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És a nossa Fé!

Quente & frio

Gostei muito do golo marcado por Bruno Fernandes na segunda mão dos 16 avos de final da Liga Europa, frente ao Villarreal. Um golo surgido mesmo ao cair do pano da primeira parte, coroando a nossa única verdadeira oportunidade de golo, não apenas nos 45 minutos iniciais mas de toda a partida. Uma jogada toda construída pelo próprio capitão do Sporting, que recuperou a bola ainda no meio-campo e correu 35 metros com ela dominada, de olhos na baliza, fuzilando com um remate forte, ainda fora da grande área. Este golo, aos 45'+1, relançava a eliminatória, colocando-nos em igualdade com a turma espanhola (que há uma semana venceu por 1-0 em Alvalade) e fazia a equipa ir para o intervalo em vantagem.

 

Gostei da exibição de Salin, hoje titular da nossa baliza. Fez quatro ou cinco grandes defesas, sempre atento e bem posicionado - uma delas, extraordinária, aos 86'. Transmitiu segurança à equipa, incentivando-a a projectar-se no ataque, mesmo em desvantagem numérica, nos minutos finais, em que era necessário apostar tudo num segundo golo para rumarmos aos oitavos da Liga Europa. E não teve culpa no que sofremos, aos 80'. Foi, para mim, o melhor Leão em campo.

 

Gostei pouco da atitude apática do treinador holandês, que vendo a equipa com menos um, devido à expulsão de Jefferson aos 50', demorou imenso tempo a refrescá-la e não chegou sequer a esgotar as substituições numa partida em que não dispusemos de um único canto e nos limitámos a rematar duas vezes à baliza. A primeira mudança feita por Marcel Keizer ocorreu só aos 77', com a troca de Diaby por Raphinha. Depois, aos 83', mandou trocar Ristovski por Luiz Phellype, ficando-se por aí. Nessa fase o conjunto leonino já estava à beira da exaustão e o discernimento dos jogadores era reduzido, face ao seu notório desgaste físico e mental. Mesmo assim ainda podíamos ter vencido: naquele que foi praticamente o último lance da partida, aos 90'+3, Bruno Fernandes cruzou muito bem da direita para Bas Dost, ao segundo poste. Mas o holandês, em vez de meter a cabeça à bola, tocou-a com a canela. Era o fim das aspirações europeias do Sporting nesta época 2018/2019. Para o ano, se Deus quiser, haverá mais.

 

Não gostei de sentir que esta eliminatória com uma equipa que segue em penúltimo lugar na Liga espanhola e jogou connosco muito desfalcada, cá e lá, acabou por ser perdida no medíocre e deplorável desafio da primeira mão, realizado há uma semana em Alvalade. Hoje, sem deslumbrar nem empolgar, a nossa exibição foi superior - o que nem era nada difícil, em comparação, apesar de não contarmos com Acuña e Mathieu continuar lesionado. Mesmo assim, o balanço global destes dois meses sob a batuta de Keizer está longe de ser positivo: nos últimos nove jogos, empatámos quatro, perdemos três e só vencemos dois.

 

Não gostei nada de jogar quase toda a segunda parte com a equipa reduzida a dez elementos. Jefferson, amarelado logo aos 35', teve uma entrada imprudente aos 50' que lhe valeu a expulsão. Já no desafio da semana passada, frente ao mesmo adversário, Acuña acabou expulso por acumulação de amarelos. Desta vez também Bruno Fernandes viu o amarelo, por protestos, o que lhe valeria estar ausente do jogo seguinte se tivéssemos transitado para os oitavos. Questiono-me o que levará os nossos jogadores a porem-se a jeito para sofrerem tantos castigos - agora numa fase em que só nos resta a Taça de Portugal como objectivo do ano futebolístico. E ainda não foi desta que ganhámos enfim em Espanha, desperdiçando uma das melhores oportunidades de sempre. Viemos de lá com um empate: apesar de tudo, podia ser pior.

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