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És a nossa Fé!

Os melhores golos do Sporting (25)

Golo de NICULAE

Sporting-Milan 

6 de dezembro de 2001, Estádio José Alvalade

 

A época começou meio atabalhoada, com umas derrotas inesperadas e jogos inseguros. Mas a coisa lá se encarreirou e viríamos a acabar em grande, com a conquista do nosso último campeonato e mais uma Taça de Portugal. Será sempre a época do Jardel e do João Pinto, que juntos marcaram mais de 50 golos. Mas também será sempre a época de Marius Niculae, o judoca romeno que trocou os cinturóes do judo pela bola de futebol. Acabado de chegar ao Sporting, marcou um golo memorável no primeiro jogo do campeonato frente ao Porto, que nos valeu a vitória. Esse golo, pleno de sentimento e raça, já foi escolhido e maravilhosamente descrito nesta série pelo Francisco Melo. Podem recordá-lo aqui.

Na Taça Uefa, há um jogo que eu não me esqueço: frente aos desconhecidos suecos do Halmstad demos uma cabazada de seis golos, honrando os pergaminhos do Sporting em cabazadas uefeiras. Não me esqueço desse jogo mas não é pelos golos, é porque foi na segunda parte, numa curva sul meio deserta, que foi inventado o cântico desses anos. Com o jogo ganho, o líder do megafone foi inventando palavras de ordem que juntas acabaram por ficar "só eu sei porque não fico em casa". A verdade é que quem lá estava teve a noção que aquilo ficava no ouvido e que era um cântico recém-nascido com longa vida por vir.

Na eliminatória seguinte da Taça Uefa, os oitavos de final, calhou ao Sporting o Milan. Não era um Milan qualquer. Era o Milan de Costacurta, Shevchenko, Inzaghi, Gattuso e Rui Costa. Apesar de não ter sido uma época brilhante para o Milan, chegou para nos derrotar em Milão por dois golos sem resposta. Mesmo assim, jogámos bem em Itália, com várias oportunidades falhadas. Acreditei que podíamos passar a eliminatória em Alvalade e lá fui ver o jogo preparado para o melhor.

A primeira parte fez-se com o Sporting ao ataque. O golo parecia que ia acontecer. Afinal, já tínhamos Jardel e João Pinto em ação. Precisávamos de dois. Mas sem o primeiro nada feito. Passado o intervalo, a bola lá chega a Jardel e este assiste de cabeça devagarinho para a bola pingar fora da grande área do Milan, mesmo de frente para a baliza adversária. Niculae apanha a bola e sem meias medidas nem medidas nenhumas remata de primeiríssima com o seu esquerdo pé canhão para o fundo das redes do Milan. Um golão em qualquer lado do mundo que pôs Alvalade a cantar o novo cântico e a esperar pela passagem na eliminatória. É um dos meus golos preferidos de sempre porque estava completamente convencido que íamos eliminar o Milan (ah, as ilusões de juventude...) e porque gostava muito de ver como Niculae jogava orgulhoso e alegre com a camisola do Sporting.   

Há golos que mereciam melhor sorte. E jogadores também. Este golo de Niculae serviu de pouco, pois acabaríamos por ser eliminados sem marcar o segundo golo e até sofrendo um golo do Milan já perto do final. Quanto a Niculae, senhor do fabuloso pé esquerdo canhão e também de um cântico próprio (o famoso Marius Niculae pô pô rô pô pô) é o que se sabe: ainda antes do ano de 2001 acabar, num agressivo lance lá para meados de dezembro, ficou com o joelho esquerdo desfeito e nunca mais foi o mesmo. Com grande pena minha. Podia ter tido outra carreira e ser ainda hoje escolhido para esta série com outros melhores golos do Sporting. Perdeu-se um jogador e também um pouco a memória deste golo, que nunca é muito recordado.  

 

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