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És a nossa Fé!

O meu pai é melhor do que o teu!

Embirro com expressões do género: «foi assim que aprendi, tive quem me transmitisse valores»; ou «em minha casa, sempre houve educação». Como se fosse uma virtude própria e não pura sorte! Expressões destas são, no fundo, uma forma de discriminar os outros, levada a cabo por gente que normalmente se vangloria de não discriminar, porque, afinal, em sua casa «transmitiram-se valores».

 

Tive acesso, através de uma notícia, a um texto publicado na página do Arouca no Facebook. É difícil de classificá-lo, de tão rasca e insultuoso, onde se fala de um presumível ser, de quem se duvida ser humano, que tenta desafiar uma «família unida e feliz». O seu autor deve julgar-se muito nobre e esperto, um verdadeiro virtuoso das palavras, mas apenas demonstra a sua ignorância e pobreza de espírito.

 

Não vou aqui referir todos os insultos contidos no texto. Quem quiser ler, só tem de clicar no link dado. Mas vou falar de um tipo de insulto que, na minha opinião, é do mais rasco que há e só demonstra a arrogância, baseada num grande complexo de inferioridade, de quem o faz.

 

«Passou por experiências animalescas traumáticas na sua infância»; «Diz-se, ainda, que devido à infância animalesca e traumática passada num país distante, procura sempre o Pai no fim dos compromissos, mesmo que o seu digno Pai não se encontre em sítio algum».

 

Eu não faço ideia que tipo de infância o Presidente Bruno de Carvalho teve. Nem quero saber. Isso é assunto dele e de mais ninguém. É legítimo criticar, com argumentos válidos, opções de vida ou tipos de comportamento. Mas não o é achincalhar por supostos traumas de infância. Faz-me lembrar quem insulta apontando problemas mentais, ou alguma doença psicológica. Alguém escolhe ter uma doença? Desculpem, mas é o mesmo que insultar uma pessoa por ter cancro, ou ter sofrido um ataque cardíaco! Demonstra muita baixeza e infantilidade.

 

Ao autor do texto, que, pelos vistos, ainda não saiu da fase «o meu pai é melhor do que o teu», apetece-me dizer: cresce e aparece!

 

 

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