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És a nossa Fé!

Os melhores golos do Sporting (26)

Golo de FIGO

Benfica-Sporting 

18 de Dezembro de 1993, estádio da luz

 

Na madrugada de 15 de Dezembro de 1993, vindo de um jantar em homenagem a Bobby Robson, saudoso treinador que acabara de ser despedido de forma irreflectida pelo nosso mais instável presidente, Cherbakov - um extraordinário jogador russo, já aqui relembrado nesta série dos melhores golos com um soberbo golo a passe de Balakov - sofre um brutal acidente de automóvel, por desrespeitar um sinal vermelho. Tragicamente fica paralisado pondo fim a uma carreira que já na altura era uma certeza.

Recordo-me do ambiente pesadíssimo dos dias seguintes, de Carlos Queiroz, acabado de chegar a Alvalade, a tentar transmitir toda a confiança, tanto a Cherbakov como aos restantes jogadores do plantel. Foi uma semana terrível e para culminar o Sporting deslocava-se à casa do seu maior rival no fim-de-semana seguinte, o acidente foi a uma quarta-feira. Vínhamos também do famoso verão que culminou com a chegada de Paulo Sousa e Pacheco, que tinham rescindido os seus contratos com o benfica por fax. Faxe que era o nome se não estou em erro de uma marca de cerveja (dinamarquesa?) e de forma irónica se tornou o nosso patrocinador dessa época.

A ida ao estádio da luz, o antigo, não ao pré-fabricado actual, revestia-se assim trágica, num ambiente único, pesado. A equipa do Sporting estava animicamente de rastos, tinha perdido um dos seus melhores jogadores mas acima de tudo Cherbakov era, continua a ser, uma excelente pessoa, que a todos contagiava com a sua boa disposição.

O golo que aqui recordo é desse jogo. Marcado por Figo. O golo em si não é dos mais bonitos, não tem uma dificuldade extrema, trata-se de uma bela antecipação ao guarda-redes do benfica na marcação de um canto. São os festejos que me marcaram. É a expressão de raiva de Figo a gritar o diminutivo Cherba, é o rosto de todos os jogadores do Sporting, que festejam um golo na casa do seu maior rival mas que não têm ali a cabeça. Pensam apenas no seu colega de 22 anos que está sem se mexer na cama de um hospital. E sabem que assim ficará para sempre.

 

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