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És a nossa Fé!

Quente & frio

Gostei muito  da vitória concludente do Sporting, ontem em Alvalade, frente à equipa do Istambul Basaksehir, segunda classificada da liga turca que vinha de uma série de 15 jogos em que só havia perdido uma vez. Agradou-me não apenas o resultado (3-1, com 2-0 ao intervalo) mas sobretudo a exibição. Especialmente na primeira parte, em que o onze leonino teve um domínio avassalador, sem dar a menor hipótese aos adversários. Foram os nossos melhores 45 minutos iniciais nesta época, confirmando a Liga Europa como a excepção à regra das más exibições e dos péssimos resultados da temporada em curso. Grande dinâmica ofensiva leonina, bom jogo colectivo: parecia um Sporting de outros tempos, em que vencer e convencer era o mais comum para as nossas cores.

 

Gostei  que tivéssemos inaugurado o marcador bem cedo, logo aos 3', com um remate certeiro de Coates, na sequência de um canto apontado por Acuña. O segundo surgiu aos 44', marcado por Sporar, a centro de Ristovski: o internacional esloveno estreou-se como goleador pelo Sporting ao quinto jogo de verde e branco. O nosso terceiro, aos 51', ficou a cargo de Vietto, coroando um rápido lance de contra-ataque, com assistência de Bolasie. O franco-congolês é um dos que merecem nota mais elevada - e quase marcou, num tiro à barra, aos 84'. Mas o melhor, para mim, foi Jovane, novidade como titular em jogo europeu desta época: durante uma hora, o jovem formado em Alcochete marcou o ritmo e o compasse do ataque leonino, com excelentes passes a desmarcar colegas (Sporar aos 6', Vietto aos 32'). O lance do terceiro golo nasce de um toque de calcanhar dele, a justificar elevada nota artística. Só não marcou ele próprio, aos 15' e aos 58', devido a excelentes intervenções do guarda-redes. Chegou até a metê-la lá dentro, com um tiro aos 28', mas o lance foi anulado por fora de jogo milimétrico de Sporar.

 

Gostei pouco  de ver tantas oportunidades desperdiçadas. Podíamos ter ido para o intervalo a ganhar por quatro ou cinco se não fosse algum azar e sobretudo a grande exibição do guarda-redes turco. Bolasie, isolado, atrapalhou-se com Vietto e falhou o remate aos 4'. Sporar permitiu a intercepção aos 6' após ter sido isolado por Jovane. Battaglia esteve perto de marcar, aos 15', na sequência de um canto. Vietto falhou aos 21', Sporar desperdiçou aos 41'. Já no tempo extra, pouco antes do apito final, mais duas oportunidades goradas - uma por Vietto (90'+1), outra pelo recém-entrado Plata (90'+3), esta só travada por uma magnífica defesa do guardião Gunok. Pena: teria sido um golaço.

 

Não gostei  que tivéssemos sofrido um golo, marcado aos 77' de grande penalidade, por suposta infracção de Neto que as imagens não conseguem comprovar sem margem para dúvidas. Max, que tinha feito uma grande defesa aos 60', foi incapaz de travar a bola no momento do penálti. Por acumulação de cartões, Neto não poderá disputar o desafio da segunda volta, no próximo dia 27, em Istambul - o que significa o regresso de Ilori ao onze titular. Teme-se o pior.

 

Não gostei nada  que os imbecis do costume, lá na curva sul, se tivessem posto aos gritos contra o presidente do Sporting neste jogo sob a égide da UEFA, mandando Varandas para um destino que rima com Carvalho. Estavam decorridos 37 minutos, o Sporting vencia por 1-0 e fazia uma excelente exibição, o que não impediu os energúmenos de entrar em histeria. O mesmo sucedeu à beira do fim da primeira parte, quando berraram «Demissão!» Num caso e noutro, foram prontamente silenciados com uma monumental vaia pela maioria dos 27.392 adeptos que se encontravam em Alvalade neste fim de tarde que decorreu sob o signo da vitória. Felizmente neste jogo as medidas preventivas desencadeadas pela PSP funcionaram: não rebentou qualquer petardo nem foi lançada qualquer tocha, salvaguardando a segurança e valorizando o espectáculo desportivo. Os artefactos incendiários desta vez estiveram ausentes, para natural satisfação dos sportinguistas que se deslocam ao estádio para ver jogos e não para aturar birras de pirómanos.

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