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És a nossa Fé!

Quente & frio

Gostei muito do regresso do Sporting às vitórias folgadas associadas às boas exibições em campo. Aconteceu nesta noite fria e húmida, em Santa Maria da Feira: triunfo leonino por 2-0 para a Taça de Portugal. Com passagem natural da nossa equipa às meias-finais da competição que promete jogo grande: vamos defrontar o Benfica a 5 de Fevereiro. Vencemos e convencemos, com dois grandes golos - o primeiro, aos 64', marcado pelo buliçoso Wendel, que com um tiro indefensável disparado em diagonal, de fora da área, se estreia como artilheiro de verde e branco na Taça verdadeira, coroando uma exibição muito positiva nesta partida; o segundo, aos 66', apontado pelo incansável Bruno Fernandes, num potente remate de ressaca, de meia-distância. Voto no brasileiro para melhor em campo: foi ele que desatou um nó que persistia bem atado, certamente para alguma irritação e muito nervosismo dos adeptos.

 

Gostei  que não tivéssemos sofrido nenhum golo pelo segundo desafio consecutivo. E das mexidas feitas na equipa pelo treinador Marcel Keizer. Apostou em Salin na baliza - e fez muito bem, pois o francês protagonizou grandes defesas aos 39', 71', 84' e 89'. Bruno Gaspar, tocado, deu lugar a Ristovski, que demonstrou ser mais dinâmico e acutilante nas acções ofensivas. Acuña, após castigo, retomou sem surpresa a titularidade como lateral esquerdo, antes confiada a Jefferson. Raphinha destaca-se mais como extremo do que Diaby: o maliano desta vez nem foi convocado. Gostei sobretudo de ver enfim Luiz Phyllipe mostrar o que vale ao serviço do Sporting, hoje com o belo equipamento Stromp: entrou aos 76', rendendo um apático Bas Dost, e mostrou que se pode contar com ele quando disparou um petardo ao poste, iam decorridos 83'. Um grande momento do jogo que merecia ter resultado em golo.

 

Gostei pouco da exibição de Bas Dost, que parece atravessar uma crise de confiança. É certo que marcou um golo, aos 34', mas pareceu-me bem anulado pelo árbitro Fábio Veríssimo por ser precedido de falta (o holandês apoiou-se num defesa adversário no momento do cabeceamento). Aos 44', numa recarga, permitiu a defesa do guarda-redes Brígido. Nada mais conseguiu fazer de relevante nos 76 minutos em que permaneceu em campo. Excepto - pela negativa - numa escandalosa perdida à boca da baliza, desperdiçando um excelente cruzamento de Acuña, que aos 51' lhe proporcionou um meio-golo servido de bandeja. Irreconhecível.

 

Não gostei  de ver o Feirense com dupla linha defensiva estacionada bem atrás da divisória do meio-campo durante praticamente o jogo todo, dominado pelo Sporting do primeiro ao último minuto. Este dispositivo hiper-defensivo, confinando toda a actuação da equipa da casa num espaço de 40 metros, dificultou a manobra ofensiva leonina, com Wendel, Bruno Fernandes, Raphinha, Acuña e Nani a enfrentarem uma floresta de pernas que persistia em encurtar-lhes margem de manobra e anular-lhes linhas de passe. Felizmente os nossos jogadores souberam reagir com maturidade e paciência, insistindo em ataques envolventes não apenas pelas alas mas também pelo corredor central. Esta persistência deu bons frutos. E a vitória impôs-se com toda a naturalidade, para enorme satisfação das claques leoninas, que compareceram em grande número no apoio vibrante à nossa equipa.

 

Não gostei nada  de ver petardos rebentar junto da baliza do Sporting, em clara provocação ao guarda-redes Salin, procurando perturbar a sua actuação ou mesmo causar-lhe danos físicos. É inaceitável que a Federação Portuguesa de Futebol permita agressões deste tipo no decurso de jogos da Taça, competição que organiza. É urgente que as acções punitivas sejam rápidas, eficazes e exemplares. Não podem ficar-se por multas com valor pouco mais do que simbólico: só assim se conseguirá pôr ponto final ao vandalismo que se pratica nos estádios deste país.

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