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És a nossa Fé!

On your marks

A pré-época é sempre uma coisa cansativa: os jogos são a feijões, mas a gente já os sofre como se fossem a sério; será que o Sporting vai jogar o campeonato como jogou com o Gijón ou como jogou com o Utrecht? No final, nada disto interessa, a não ser para o treinador testar o que lhe apetece. Enfim, acabou. Agora, chegam as contas a sério. Como é que eu antecipo a época? Seguem umas notas despretensiosas, divididas pelos "três grandes":

 

1 - Começo pelo Bifica: é o que vai ter de fazer mais rapidamente a adaptação para baixo. Sofreu uma razia previsível. Foram anos de sobreinvestimento, com a ideia de fazer do Benfica outra vez o Benfica dos anos 60. Vieira e Jesus repetiram mais do que uma vez nos últimos cinco anos que queriam fazer uma equipa para ganhar a Champions. Esse foi, claramente, o plano do ano passado, o que lhes permitiu ter o melhor plantel do campeonato, mas, como era visível para todos menos para eles, mesmo assim insuficientíssimo para a Champions e apenas vagamente suficiente para a Liga Europa. O plano de fazer do Benfica outra vez um grande da Europa falhou e agora vem a ressaca. Como vimos na Supertaça, se conseguirem ficar com o Enzo Pérez, o Nico Gaitán e o Salvio manterão um onze-base muito próximo do ano passado. Se não conseguirem é que a porca vai torcer o rabo. Mesmo assim, a grande diferença vai estar no banco (olha a piadola...): vai ser impossível a Jesus ter três equipas de qualidade mais ou menos semelhante prontas a rodar conforme as competições. Vão ter de suar as estopinhas muito mais. Para além disso, depois das loucuras dos últimos anos e da crise do BES, a ameaça de "sportinguização" espreita mesmo.

 

2 - Passo ao Puârto: dados os reforços, o Porto começa a ser falado como o campeão antecipado. Eu teria um pouco mais de calma. Exactamente quem é Julen Lopetegui? O que é que ele já fez assim de tão determinante? Digam o que disserem, estamos perante uma incógnita. Depois, os jogadores. Parece que são bons, embora eu não conheça o suficiente a maior parte deles. Mesmo que sejam bons, provavelmente fazem do Porto uma equipa de 5º ou 6º lugar para baixo do campeonato espanhol, o que quer dizer que também terá de haver um período de adaptação importante sem intérpretes (jogadores e treinador) que garantam qualidade imediata. De qualquer modo, parece que o Porto está a ensaiar uma recuperação desesperada. Numa altura de crise, em que todos os clubes são obrigados a racionalizar despesas, de que poço sem fundo vem o dinheiro? A tentativa de recuperação desesperada tem que ver com o legado que Pinto da Costa quer deixar. O homem está velho e não quer ser lembrado como aquele que criou o Porto como grande potência e depois o destruiu. A parada é altíssima: não só têm de ganhar o campeonato como apontar seriamente às competições europeias. É uma "benfiquização", com o mesmo risco de "sportinguização" no horizonte. Acho que o Porto é o maior ponto de interrogação de entre os três grandes.

 

3 - Enfim, o nosso Sporting: parece, à partida, o mais estável, embora com dois pontos de interrogação importantes: William e Slimani (Rojo também, mas talvez seja menos significativo). Estabilidade não quer dizer melhor equipa. Tudo depende do que acontecer no Benfica, já que o Porto parece ter melhor plantel, embora sujeito às questões do ponto anterior. Mas estabilidade quer dizer que podemos esperar mais ou menos algo de parecido com a época passada, melhorado pela consolidação das rotinas - mais uma vez condicionadas pelo que possa acontecer com William e Slimani - e pelos reforços. Isto garante ao Sporting uma certa competitividade, mas não confiança suficiente para dizer, à partida, que vamos lutar pelo título. Depois, à medida que o campeonato for avançando, logo se verá. Uma coisa parece melhor do que a época passada: o banco; i.e. parece que já conseguimos a duplicação de jogadores para lugares cruciais, o que não nos irá deixar absolutamente aflitos quando um dos titulares não puder jogar, como na época passada. Mesmo assim, tudo foi feito de forma bastante económica, com recursos limitados. O Sporting tem a vantagem (se se pode chamar vantagem...) de já ter sofrido a "sportinguização" antes e de fazer tudo com uma expectativa e uma atitude menos histérica do que os outros dois. A desvantagem da "sportinguização" é a falta de meios, o que resulta no plantel aparentemente mais modesto de entre os três.

 

No final, diria que está tudo bastante aberto. E que ganhe o Sporting!

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