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És a nossa Fé!

Quente & frio

Gostei muito da exibição de Renan na baliza leonina. Foi ele, de longe, o nosso melhor jogador neste embate com o Arsenal em Alvalade para a Liga Europa que terminou com a vitória da equipa visitante por margem mínima (1-0). Em estreia ao serviço do Sporting numa competição europeia, o guardião brasileiro defendeu quase tudo nesta partida que em diversas fases do segundo temp foi de sentido único, com os ingleses a pressionarem em sequência constante o nosso bloco defensivo. Fez pelo menos três grandes defesas, aos 24', 50' e 72', quando os adeptos do Arsenal - presentes em grande número no nosso estádio - já quase gritavam golo. Só não conseguiu travar o remate de que resultou o golo solitário, na sequência de uma falha de Coates.

 

Gostei de ver o nosso estádio com mais de 40 mil espectadores - num jogo que começou antes das 18 horas durante um dia laboral. Quase todos apoiando sem reservas a equipa, que teve uma prestação aceitável, embora modesta, no primeiro tempo e revelou uma notória queda de qualidade exibicional na etapa complementar, deixando o Arsenal dominar por completo a partida onde se deu ao luxo de manter Ozil no banco e só fazer entrar Lacazette perto do fim. Apesar disto, nunca faltou o apoio dos adeptos que foram incentivando os jogadores e sublinhando com aplausos algumas jogadas mais vistosas - infelizmente poucas. É certo que houve assobios, embora tímidos. Mas só no final do jogo, quando já caíra o pano e a derrota em casa estava consumada. Até nesse momento, porém, repetiram-se os aplausos generalizados aos profissionais leoninos, que deram a volta ao campo, agradecendo.

 

Gostei pouco de ver um desequilibrador como Jovane permanecer 71 minutos no banco, quando era já evidente o profundo desgaste físico da equipa e a quebra de dinâmica de jogadores nucleares, como Nani e Bruno Fernandes. Gostei menos ainda de ver Montero quase sempre isolado lá à frente, a larga distância do resto dos companheiros, essencialmente remetidos a tarefas defensivas. E de perceber que supostos reforços, como Diaby e Wendel, continuam sem oportunidade para demonstrarem o que realmente valem. Ou entram à beira do fim, como no caso do maliano, ou nem chegam a calçar, como acontece em regra com o brasileiro.

 

Não gostei da confirmação de que temos um plantel curto e de qualidade muito irregular, obviamente inferior ao da época passada. Com a agravante de continuarem de fora elementos fundamentais, como Mathieu e Bas Dost, e um dos raros reforços de qualidade, Raphinha. Na ausência do holandês, jogamos sem um verdadeiro artilheiro com características goleadoras. Mesmo assim, isso não explica o facto de termos passado um jogo inteiro sem fazermos um só remate enquadrado à baliza adversária nem um contra-ataque realmente perigoso, falhando passes sucessivos, atirando a bola várias vezes para a bancada e desperdiçando 11 cantos, que não causaram qualquer mossa à turma inglesa. Também não gostei da manifesta falta de qualidade dos dois jogadores sérvios que alilnharam a titulares. Nem, obviamente, do lamentável erro individual de Coates, que ofereceu de bandeja a vitória ao Arsenal.

 

Não gostei nada da atitude temerosa da equipa do Sporting, que demasiado cedo decidiu estacionar o autocarro, em jeito de equipa muito pequena, chegando a ter diversas vezes todos os jogadores - excepto Montero - remetidos à sua metade do relvado. José Peseiro montou um onze titular com três médios de características defensivas (Petrovic, Gudelj e Battaglia), com óbvio prejuízo para a circulação de bola ofensiva, transmitindo de imediato aos pupilos sob o seu comando a imagem de um futebol medroso, capaz de comprazer-se num empate a zero em casa. Este dispositivo táctico aguentou-se penosamente durante 78', até ao golo do Arsenal - equipa que descansou menos 48 horas do que o Sporting pois jogara na segunda-feira. A partir daí percebeu-se que não havia plano B: foi cada um por si, todos a jogarem cada vez pior. A troca de Nani por Diaby, quase ao cair do pano, serviu para coisa nenhuma. O desfecho estava traçado.

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