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És a nossa Fé!

Os nossos jogadores, um a um

Jorge Jesus gosta de inovar. E geralmente sai asneira. Voltou a acontecer esta noite, no estádio do Dragão. Com três jogadores ausentes - William castigado, Bruno César e Campbell lesionados - o técnico fez alinhar no onze titular dois jogadores sem o menor entrosamento colectivo nem rotina competitiva no plantel leonino: Palhinha para a posição de médio defensivo, Matheus Pereira para extremo esquerdo.

O problema é que não se tratava de um jogo qualquer: disputava-se um clássico, o FC Porto-Sporting, e neste desafio a nossa equipa apostava a última cartada nesta liga 2016/17. Era um jogo de tudo ou nada. Jogo que começámos a perder logo aos 6', oferecendo um golo à equipa adversária. Aos 40', o FCP ampliava a vantagem e o intervalo chegava sem que o Sporting tivesse feito um só remate.

Na segunda parte Jesus mexeu três vezes na equipa - e sempre para melhor. Fez entrar Alan Ruiz logo no minuto inicial do tempo complementar, substituindo Matheus com larga vantagem. Aos 57', Esgaio passou a alinhar na lateral esquerda, substituindo o medíocre Marvin. E aos 80' Podence rendeu Palhinha, que teve uma prestação esforçada mas sofrível.

Estas três mudanças tornaram ainda mais inexplicáveis as opções iniciais do técnico - sobretudo quando Alan Ruiz marcou um grande golo com um remate de meia-distância, aos 60', fazendo tremer os portistas. Era caso para perguntar por que motivo o argentino permaneceu os primeiros 45 minutos sentado no banco.

O Sporting dominou toda a meia hora final, embora sem conseguir mais golos. Aos 57', Adrien rematou à barra após jogada exepcional de Gelson Martins. E no instante derradeiro Casillas travou um fulgurante cabeceamento de Coates, à queima-roupa, com uma defesa do outro mundo.

Caía o pano. E caíam também as últimas esperanças para o Sporting neste campeonato para esquecer. Ou para lembrar.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Sem culpas nos golos, em que voltou a ser traído pela habitual incúria dos seus colegas, não foi muito solicitado. No quarto de hora final procurou acelerar a construção do jogo com pontapés longos.

SCHELOTTO (5). Costuma correr muito, mas raramente com acerto. Voltou a ser apanhado diversas vezes desposicionado, o que já não surpreende. Mas anulou algumas investidas de Brahimi pelo seu flanco.

COATES (6). Esteve no pior, ao falhar a intercepção a Soares no segundo golo, e no melhor, com dois excelentes remates na sequência de cantos. O segundo, mesmo no fim do jogo, levava selo de golo. Casillas defendeu.

RÚBEN SEMEDO (4). Batido em velocidade por Soares no segundo golo portista, ocupava o mesmo sector do terreno que o colega uruguaio, o que revela descoordenação entre os centrais. Corte providencial aos 75'.

MARVIN (2). Displicente, abriu avenidas que procurou compensar com faltas. Corona fez-lhe um nó no primeiro golo. Aos 29' já tinha um amarelo. Aos 55' merecia ter recebido outro. Jesus deu-lhe ordem de saída logo a seguir.

PALHINHA (4). Estreia num clássico pela equipa principal. Acusou nervosismo na posição habitual do ausente William. Tem culpas evidentes no primeiro golo, desposicionado no segundo. Melhorou na segunda parte. Saiu aos 80'.

ADRIEN (6). Talvez o mais inconformado dos sportinguistas, percorreu quase o campo todo procurando abrir linhas de passe para os colegas. É cada vez mais um polivalente. E também remata. Aos 57' fez a bola embater na barra.

GELSON MARTINS (7). Marcado por Alex Telles na primeira parte, soltou-se na segunda. Protagonizou jogada de excelência aos 57', ultrapassando quatro adversários. O lance do golo começa nos pés dele. Aos 66' rematou por cima.

MATHEUS PEREIRA (4). Sem rotinas, foi lançado como factor surpresa por Jesus no onze titular leonino. Tinha tudo para dar errado. E deu mesmo: o jovem esforçou-se mas sem sucesso. Acabou por sair ao intervalo.

BRYAN RUIZ (6). Exibição regular do costarriquenho, com bons apontamentos em que evidenciou a sua qualidade técnica. Evidenciou-se na marcação de cantos e livres. Só causou perigo aos 49', com um cabeceamento à baliza.

BAS DOST (5). O seu melhor momento aconteceu numa recepção de bola aos 60', seguida de passe que funcionou como assistência para o golo de Ruiz. De resto o holandês esteve sempre dominado pela muralha defensiva do FCP.

ALAN RUIZ (7).  Entrou demasiado tarde, só na segunda parte. Imprimiu dinamismo à equipa mal entrou em campo, com passes muito bem medidos. Aos 60' marcou o golo leonino com um forte remate de meia-distância.

ESGAIO (6). Entrou muito bem aos 57, para o lugar de Marvin. Excelente arrancada pelo corredor esquerdo culminada com um cruzamento milimétrico aos 66'. Boa recuperação aos 89'. Bem melhor do que o holandês.

PODENCE (6). Estreia absoluta na equipa principal, aos 80', já na fase em que o Sporting tentava quase em desespero empatar a partida. Grande passe longo aos 84', bom lance indiividual aos 89', excelente centro aos 90'. Promete.

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