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És a nossa Fé!

Paulinho soma e segue: já vão quatro

Sporting, 1 - Famalicão, 0

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Paulinho, com três jogos sempre a marcar, vai sendo um sério candidato a lugar na selecção

Miguel A. Lopes / EPA

 

Alguns adeptos andam descontentes. Ainda não consegui perceber porquê. Vamos com nota máxima nesta temporada, assim chegamos ao fim de Agosto. Três vitórias, nove pontos, estamos no topo do campeonato. Há um ano, na mesma fase, seguíamos só com quatro pontos. Menos de metade do que somamos agora.

Todos os jogos têm merecido nota artística? Não. Actuação irrepreensível dos nossos jogadores? Também não. Mas o essencial vai-se cumprindo: ganhar sempre, nem que seja por um golo de diferença.

E foi isso que voltou a acontecer, anteontem, no Estádio José Alvalade. Recebemos uma equipa tradicionalmente muito difícil, o Famalicão, e cumprimos o objectivo. Triunfo tangencial, tal como os anteriores - desta vez por 1-0. Com a vantagem óbvia de ser o primeiro em que marcamos sem sofrer nenhum. É um progresso que se regista.

 

Para esta recepção à equipa minhota, Rúben Amorim convocou aquele que é talvez o melhor onze leonino do momento: Adán; Diomande, Coates, Gonçalo Inácio; Esgaio, Morten, Morita, Nuno Santos; Pedro Gonçalves, Paulinho e Gyökeres. Na tribuna, assistindo à partida, o jovem Fresneda, vindo do Valladolid. No próprio dia da sua chegada a Lisboa, já contratado pelo Sporting. Deverá ser ele o novo titular da ala direita.

Novidade: a estreia como titular de Morten Hjulmand, o reforço nórdico que veio suprir uma lacuna aberta com a partida, em Maio, de Ugarte. Estávamos a precisar muito dele. A posição de médio defensivo, sobretudo num meio-campo a dois como Amorim tanto gosta, é fulcral. E o internacional dinamarquês, vindo do Lecce, parece ter sido bem escolhido: desempenhou com inegável competência a missão que lhe foi confiada, actuação a merecer nota alta. Nomeadamente na articulação com Morita: vendo-os jogar, nem parece que só se conhecem há poucos dias.

 

Mas o destaque principal vai para Paulinho. Marcou mais um golo decisivo - o que nos valeu a conquista dos três pontos. Apontado aos 52', à ponta-de-lança (sim, agora justifica-se mesmo chamá-lo assim), na cobrança de um livre, por Nuno Santos, a castigar falta sobre o infatigável Gyökeres. Com este, o ex-Braga já leva quatro golos apontados em apenas três rondas do campeonato. Na Liga 2022/2023 só à 26.ª jornada conseguiu esta marca.

Confirma-se, portanto, que lhe faz bem esta parceria recém-estabelecida com o internacional sueco. Gyökeres desta vez não marcou, mas foi um dos obreiros desta vitória. Parece estar em todo o lado, lá na frente. Faz de interior, faz de extremo, faz de segundo avançado, faz de ponta-de-lança. Trabalha para a equipa, com indiscutível mérito. 

Na tribuna de Alvalade estava o seleccionador Roberto Martínez. Paulinho, se continua assim, será um sério candidato à equipa das quinas, na qual já actuou.

Outro jogador que justifica elogio: Coates cumpriu aqui a sua melhor partida até ao momento na Liga em curso. Comandante da defesa, impecável nas recuperações. Bem coadjuvado por Diomande (outra excelente contratação da SAD leonina) e Gonçalo Inácio. Termos o meio-campo mais calibrado ajuda muito. 

 

Quem não tivesse visto o jogo, reparando só no resultado, ficaria a pensar que foi tremido para nós. Puro engano. O Sporting foi sempre a equipa dominadora e tudo fez para ampliar a vantagem. Que só não aconteceu porque o guardião famalicense, Luiz Júnior, fez enormes defesas. Impedindo golos a Paulinho (19'), Gyökeres (65') e Daniel Bragança (85'). Além de ter visto, sem intervir, um livre de Pedro Gonçalves levar a bola à barra (49'). 

A verdade é que o Famalicão - talvez a quinta melhor equipa portuguesa do momento - viu-se incapaz de criar oportunidades de jogo em todo o desafio, de tal modo foi neutralizado pelo Sporting. Nem parecia o mesmo emblema que derrotou o Braga, na Pedreira, na jornada inaugural.

Em suma, nesta ronda não necessitámos de estrelinha. Bastaram o talento, o mérito, a vontade e a garra dos nossos jogadores. 

É isso que lhes pedimos. É isso que lhes exigimos. Vencer sempre, superar todos os obstáculos. Que seja pela margem mínima, tanto faz. A gente não se importa.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Praticamente sem trabalho: limitou-se a estar atento entre os postes. Nos minutos finais, correspondendo a um pedido expresso do treinador, lançou bolas na profundidade. Fez bem.

Diomande - Consegue ser muito seguro mantendo-se imperturbável. Como se ser central do Sporting fosse a tarefa mais fácil do mundo. Forma bom trio com os colegas na linha defensiva.

Coates - O capitão regressou à boa forma. Atento, interventivo, comandante indiscutível da linha mais recuada. Fez sete recuperações. Uma delas mesmo ao cair do pano, aos 90'+7.

Gonçalo Inácio - Está a praticar um futebol mais solto e criativo, potenciando as suas qualidades na construção como central do lado esquerdo. Alguns lapsos menores não lhe roubaram o brilho.

Esgaio - Actuação esforçada na primeira parte, em que foi o ala com maior propensão ofensiva. Faltou-lhe fazer a diferença nos cruzamentos. Acusou fadiga física na segunda parte.

Morten - O reforço dinamarquês estreou-se como titular e vai certamente ser dono da posição de médio defensivo. Sempre em jogo, com passes precisos e de cabeça bem levantada. 

Morita - Boa parceria com Morten, dando solidez e consistência ao nosso meio-campo. Compete-lhe a ligação à linha avançada. Sabe conduzir a bola e pensar o jogo. Trabalha para a equipa.

Nuno Santos - Exibição pálida, talvez por não estar ainda em plena forma desde que voltou da lesão. Muito contido a subir no corredor esquerdo. Mas foi ele a marcar o livre que deu golo.

Pedro Gonçalves - Ainda nos deve uma exibição de encher o olho nesta Liga. Continua meio trapalhão, meio apático. Bateu bem um livre: a bola foi à barra. Mas falhou golo fácil (90'+4).

Paulinho - A figura do jogo. Nunca se exibiu tão bem no Sporting. Muito perto de marcar aos 19' (defesa aparatosa de Luiz Júnior). Meteu-a lá dentro, de cabeça, aos 52'. Está imparável.

Gyökeres - O avançado sueco é um todo-o-terreno. Vai a todas, não desiste de um lance. Derrubado em falta, sacou livre que nos valeu golo. Esteve muito perto de marcar ele também.

Geny - Entrou aos 60', rendendo Nuno Santos. Seis minutos depois rumou ao seu lugar, na ala direita, onde teve exibição muito positiva. Construiu lance de golo para Pedro Gonçalves (90'+4).

Matheus Reis - Substituiu Esgaio aos 66'. Mas actuou no corredor esquerdo, seu posto natural. Não inventou, não atrapalhou, não improvisou. Ajudou a manter posse de bola, tarefa útil.

Daniel Bragança - Regressado de lesão, entrou aos 84', rendendo Morten. No minuto seguinte esteve perto de marcar com remate de pé direito. Soube segurar a bola e entregá-la com critério.

Trincão - Entrou aos 84', substituindo Paulinho. O resultado estava construído, o essencial estava feito. Mal se reparou nele.

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