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És a nossa Fé!

O futebol pode ajudar a acabar guerras?

spormoz.jpg

(Fotografia de DR, Record)

[Postal do Sol de Carvalho]

O futebol pode ajudar a acabar guerras? Eu digo, pode. Ontem, o jornal Record publicou uma reportagem sobre um menino de Cabo Delgado que além de ter recebido umas botas novas, estava na iminência de seguir para a Academia para se mostrar a Rúben Amorim. Não foi... por causa dessa maldita pandemia mas espero que vá em breve.
 
Falamos de guerras? Sim, já lá vamos. Por motivos profissionais tive de fazer uma pesquisa junto dos jovens de Cabo Delgado que se juntam aos do Al Shabab, o nome porque é conhecido um suposto ramo do Estado Islâmico que tem semeado a morte no norte de Moçambique. Há entre eles um claro denominador comum: falta de opções, desespero sobre o futuro, desemprego. Em resumo, a morte da esperança.
 
Quando fiz o texto criativo resultante dessa pesquisa inclui a possibilidade de criação de academias de futebol. E porquê? Porque existem poucas profissões como o futebol onde pode singrar uma pessoa sem estudos, que conta apenas com o seu próprio corpo e com a sua habilidade,  Fi-lo porque acredito que o futebol, para além da cara sem vergonha que nos mostra todos os dias, pode ter um lado cuja importância social é inestimável.
 
E não é que percebo que, por iniciativa de um miúdo, porventura desesperado como o reflectiam as suas sapatilhas já rasgadas, o meu clube toma uma iniciativa que vai muito para além do gesto caridoso, porventura de um paternalismo ou de uma solidariedade falsa que apenas nos faz dormir mais descansados?
 
É que é, realmente, muito mais do que o simples gesto de solidariedade ou de amizade. Trata-se de colocar uma semente de esperança que pode levar dezenas e dezenas de jovens a ver uma luz eventual no fundo do túnel. Não será a solução? Obviamente que não. Mas pode ser uma grande ajuda? Pode, sim senhor. Não sei se a Direcção do clube percebeu que a iniciativa de levar o jovem de um cenário de guerra para uma academia de futebol de um país em Paz, é muito mais do que o gesto possa significar na superfície. 
 
Mas, de qualquer forma, vivendo em Moçambique, tal como o colega de blog jpt viveu e ama tanto quanto eu, não deixo de sentir uma ponta de orgulho pelo meu clube estar envolvido em tal iniciativa.

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