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És a nossa Fé!

O que diz Peseiro

Sou adepto da última tese de Wittgenstein  no seu "Tratactus": "Acerca daquilo que não se pode falar, tem que se ficar em silêncio."

Não assisto aos treinos, não estive na sala quando se decidiram as contratações, nem sequer sei como funciona esse mercado, desconheço os meandros internos das relações de forças do futebol português. Assuntos, portanto, sobre os quais me devo abster de pronunciar para não dizer disparates desligados da realidade das coisas.

Mas fiquei intrigado com as declarações de Peseiro no final do jogo. A interpretação que ele fez do jogo que se viu - e é suposto eu não saber ver o jogo tão bem como ele, ou melhor seria que trocássemos de lugar - levanta questões.

Acerca da primeira parte Peseiro disse que a equipa não jogou coesa como devia e "esqueceu-se" (palavra minha) de fazer os triângulos defensivos. Ora se algum defeito se apontava a Jesus era o de prender os jogadores a um sistema táctico caracterizado por uma coesão (demasiado) rígida. É verificável que o Sporting jogava em 30 metros numa teia inabalável. Pergunta: porque diabo os jogadores, habituados a este modelo durante as 3 últimas épocas, se espalham agora no campo, muito à toa e sem conexão?

Acerca da segunda parte Peseiro declarou que a equipa veio para a frente na raça, cheia de vontade e de brio. Isto explica perfeitamente que tenha levado 2 golos em contra pé, ou, como parece que se diz em futebolês, se tenha desmantelado defensivamente na transição ofensiva. Também explica por que motivo os jogadores tenham entrado num espírito anárquico, cada um por si, com correrias malucas (aliás numa delas, de Acuña, resultou o primeiro golo) Porque sucedeu isto, numa equipa supostamente rotinada em nunca desguarnecer a retaguarda e que há um ano abusava da prudência?

As declarações de Peseiro dão assim lugar a algumas interrogações:

Se Peseiro sabia o que se devia fazer porque não fizeram os jogadores o que era devido? Por que razão os jogadores no mínimo informados de uma certa disciplina táctica a abandonaram por completo num trimestre? Entrando em terrenos um pouco mais especulativos: se Peseiro sabe, porque o diz, qual é a boa forma de jogar (qualquer que ela seja), porque não joga a equipa como ele diz?

Há uma resposta que parece óbvia (e alarmente), ainda por cima com fundamento histórico, mas talvez seja demasiado cedo para a considerar. Ou não?

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