Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

És a nossa Fé!

Queiroz

img_FanaticaBig$2018_06_25_20_44_35_1414547.jpg

Anteontem aqui imaginei um empate entre Portugal e Irão. Desejando que se associasse à vitória dos nossos queridos vizinhos, assim implicando a ascensão de Irão e de Portugal à fase seguinte. Esteve quase, esteve quase. Ao meu desejo associei-o à presença do nosso sempre capitão Oceano Cruz na equipa técnica do Irão (ao vê-lo, durante o jogo, ali no banco lá exclamei "como podemos estar contra o Oceano?!!!" e lá engoli mais uns tremoços). E também a Carlos Queiroz, salientando o quanto o futebol português lhe deve e o ingrato que lhe foi.

 

Dito isto, Queiroz fez uma triste figura neste jogo. Tem fama de ser um tipo abrasivo. E, é óbvio, o proveito. O  que esta fotografia mostra é algo que não se faz. Moutinho prepara-se para entrar, substituindo um colega durante o jogo. E o treinador adversário vai-lhe dizer algo, convocar-lhe a atenção? Num jogo desta importância, ainda para mais? Foi feio, deselegante - mesmo um mero "boa sorte" seria desadequado, pelo hipotética desconcentração provocada e, fundamentalmente, pela interrogação que faz grassar nas centenas de milhões de teleespectadores, "o que é que este tipo lhe está a dizer". Queiroz é muito experiente, sabe onde está (e esteve em vários Mundiais), sabe perfeitamente que isto não se faz. Ao Moutinho, à equipa portuguesa. Ao futebol em geral. Não é grave, mas é foleiro. Queiroz foi foleiro.

 

E depois a triste cena na conferência de imprensa. Ronaldo mereceu ser expulso? Estou certo que se fosse um qualquer Ahmadinejad a fazer aquilo ao nosso Nelito, ou a outro dos nossos meninos, todos gritaríamos "assassino!, é para a rua, sô árbitro". De facto o CR7 armou o braço, depois baixou-o, avançou e, foi mais forte do que ele, deu no outro. Sem grande gravidade. Mas ... Num jogo destes, onde jogou mal e algo desconcentrado (já num livre contra Marrocos me pareceu um bocado alheado), houve ali um nítido toque de "azedo" que nos custou caro. Pois o árbitro, convocado pelo VAR, lá foi ver e ... não teve coragem para o expulsar. Não conseguiu expulsar o CR7, num campeonato do mundo, ainda por cima por causa de uma coisa não verdadeiramente grave. E depois, e depois? Chamam-no via VAR para ver um lance limpo e não teve coragem para decidir outra vez para os portugueses. Já houvera um penalti (bem) marcado, já havia aquele salomónico cartão amarelo. Bem, decidiu repartir os males pelas aldeias - pois o penalti de Cedric foi uma vergonha. E se marca aquela patetice então teria marcado um penalti num livre anterior de Ronaldo - o iraniano saltou na barreira, deu-se de perfil com um braço não escondido, a bola bateu-lhe nele. Se é para isso, se um tipo recebe uma bola no braço cabeçeada a um palmo e meio de distância, vinda de cima e meio de costas, e se isso é penalti? Então, "se há imoralidade comem todos" ...

 

Em suma, a gente empatou por causa da patetice do CR7. Vamos jogar com o forte Uruguai e não com a soviética Rússia por causa da patetice do CR7. E não por causa do falhanço do penalti.

 

No final disto tudo Queiroz veio resmungar com o VAR, com a expulsão que não foi dada. Algo foleiro, ele treinou Ronaldo, poderia ter evitado pelo menos aquela ênfase toda, dizia a sua opinião e pronto. E depois atacou o VAR por um penalti (pelo menos um) que não lhe foi dado. Se calhar tem razão (se o tal Ahmadinejad desse na área ao nosso Nelito como o Cedric deu a um iraniano eu gritaria "penalti, gatuno, o sô árbitro é gatuno, fdp" e cuspiria os dejectos de tremoços). E tem toda a razão quando exige que as comunicações entre os árbitros e o VAR sejam audíveis (como no raguebi). Onde não tem razão nenhuma, e assim perdendo toda a razão no que disse, é em não reconhecer que aquela bola no braço não é penalti. E que assim o golo do Irão, o tal empate, veio de um erro, crasso. E que aí, também aí, o árbitro errou por influência das imagens recomendadas pelo VAR. 

 

Ao fazer aquele estrilho todo, apelando à honra, ao carácter, à "verdade", etc e tal, e ao não ter tido a  mera decência de reconhecer que o árbitro também falhara, e de que maneira, a seu favor, Queiroz foi muito foleiro. E desonesto. Mudando-me a ideia, ainda bem que foi eliminado! E ainda bem que os jogadores portugueses não o foram cumprimentar, como veio depois, pateta, lacrimejar. Não, não é um "homem contra uma nação, uma nação contra um homem" como clamou, qual tresloucado Quixote. É apenas um gajo pequeno na derrota (eliminação), ressabiado. Foleiro.

 

Boa sorte, Oceano. Em particular quando não ao lado do Queiroz, o Foleiro.

 

32 comentários

Comentar post

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D