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És a nossa Fé!

Os melhores golos do Sporting (22)

 

Golo de JOÃO MORAIS

Sporting-MTK, final da Taça das Taças

15 de Maio de 1964, Estádio do Duerne (Antuérpia, Bélgica)

 

Há golos do Sporting que, mesmo não tendo sido testemunhados em directo por qualquer de nós, fazem parte do nosso património afectivo. São golos que se integram na tradição oral dos adeptos leoninos, cujo relato é transmitido de avós para netos, de pais para filhos.

Golos que jamais se apagarão do nosso imaginário colectivo.

 

Talvez o mais memorável desses golos - que até teve direito a canção e entrou no léxico comum dos portugueses - foi o do "cantinho do Morais". Um golo de execução perfeita, do ponto de vista técnico, e que selou a conquista do mais precioso troféu futebolístico internacional até hoje conquistado pelo nosso clube: a Taça dos Vencedores das Taças, disputada contra os húngaros do MTK de Budapeste num estádio de Antuérpia, segunda maior cidade belga.

Eu não vi esse jogo mas sei tudo sobre ele. Sei que foi precedido de outro desafio com a mesma equipa finalista que resultou num empate 3-3. Sei que culminou o mais brilhante percurso competitivo do Sporting em futebol no plano internacional, com outros confrontos míticos: os  5-0 em Alvalade frente ao Manchester United de Bobby Charlton, Dennis Law e George Best; os 16-1 contra o Apoel de Chipre, ainda hoje registada como a maior goleada de sempre nas competições europeias.

 

A finalíssima ocorreu escassas 48 horas após a final disputada no estádio do Heysel, em Bruxelas: mal houve tempo para recuperar forças. Morais, que era defesa esquerdo, alinhou neste encontro decisivo na posição de avançado - alteração impensável nos dias de hoje.

Iam decorridos 19 minutos quando marcou o canto. A bola, muito bem colocada, descreveu um arco e aninhou-se nas redes do guardião húngaro perante a euforia dos sportinguistas que acompanhavam o jogo no local ou através das imagens televisivas ou dos relatos radiofónicos. À chegada a Lisboa, a nossa equipa foi recebida por caloroso banho de multidão. Vários dos jogadores que participaram nessa final continuam entre nós e bem podem testemunhar isso - Carvalho, Pedro Gomes, Alexandre Baptista, José Carlos e Figueiredo, por exemplo. Ou Hilário, titularíssimo como lateral direito mas que não pôde jogar em Antuérpia por ter fracturado a tíbia e o perónio cinco dias antes, contra o Vitória de Setúbal.

 

Morais - que viria a brilhar dois anos mais tarde, no Mundial de Inglaterra - já não está connosco. Mas a memória do seu belo golo perdura através das gerações como um toque de eternidade. Também disto é feita a magia do futebol.

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