14') e Gonçalo Inácio (aos 67'). Por centímetros, teríamos contabilizado nove golos em vez de sete. Também não gostei do golo sofrido, aos 53', com culpas repartidas por Matheus Nunes e Max, embora tivesse sido um justo prémio para o Sacavenense e para o principal artilheiro da equipa, chamado Iaquinta.

 

Não gostei nada da ausência total de público no Estádio Nacional, onde decorreu a partida, por falta de condições do recinto do Sacavenense: estas draconianas normas sanitárias que interditam em absoluto a presença de espectadores no futebol contrastam com regras muito mais flexíveis para diversos outros espectáculos. Também não gostei do horário do jogo, iniciado às 21.15 de ontem. Mas compreendo que se tenha adequado aos interesses do exibidor televisivo, o que acabou por render 50 mil euros ao Sacavenense - cortesia do Sporting, que abdicou da metade da receita que lhe correspondia.

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