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És a nossa Fé!

Os milhões perdidos de Rui Patrício (que a Katharina Blum não é chamada para o caso...)

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Defendi Rui Patrício, como tendo a defender todos os que vêm da formação (sorry, Yannick...), ainda antes daquela noite na Madeira linda em que ele defendeu o pénalti e começou a construir a sua lenda. Naquele tempo era bem mais difícil seguir os jogos dos escalões jovens, mas nem por isso me passava despercebido o potencial do adolescente de Marrazes.

 

Defendi Rui Patrício quando muitos dos seus admiradores se lhe referiam por “franguício”. Defendi Rui Patrício quando à custa de inspiração e transpiração conquistou a camisola 1 do Sporting e de Portugal.

 

Defendi Rui Patrício quando fez grandes defesas e também quando cometeu graves erros. Defendi Rui Patrício quando deu a todos os portugueses o título europeu e quando ajudou a que o Sporting fizesse tão boa figura nos jogos da última temporada disputados contra os gigantes Juventus, Barcelona e Atlético de Madrid. Até defendi Rui Patrício quando o seu descalabro exibicional coincidiu com o descalabro da equipa inteira.

 

Defendi Rui Patrício quando acéfalos lhe fizeram chover projécteis no derby e quando foi atacado cobardemente em Alcochete.

 

Não defendi, mas compreendi, que tivesse vontade de mudar de vida bastante para rescindir com alegada justa causa. Não defendi, mas tentei compreender, que tenha assinado pelo clube barriga de aluguer de Jorge Mendes em Inglaterra, indexando a resolução do seu problema a interesses (eventualmente justos e certamente litigáveis) milionários do supracitado empresário.

 

Só não me peçam para defender, compreender ou sequer tentar compreender que se tenha Rui Patrício por enorme benemérito por ter abdicado de receber cinco milhões de euros virtuais, contratualizados no instante em que assinou um vínculo com o Wolverhampton que poderia ou não vir ser a considerado válido. Isso é de profundo mau gosto numa história em que o Sporting fica com alguns milhões para pagar os dedos que ficaram e Mendes sai a ganhar.

 

A Rui Patrício, muito sinceramente, desejo a maior das sortes. Merece um grande clube, tão grande quanto os maiores da Europa. Como aquele de onde saiu.

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