Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

És a nossa Fé!

Quente & frio

thumbnail_20191003_200729[2].jpg

 

Gostei muito da vitória desta noite, em Alvalade, por 2-1, contra o Lask Linz - equipa que segue em segundo lugar no campeonato austríaco. Uma vitória imerecida, conseguida apenas com muita sorte, num desafio que o adversário dominou em larga medida, dispôs claramente de mais oportunidades de golo e foi para o intervalo a vencer por 1-0. O Sporting só esteve por cima durante cerca de um quarto de hora na segunta parte, mas aproveitou da melhor maneira esse período, marcando os dois golos - por Luiz Phellype, de cabeça, na sequência de um canto apontado por Bruno Fernandes aos 58', e pelo capitão leonino, numa boa desmarcação com assistência do ponta-de-lança brasileiro, aos 63'. Muito melhor o resultado neste confronto da Liga Europa do que a exibição. Há noites assim.

 

Gostei das mudanças operadas pela equipa técnica ao intervalo, fazendo entrar desde logo Vietto para o lugar de Neto no recomeço do jogo e trocando Wendel por Eduardo aos 57'. A equipa tornou-se mais compacta, ganhou dinâmica e deixou de ser tão permeável no meio-campo, onde os austríacos fizeram o que quiseram, ponto e dispondo durante toda o primeiro tempo. Também gostei da exibição de Renan (de longe o melhor em campo: aos 15' já tinha evitado dois golos e salvou os três pontos com uma defesa soberba aos 78') e, a espaços, de Acuña (poupado a um cartão vermelho pelo árbitro e substituído aos 73' por Borja, para evitar males maiores), Vietto e Luiz Phellype. Bruno Fernandes, apesar do golo, teve uma das suas exibições mais irregulares no Sporting, falhando imensos passes, tal como Mathieu. Sinais evidentes de que a condição anímica da equipa está longe de ser a melhor.

 

Gostei pouco que o onze titular não correspondesse durante quase uma hora às aspirações dos mais de 30 mil adeptos que acorremos a Alvalade nesta noite amena de Outono, consentindo 22 remates adversários no total da partida enquanto nós só fazíamos dez. Na primeira parte, com o Sporting a ser sucessivamente ultrapassado pelos austríacos, chegou a pairar a sensação de que sairíamos goleados do nosso estádio tal era a diferença exibicional entre as equipas que se movimentavam no relvado e tão evidente se tornou a incapacidade de vários jogadores vestidos de verde e branco para darem a volta ao resultado.

 

Não gostei  do nosso meio-campo, que esteve muito longe de constituir um tampão para as acções ofensivas de Lask Linz e foi quase sempre incapaz de construir lances ofensivos com cabeça, tronco e membros. Wendel revelou-se uma nulidade: perdeu diversas vezes a bola em confrontos individuais e quando a tinha em seu perder e mostrava-se incapaz de a colocar em zonas adiantadas do terreno, preferindo devolvê-la às linhas mais recuadas. Idrissa, sem o menor sentido posicional, limitava-se a marcar com os olhos ou a abusar das faltas por carência de técnica. Miguel Luís, que começou como médio-ala e terminou como lateral direito, foi vítima desta indefinição posicional, concedendo demasiada liberdade de movimentos aos adversários. E a linha de três defesas concebida por Silas para o início do jogo nunca funcionou: Coates, Mathieu e Neto, presos de movimentos e sem rotinas neste dispositivo táctico, estiveram várias vezes à beira do naufrágio. O golo austríaco, marcado aos 16', resulta de um desses momentos de notório descalabro defensivo. E vão dez jogos a sofrer golos, em onze que o Sporting já disputou nesta temporada 2019/2020. Preocupante.

 

Não gostei nada de ouvir os frequentes assobios dos adeptos à equipa, sobretudo a Renan, durante o jogo: considero este comportamento uma inqualificável estupidez. Fez-me igualmente muita impressão ver o nosso treinador quieto e calado no banco, evitando assim ser multado pela UEFA: Silas, que não detém o diploma de nível 4, viu-se forçado a delegar o comando técnico no adjunto Emanuel Ferro, que vinha treinando os jogadores sub-23 em substituição de Leonel Pontes - eis algo que nada facilita a comunicação entre o onze leonino e a equipa técnica. Também não gostei nada de saber que o nosso grande Rui Jordão - inesquecível bicampeão pelo Sporting na década de 80 - enfrenta problemas de saúde. Mereceu inteiramente a ovação que se escutou no estádio, ao minuto 11 deste jogo, em grata memória do número que ele usava quando pôs todo o seu talento futebolístico ao serviço deste clube que nunca o esquecerá.

34 comentários

Comentar post

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D