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És a nossa Fé!

Os teus murros, Coentrão

Também dei uns socos, Fábio. Estivesse eu nas tuas chuteiras e, como tu, teria atirado os punhos contra o banco de suplentes, com tantas ou até mais ganas que tu. Acontece que, longe do Bonfim, e das câmaras de TV, as minhas mãos fechadas acabaram com ruidoso estrondo na porta de um armário que cá tenho em casa. Safou-se a televisão, menos mau.

No entanto, mais que a confidência das pedras que lancei (que as dores, essas não as escondo), interessa-me, sim, deter-me nas tuas. Nas que tu arremessaste.

És um campeão. Ganhaste títulos, muitos. Mas eu percebo-te. Chegaste à glória do futebol nacional com equipas lideradas pelo mesmo timoneiro que ontem, em Setúbal, comandava o banco que esmurraste. Com ele ao leme das equipas que te puseram no Olimpo do futebol português entravas em campo e limpavas tudo. Varrias a lateral esquerda com soberba e confiança inabaláveis, ao mesmo tempo olhavas para a lateral direita e para o centro do terreno e vias, em linha contigo, um rolo compressor imparável, inesgotavelmente alimentado com ambição desmedida e insaciável fome de golos. Percebo-te, Fábio. Por isso pergunto-me se os murros que deste foram, afinal, contra a alma chata da tua equipa e na qual, digo-te, tantas vezes fazes a diferença. Dá um gozo tremendo ver-te a varrer o corredor esquerdo. 

Terás tu dado uns selos no calculismo, no resultadismo, na manha, na contenção, no cinismo que o mister hoje prefere pôr na batalha? Socaste tu a falta de ambição do Jesus, o gestor da vantagem mínima sobre o penúltimo da tabela? Foi isso? Se foi, então, estamos no mesmo barco. A diferença é que tu podes descarregar no banco de suplentes e eu numas coisas do IKEA. 

 

PS. Fiz um esforço enorme, mas, com franqueza, não vi o Luís Filipe Vieira mandar sair de jogo o Rúben Ribeiro e a pôr o Battaglia. Não vi o Janela dar indicações aos nossos de que a anorética vantagem sobre os sadinos era q.b.

Os murros dou-os sobretudo por causa disto: perdemos a liderança por culpa exclusivamente nossa. E agora, receio, estamos mais perto de deixar de depender só de nós.

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