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És a nossa Fé!

Os destaques: Renan, Bruno, Jovane

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Quarto jogo da pré-temporada: continuamos sem vencer. Derrota e empate no estágio suíço; derrota (0-1) contra o Estoril em Alcochete, há quatro dias. Desta vez (ontem à noite) o adversário foi o Club Brugge, no estádio desta equipa belga. O desafio chegou aos 90 minutos empatado.

Marcel Keizer fez alinhar um onze titular só com dois portugueses e um par de jogadores claramente fora de posição: Ilori, que é central de raiz, actuou como lateral direito (havendo Thierry no banco), e Vietto voltou a ser encostado à linha, como hipotético ala esquerdo (que nunca foi enquanto esteve em campo, durante toda a primeira parte), posto em que o técnico belga insiste em colocá-lo apesar de o argentino já ter declarado que prefere alinhar como segundo avançado.

 

Com uma defesa improvisada (na lateral esquerda estava Conté, face às ausências de Borja e Acuña, enquanto o reforço Luís Neto rendia Coates, ainda em férias), sucederam-se os lapsos no sector mais recuado. De um deles resultou o golo inaugural dos belgas, logo aos 16'. Culpa dobrada de Conté: primeiro perde o confronto individual com o extremo, depois coloca-o em jogo quando os colegas avançam em bloco.

À frente as coisas não corriam melhor, com a equipa a depender do talento e do esforço de Raphinha e sobretudo de Bruno Fernandes. Num lance de articulação entre ambos resultou o golo do empate, após carga sobre o brasileiro que mereceu o castigo máximo. O capitão, chamado a converter já no período extra do primeiro tempo, meteu-a lá dentro. É o terceiro golo que aponta nesta pré-época.

 

Keizer soube detectar os pontos fracos da equipa. Ao intervalo, retirou os piores elementos em campo, o atarantado Vietto e um inútil Bas Dost, e mandou avançar Jovane e Luiz Phellype. A diferença notou-se de imediato: um ataque mais móvel, maior pressão sobre a construção ofensiva do Brugge e sobretudo preenchimento da ala esquerda, que permanecera desaguarnecida durante todo o primeiro tempo, o que sobrecarregou a tarefa de Conté (Vietto, está visto, detesta participar no processo defensivo).

Bastaram oito minutos: servido pelo inevitável Bruno Fernandes, Jovane marcou o nosso segundo. Um belo golo, misto de técnica e força, em que fez sentar um defesa adversário antes de desferir um potente remate com o seu pé direito. 

Infelizmente foi também o jovem caboverdiano a cometer o penálti de que resultaria o golo do empate do Brugge, aos 62'. Renan, ainda em campo, foi incapaz de travar a bola. Mas fez três enormes defesas: duas consecutivas aos 65', outra aos 71', pouco antes de ceder o lugar a Maximiano e Keizer ordenar uma catadupa de substituições. Sem o guarda-redes brasileiro, teríamos perdido 2-4 em vez de empatarmos 2-2. Voto nele como melhor em campo.

 

Para efeitos de atribuição de um troféu, houve marcação de grandes penalidades após o apito final. Aqui perdemos: só conseguimos converter três em seis - por Luiz Phellype, Plata e Jovane (que assim bisou). Falhanços consecutivos de Miguel Luís, Eduardo e Daniel Bragança (em estreia absoluta pela equipa principal).

Há que rever prioridades e processos, evitando a repetição dos mesmos erros - algo que analisarei noutro texto: este já vai demasiado longo. E há que começar a testar sem demora o onze titular para a mais que previsível ausência de Bruno Fernandes. Esta equipa leonina está tão dependente dele que sofrerá uma crise de orfandade no dia em que o nosso capitão rumar a outras paragens. Quanto mais cedo se perceber isto, melhor.

 

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Os jogadores, um a um:

 

Renan (29 anos).

Mais: três enormes defesas, duas das quais ao nível do solo - costumam ser as mais difíceis.

Menos: fez falta no final, para defender os penáltis da equipa belga.

Nota: 8

 

Ilori (26 anos).

Mais: impediu in extremis a bola de entrar, aos 65'.

Menos: foi lateral adaptado: torna-se evidente o seu desconforto nesta posição.

Nota: 5

 

Neto (31 anos).

Mais: com Coates ausente, transmite segurança no eixo da defesa: desarme impecável aos 39', travando investida adversária.

Menos: aliviou para zona de alto risco no lance do primeiro golo belga.

Nota: 6

 

Mathieu (35 anos).

Mais: acorreu a inúmeras dobras do desastrado Conté.

Menos: começa a enturmar-se com Neto, mas ainda não faz esquecer a excelente parceria com Coates.

Nota: 7

 

Conté (21 anos).

Mais: muito voluntarioso e esforçado, embora sem esconder a ansiedade.

Menos: revelou défice técnico e posicional: o golo inicial dos belgas nasce de uma perda de bola no seu flanco e abriu uma avenida aos 40', que culminou numa bola ao poste.

Nota: 3

 

Idrissa Doumbia (21 anos).

Mais: boa disciplina táctica, ocupando a zona que lhe está destinada sem inventar nem improvisar.

Menos: algum receio de progredir com a bola dominada.

Nota: 6

 

Wendel (21 anos).

Mais: tentou pôr a boa técnica individual ao serviço da equipa, como se viu num bom passe para Bruno aos 74'.

Menos: demora a soltar a bola, ainda não recuperou a boa forma do final da época anterior.

Nota: 5

 

Bruno Fernandes (24 anos).

Mais: marcou o primeiro golo, aos 45'+2, de grande penalidade, e foi dele a assistência para o golo de Jovane. Um grande livre apontado aos 27'.

Menos: falhou mais passes do que nos tem habituado.

Nota: 7

 

Raphinha (22 anos).

Mais: carregado em falta após receber a bola de Bruno Fernandes, é deste lance que nasce a grande penalidade - e o nosso primeiro golo. Também participou na construção do segundo.

Menos: eclipsou-se na segunda parte, provavelmente por fadiga.

Nota: 6

 

Vietto (26 anos).

Mais: alguns apontamentos, demasiado esparsos, que denotam capacidade técnica do argentino que é apresentado como reforço do Sporting.

Menos: ainda não demonstrou capacidade de remate bem colocado. Nulo nas tarefas defensivas, o que dificultou a missão de Conté na ala esquerda.

Nota: 4

 

Bas Dost (30 anos).

Mais: fez duas tabelinhas.

Menos: praticamente não se deu por ele, andou sempre escondido, parece desligado da equipa.

Nota: 2

 

Jovane (21 anos).

Mais: jogou a segunda parte, rendendo Vietto. Marcou um grande golo, aos 53', neutralizando as marcações. Nos penáltis finais, também não vacilou.

Menos: cometeu a falta que originou o penálti belga por estar pouco rotinado na manobra defensiva.

Nota: 7

 

Luiz Phellype (25 anos).

Mais: melhorou o nosso jogo de área em comparação com Bas Dost, que rendeu na segunda parte. 

Menos: continua sem marcar, embora pudesse tê-lo feito aos 47' e aos 59'.

Nota: 5

 

Thierry (20 anos).

Mais: em campo desde o minuto 66', mostrou mais aptidão atacante do que Ilori.

Menos: demasiado retraído a defender, com deficiente abordagem em vários lances, o campeão europeu sub-19 tarda em mostrar na primeira equipa os dotes que o projectaram enquanto júnior.

Nota: 4

 

Miguel Luís (20 anos).

Mais: substituiu Idrissa aos 67', terminando o jogo com braçadeira de capitão: foi tacticamente disciplinado enquanto médio de contenção.

Menos: abordagem negligente do penálti, que falhou para efeitos de desempate após o apito final.

Nota: 4

 

Eduardo Quaresma (17 anos).

Mais: rendeu Matheu aos 76', revelando personalidade e confiança no eixo da defesa.

Menos: ficou a sensação de que merecia ter jogado mais tempo.

Nota: 5

 

Eduardo (24 anos).

Mais: substituiu Wendel aos 76', com a missão de reforçar o sector intermédio, tendo procurado cumprir este objectivo com desequilíbrios pontuais.

Menos: falhou penálti no fim.

Nota: 4

 

Maximiano (20 anos).

Mais: em campo desde os 79', transmitiu confiança à equipa e defendeu um penálti na roleta que deu o troféu ao Brugge.

Menos: continua a revelar deficiências na reposição de bola.

Nota: 6

 

Daniel Bragança (20 anos).

Mais: coube-lhe a responsabilidade de substituir Bruno Fernandes, aos 79', nesta estreia na equipa principal em que teve boas movimentações no centro do terreno.

Menos: chamado a converter um dos penáltis finais, mandou a bola ao poste.

Nota: 5

 

Plata (18 anos).

Mais: mexeu com o jogo ao substituir um extenuado Raphinha, aos 79'. Merece jogar mais.

Menos: demasiado individualista em certos lances.

Nota: 5

 

Nuno Mendes (17 anos).

Mais: substituiu Conté aos 80', mostrando-se mais concentrado e acutilante do que Thierry do outro lado.

Menos: teve poucos minutos de jogo: merecia mais.

Nota: 5

 

João Silva (20 anos).

Mais: outra estreia: aparição fugaz, ao render Neto aos 80', merecendo nota positiva.

Menos: falhou um passe, mas sem comprometer a avaliação global.

Nota: 5

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