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És a nossa Fé!

Que fazer?

O Sporting tem inimigos poderosos, tenebrosos e dissimulados. Durante anos (décadas?) o Sporting comportou-se como um clube de cavalheiros, tentando que os jogos se decidissem nas 4 linhas e não em tráficos de influências, jogadas de bastidores, subornos e corrupções. Mas o mundilho do futebol é povoado por Al Capones, que aparentam colarinho branco, fazem-se de beneméritos, mas não hesitam na selvajaria, quando acham caso disso. Bandidos que hoje bebem chá de mindinho esticado, fazem-se todos institucionais e que, estranhamente, são vistos como cívicos aos olhos de gente com mais de dois neurónios.

A crise económica que assolou o país teve um efeito devastador na obscura e cavilosa indústria do futebol, largamente dependente dos direitos televisivos cujas receitas caíram a pique. Como o bolo já não dava para todos e os mandantes não queriam diminuir a fatia que abichavam, a perseguição ao Sporting foi ainda mais contumaz.

O Sporting precisava de alguém que afrontasse o sistema com todas as armas possíveis, sem medo de parecer mal aos condes falidos, aos instalados que se fazem de finos e aos bandidos com ar de respeitáveis. O simulacro de decência desta gentalha indecente é poeira que entra nos olhos dos ingénuos e cortina de fumo para escamotear autênticos crimes.

Bruno de Carvalho arrostou com esta guerra com coragem e valor. A revolução não é um chá das 5, como disse uma vez quem percebia disso.

Mas o guerreiro não se pode desnortear. Tem sempre que saber quem é o inimigo e tem que saber escolher os inimigos. E se está na posição de desafiante contra incumbentes tão possantes quanto malévolos, tem que saber conquistar aliados e não alienar forças e acumular ainda mais inimigos. Sobretudo não pode disparar sobre as suas próprias forças.

Bruno de Carvalho cruzou uma linha que não podia cruzar. Tornou-se prejudicial ao Sporting ao desbaratar os recursos e os apoios que tinha consigo.

Ficámos agora a saber que algo ia muito mal. Uma revolta da Bounty como esta não nasce de um dia para o outro, tem certamente antecendentes que se foram acumulando. 

Estamos, assim, entre um Presidente errático e com sinais de paranóia, e um coro de saudosistas que quer regressar à petulante inércia de outrora. Tem que haver alternativa.

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