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És a nossa Fé!

O meu onze ideal saído da Academia

Texto de Daniel Borges

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Sou algo ambivalente no que toca a estas escolhas de "melhores equipas". Por um lado acho extremamente injusto para muitos atletas, já que cada época tem as suas especificidades, cada plantel as suas próprias dinâmicas, etc, mas por um outro lado é sempre uma maneira bonita de relembrar velhos tempos e grandes jogadores.

Neste caso, o período de tempo nem é assim tão vasto, e daí a comparação é aceitável (o Peyroteo, por exemplo, não tinha, nem de longe, as mesmas condições de os jogadores de hoje).

 

Antes de começar, gostava de explicar o meu modus operandi:

- Só considerei jogadores que em 2002, altura da inauguração da Academia, ainda faziam, de qualquer maneira, parte da formação. Mesmo podendo já dar uma ajuda aos seniores.

- Só considerei o valor do jogador e o êxito que conseguiu até hoje, sem levar em conta se saiu a bem ou a mal do Sporting. Nada de politicas, só futebol.

- Não fiz distinção entre jogadores que jogaram na nossa primeira equipa de seniores ou que nunca chegaram a jogar na nossa equipa A de seniores.

- Só considerei jogadores que já têm alguns anos de futebol profissional "nas costas" (Nuno Mendes, por exemplo, não entrou nessa consideração).

- Em caso de igualdade de qualidade (subjectiva, lógico), dei mais valor à carreira internacional (êxitos e aparências em outros campeonatos, competições europeias ou selecções).

 

Táctica 4-3-3

Rui Patricio; Cédric Soares, Rúben Semedo, Eric Dier, Mário Rui; William Carvalho, João Mário, João Moutinho; Nani, Cristiano Ronaldo, Ricardo Pereira.

Explicação:

GR: Não necessita de explicação.

LD: Hesitei entre Cédric e R. Pereira. Optei por Cédric por ter tido mais êxito a nível nacional (no Sporting e na Académica) como internacional (a nível de clubes e de selecções).

LE: Pensei bastante quem podia ser o melhor nesta posição que saiu da Academia, mas não me lembrei de ninguem, excepto de Mário Rui. Ele joga há épocas ao mais alto nível num campeonato tão exigente como o italiano.

DC: Eric Dier veio-me logo à cabeça, mas em relação à segunda vaga tive de pensar mais tempo. No fim, optei por Rúben Semedo em detrimento de Domingos Duarte. Rúben Semedo e Domingos Duarte apresentam muitas semelhanças em relação aos seus números (vejam a comparação no Transfermarkt), mas acredito que Rúben Semedo tinha tido muito mais sucesso na sua carreira se não tivesse a vida privada instável que parece ter. Além disso, já ganhou alguns titulos (embora na Grécia) e tem uns impressionantes 18 jogos na Champions.

MDC: William Carvalho, porque em relação a Palhinha já foi campeão europeu por Portugal e apresentou o Sporting nas competições europeias durante algumas épocas, fazendo bons jogos a alto nível (Champions e Liga Europa).

MC: Os dois Joãos, o Mário e o Moutinho, aparecem aqui, não por eu ter muita simpatia por eles (o Mário nem me interessa tanto, mas o Moutinho foi uma desilusão tremenda quando pediu para sair para um rival directo), mas porque foram, em minha opinião os dois melhores médios-centro a sair da nossa Academia. Irão muitos perguntar porque não optei por Adrien, também esse campeão europeu, um jogador que sempre deu tudo o que tinha pela nossa camisola e que foi um digno capitão. Como mencionei na introdução, em caso de dúvida, optei por aqueles jogadores que mais êxito tiveram ao longo da carreira. Moutinho ganhou muito mais que Adrien e J. Mário, além de ser dos jogadores com mais internacionalizações de sempre ao serviço da Selecção Nacional. A dúvida maior estava então entre Adrien e João Mário. A escolha caiu sobre J. Mário porque tem mais jogos internacionais e ainda pode acrescentar alguns jogos na Champions e na Selecção, coisa que Adrien dificialmente atingirá. A nível emocional, optaria, claramente, por Adrien, sem dúvida.

ED/EE: Se Nani não necessita muito tempo para pensar, então o resto merece algum tempo. Saíram da Academia jogadores como Bruma, Podence e Gelson Martins, mas nenhum tem a regularidade ao mais alto nível como Ricardo Pereira. Ele hoje é lateral, mas a sua raiz de extremo ainda se faz notar e de todos os que mencionei (já nem incluí Yannick), é o que mais êxito teve ao longo dos anos. Só uma nota final: não considerei Ricardo Quaresma porque saiu em 2001 para os seniores e já não chegou a conhecer a Academia como jogador da formação. Se não, era claramente o segundo extremo juntamente com Nani.

PL: Já que não abundamos de avançados-centro, optei pela estrela da companhia nesta posição, Cristiano Ronaldo. Ao contrário de Quaresma, Ronaldo ainda conheceu a Academia como jogador de formação. Não esteve lá muito tempo, mas ainda foi o suficiente para ser considerado.

 

Texto do leitor Daniel Borges, publicado originalmente aqui e aqui.

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