Os “homens negros” do futebol!
Há muitos anos o tema das conversas das segundas-feiras pelos “paineleiros” de café versava, naturalmente, as incidências do futebol do fim de semana. Os golos marcados e falhados, os jogadores, as opções do treinador, as jogadas, as defesas, um ror de acontecimentos.
Hoje, porém, a discussão recaí quase sempre sobre as mesmas personagens: os árbitros. Os homens do apito passaram de figuras quase anónimas para actores principais retirando, na maioria das vezes, aos verdadeiros intérpretes o mérito e o valor das suas jogadas.
Trago este tema a lume porque Bruno de Carvalho apresentou diversas propostas para uma melhoria do nosso futebol. Entre elas apareceu o sorteio dos árbitros numa tentativa, quiçá quixotesca, de evitar (estranhas!!) influências de alguns dirigentes desportivos na escolha dos homens de negro.
Tenho a perfeita consciência de que na arbitragem, tal como na vida, há pessoas muitos competentes e outras menos capazes. E é nesta última situação que é necessário, desde já, perceber como é que alguns árbitros chegaram à primeira categoria… Provavelmente começa aqui o verdadeiro problema. Mas adiante…
Em face do que tenho lido sobre o tal sorteio, concordo que ambas as partes – prós e contras – apresentam razões muito válidas para as suas defesas. Melhores árbitros para os jogos mais importantes, envolvam ou não os três grandes, ou sorteio puro e simples com a limitação de arbitrar mais que x jogos onde entre a mesma equipa.
A tentativa do actual presidente do Sporting em expurgar o negócio do futebol de alguns exageros e influências é bem vista por uma grande maioria de clubes. Estranho, todavia, que alguns clubes de grande implementação não afinem pelo mesmo diapasão. Porque será?
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