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És a nossa Fé!

Os melhores golos do Sporting (18)

Golo de ACOSTA

Sporting-Porto, 2-0

18 de Março de 2000, Estádio José Alvalade

 

Quando, no jantar em que surgiu a ideia desta série, chegou a minha vez, vieram-me à cabeça dois golos. O primeiro, que apenas vou mencionar, foi o segundo dos três que António Oliveira marcou ao Dínamo de Zagreb em 1982, para a Taça dos Campeões Europeus, numa noite absolutamente mágica do próprio Oliveira, à frente da melhor equipa que alguma vez vi envergando a camisola do Sporting - aquela que tinha acabado de ser campeã e contava, para além de Oliveira, com Jordão, Manuel Fernandes, José Eduardo, Inácio, Eurico, Meszaros ou Carlos Xavier (só de memória). Foi o último campeonato antes dos célebres 18 anos de seca.

 

O outro golo, o qual acabei por escolher para a série, foi precisamente um dos momentos marcantes do fim dos 18 anos: o golo de Alberto Acosta contra o Porto, em Alvalade, depois de uma primorosa "assistência" de Secretário, o nosso tripeiro favorito. O campeonato tinha começado em tradicional estilo Sporting, já aparentemente afastado do título em Novembro (5º lugar à 10ª jornada, a cinco pontos do então líder, o Benfica) e tendo mandado à malvas um treinador (Materazzi). Mas, com o Inácio, as coisas tinham começado a compôr-se. Nesse ano, eu tinha desenvolvido uma absurda superstição (tenho muitas relacionadas com o Sporting, todas absurdas e geralmente infrutíferas): não queria ver os jogos nem saber de nada até terem acabado; por isso, não ia ao estádio, não via os jogos na televisão, não ouvia relatos. No sábado do jogo, tinha-me juntado com um grupo de amigos em casa de um deles, em Telheiras, ao pé do estádio. A meio da tarde, começou-se a gerar um movimento para irmos ver o jogo: se ganhássemos, passávamos para a frente do campeonato. Eu disse que não queria ir, porque dava azar mas, perante a natureza inexplicável da superstição, lá acabei por ceder e lá nos pusemos a caminho do velho Alvalade.

 

Quem se lembra sabe que o golo do Acosta nem sequer foi o melhor do jogo. O melhor foi o 1-0, pelo André Cruz, num dos seus famosos livres directos. O primeiro de uma longa série. Toda a gente dizia que marcava livres incríveis nos treinos. Mas, em jogo, ainda não se tinha visto nada. Não podia ter escolhido melhor altura para inaugurar a série (o resumo do jogo, mais abaixo, mostra este golo também).

 

Mas o melhor momento veio pouco depois. Foi mais ou menos assim: o Acosta leva uma charutada qualquer de um daqueles porteiros de discoteca que varriam tudo à frente do Baía (o Jorge Costa, talvez), cai e fica por ali, não muito longe da grande área do Porto. O Porto tem a bola, numa situação completamente inofensiva para qualquer das partes. Até que Secretário, no único momento de génio da sua carreira, assiste Acosta, que fuzila Baía de longe (mais ou menos 5' 20" no vídeo). Foi essa assistência que valeu o pequeno culto a Secretário durante anos, sempre profusamente aplaudido de cada vez que o Porto ia a Alvalade.

 

Nessa noite acreditei que íamos ser campeões. Em Maio, éramos campeões. No mesmo mês, nascia o meu primeiro filho. Era o primeiro ano do século XXI. Eu achava que tudo era possível. Como estava enganado...

 

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