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És a nossa Fé!

Pungente. E execrável

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Bruno de Carvalho ao telefone na SIC-Notícias, cerca da 22 horas. A explicar porque mudou de ideias, porque vai impugnar a assembleia-geral, porque afinal decidiu ir a eleições. É pungente, a repetir o nome completo, a dizer o número do Bilhete de Identidade (a propósito de quê?) - até que o próprio jornalista prescinde da entrevista, enfadado, e se despede. Pungente, repito, a causar até dó, do destroço balbuciante.

 

Mas é passageiro dó. Pois tudo o que diz é também execrável. Desonesto. Razões para impugnar a votação? Entre uma qualquer não certificação dos cadernos eleitorais - ou seja, da responsabilidade dos serviços do clube - anuncia (na TSF) que a Assembleia foi "ferida de legalidade" (um nítido acto falhado, que repetiu ene vezes na SIC Notícias) porque a "Assembleia Geral tem que ser anunciada no jornal do Sporting. Isso não aconteceu". Ou seja, Bruno de Carvalho e o seu colega de direcção José Quintela, responsável do jornal, não publicaram o anúncio da Assembleia legitimada pelos tribunais. E agora impugnam-na por isso? Isto não é "demência", é pura e simplesmente uma monumental desonestidade. Que deverá ser punida com opróbrio, com exílio social, com ostracismo moral. Os 35% aplaudem isto? Não se percebe a falta de vergonha destes tipos?

 

E BdC continua, a torcer o real. Argumentando que não foi demitido, interpretando à sua maneira a votação  - independentemente de milhares de pessoas se terem deslocado a uma assembleia de voto, lido um boletim de voto e respondido à pergunta explícita e explicada que lá constava. E argumenta nesse sentido, diz que nem sequer foram conhecidas as razões para a sua destituição, dado que não foram ouvidas pois assobiadas enquanto lidas. Como se não fossem aquelas parcas dezenas de claqueiros a "confusionar", para lhe criar o argumento para este arrazoado. Como se os milhares de pessoas que ali votaram, e milhões de sportinguistas, e de portugueses em geral, não soubessem do motivo que convocara aquela assembleia. Como se fossem "nada".

 

Diz, e insiste, que não foi uma destituição. Que os sócios quiseram exigir uma "mudança de forma, não de conteúdo". E que ele está pronto para a fazer, para ser menos agressivo na forma como trata as pessoas. Disse-o várias vezes ao longo dos últimos meses, nunca cumpriu. Mas isso não refere, não se lembrará. Mas di-lo agora, de novo, afirma que tem que compreender o voto dos sócios (que assim interpreta) e que mudará a forma. Os sócios que acreditem nele, ele vai mudar a forma de falar dos outros.

 

Di-lo às 23 horas de domingo.  Às 23 horas e cinco minutos, depois de insistir nisso, que vai mudar a forma de comunicar, que vai tratar de maneira diferente as pessoas com as quais discorda, e di-lo com um ar compungido, sopesado, como rendido à evidência da vontade popular, e apelando à crença dos sócios nessa sua mudança, diz de Torres Pereira, que foi seu colega de direcção, que "é um reputado médico que nunca exerceu, porque não entende nada de medicina". E diz de Sousa Cintra, antigo presidente e seu apoiante, que "já estava ultrapassado no seu tempo, quanto mais agora". Dele, Sousa Cintra, escrevera 5 horas antes desta promessa de tratar melhor as pessoas, para satisfazer os sócios, que é "o homem do tremoço". Um dos "abutres arrogantes".

 

E de madrugada, há para aí umas 14 horas, decerto que já a preparar-se para esta mudança de atitude comunicacional, falava do "conjunto de cretinos", não só os "Ilustres Inúteis" mas também todos os "associados", um "conjunto de cretinos que não valem o ar que respiram", "fantoches". E ainda há quem acredite no homem. Milhares de pessoas.

 

Bruno de Carvalho é homem de redes sociais e leitor de blogs. Talvez passe por aqui de quando em vez. Por isso vou escrever na esperança (talvez utópica) de que venha a ler este postal. Também eu mudo de forma, não de conteúdo. Passo ao "tu", Bruno, até porque sou mais velho, e também sou "doutor", e também tenho cinco ou seis nomes e também tenho um número de bilhete de identidade, tal como tu apregoas na tv. Se clicares aqui nas iniciais (jpt) acederás à lista dos meus postais neste blog, e à quantidade de textos em que te apoiei. Cada  vez menos, pois foi-se tornando cada vez mais difícil. E depois impossível. Mas ao ver esta tua estratégia desavergonhada, as declarações de hoje, a miséria a que tudo isso chegou, ao que chegaste, lembro-me que não sou Visconde. Sou um gajo dos Olivais. E os meus antepassados vieram das courelas, há não importa quantas gerações. Portanto Bruno, diante desta tua aldrabice toda, vai para à merda, pá! E leva contigo esse sacana do Quintela, aldrabões do c ... 

 

4 comentários

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    jpt 25.06.2018

    É isso mesmo. Espantoso e tétrico, mostrando um ambiente social que é preocupante.
  • Sem imagem de perfil

    Maria 26.06.2018

    Espantoso e tétrico. Só agora?
    Bem mais espantoso e tétrico era antes. Quando quem via tudo isto a vir, galopante, era uma minoria incompreendida (apupada, insultada etc etc - por cima dos aplausos de quem não via). Na altura era bem mais espantoso e tétrico. Para esses. Como sempre acontece quando se tem razão (e visão) antes do tempo.
    Bom, antes tarde do que nunca mas é esquisito ler quem estava do "outro" lado (e não via o espantoso e tétrico então) escrever agora exaustivamente sobre os outros que menos não são do que eles foram). Para "conheceres o caminho pergunta a quem está de regresso" diz um ditado chinês. Ninguém melhor do que quem entendeu, gostou, aplaudiu, incentivou, habilitou Bruno de Carvalho a ser como era (e é) para entender, na minha opinião, aqueles que ainda se agarram a algo para o continuar (ou começar) a fazer. Tétrico e assustador é parecer assim tão inconcebível. É que - o volte face - não foi assim há tanto tempo...
    (peço desculpa por ser o comentário dissonante mas acho que estarmos sempre a bater na vítima e não no criminoso não ajuda ninguém e ainda menos o Sporting que precisa de todos)
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    jpt 26.06.2018

    Maria não concordo com o seu texto, e por várias razões. Em primeiro lugar detecto-lhe uma moralização um bocado abusiva (tipo: apoiaste, agora cala-te). Isso é uma tresleitura do acontecido. É certo que alguns virão dizer que BdC sempre foi assim, que nada mudou, e que sempre perceberam o que ele era, o que era o projecto e por isso nunca o apoiaram.
    Já fiz a minha mea maxima culpa neste blog, escrevi ("exaustivamente" como diz) sobre isso, e até explicitei como o apoiei contra a opinião de um querido amigo com o qual partilhava um blog (não clubístico). Ou seja, assumi essa dimensão do "burro fui, burro sou", o que me deveria condenar ao silêncio (pelo menos periódico, sazonal, uma cura de silêncio, uma pena pelas burrices que andei a dizer).
    Mas em segundo lugar essa sua posição esconde um aspecto: é que, de facto, a postura e a actividade de BdC alterou-se, tal como se alteraram as circunstâncias. Quando ele chega à presidência o que os sportinguistas poderiam fazer era descabelar-se pelas pessoas que haviam ocupado o posto (Bettencourt e Godinho Lopes) e pela situção que o clube vivia. Mas para além disso ele transformou-se, e muito. Se correr este blog, com alguma paciencia e tempo, de finais de 2017 até agora, verá como um conjunto muito diversificado de pessoas, veio notando isso. Por pior que V. o entendesse antes, ele ou se transformou (para os mais crentes) ou se desvendou (para os mais cépticos). E dimensões da sua personalidade e da sua concepção do exercício do poder vieram (mais?) a lume. E nisso é normal que as pessoas tenham mudado de opinião (de forma absoluta ou relativa). E que falemos disso. Até para evitarmos cair em erros semelhantes no futuro - tanto no Sporting como nas outras dimensões da vida. Portanto não vejo qualquer ilegitimidade ou imoralidade em falar do assunto - em particular se, como muito o fiz neste blog, recordar como eu (e tantos sportingusitas) apoiámos este presidente E reparará que até agora, neste próprio postal, eu faço uma ligação que permite ver como até à alguns meses eu apoiei este presidente
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