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És a nossa Fé!

O fosso

fosso.jpg

 

De todos os disparates "taveirísticos" de Alvalade e coisas nunca vistas (lugares vendáveis onde um adulto não consegue encaixar os joelhos, lugares canibalizados pelos ecrans, pingos constantes de água quando chove, casas de banho com degraus à saída, etc, etc, etc), o fosso é talvez a maior aberração, afastando os espectadores do relvado e causando problemas vários de segurança.

Mas existe outro fosso bem mais importante do que esse, o fosso que separa o Sporting dos seus dois principais rivais (vamos ver em que situação fica o Porto com este deslize, muito da responsabilidade do Sérgio "big balls" Conceição, o que prova mais uma vez que exigência e atitude sem competência não serve de nada), motivado pela ausência do título maior nacional, pelas ausências sucessivas da Champions, pela crise na formação e consequentemente pela disparidade de orçamentos e pelos encaixes nas vendas.

Com Bruno de Carvalho houve uma aposta no estreitamento desse fosso e de aproximação aos rivais, e a aposta em Jorge Jesus foi instrumental desse ponto de vista, facilitando o acordo com a NOS, mas teve pontos fracos evidentes como o definhar da formação e a incapacidade de relacionamento com agentes e estruturas de poder do futebol, e, como na anedota do escorpião, a sua natureza levou a melhor e conseguiu enredar-se num emaranhado de ódios e traficâncias internas que originaram o assalto terrorista à própria estrutura do futebol e um rombo financeiro e desportivo colossal na SAD.

Com Frederico Varandas assistimos a um esforço importante de recuperação da SAD e da formação, mas os resultados levam tempo a aparecer e o facto é que o fosso alargou-se, sendo o que aconteceu na Supertaça um sonoro aviso, fomos derrotados por 5-0 pelo maior rival, que apresentou cinco jovens valiosos da formação, isto depois de ter vendido mais um por uma verba impressionante, jovem esse que está a deslumbrar Madrid e os espanhóis. O que não é fácil. (Desculpem lá, mas o jovem é da "minha terra" e gosto dele). Outro aviso importante é a saída directa de jovens de Alcochete para o rival. 

E quando ouvimos falar em baixar orçamentos e vender os poucos craques que temos, Bruno Fernandes, Bas Dost e Acuña, quando olhamos para os reforços de Verão e vemos suplentes, quando olhamos para a formação e vemos a saída de quase toda a faixa 22-24 por falta de qualidade, quando olhamos para a estrutura técnica e notamos uma grande fragilidade pese embora alguns titulos já alcançados (que muito devemos agradecer e valorizar), então ficamos com a sensação que o fosso está a aumentar e que pode assumir proporções irrecuperáveis.

O ecletismo do Sporting Clube de Portugal não nos pode fazer esquecer que o futebol é a mola real do clube, e não é aceitável que fiquemos a lutar com o Braga e Guimarães pela 3.ª posição nacional, pelo que terão de ser encontradas fórmulas de investimento criterioso e responsável na SAD e uma liderança técnica que exponencie os valores existentes. 

 

PS: Trata-se dum tema e dum debate importante para o Sporting e agradecia apenas comentários de quem paga as quotas (exceptuando obviamente quem não as paga por motivos de força maior), porque a opinião dos outros pouco ou nada me interessa.

SL

2 comentários

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    Luis Lisboa 17.08.2019

    Caro Fernando, um longo e extenso comentário.
    Começando pelo estádio, Tomás Taveira era um arquitecto polémico e autor de alguns edifícios emblemáticos em Lisboa, e em dois quais eu trabalhei durante anos, e que conseguiam conjugar um estilo sui-generis a uma construção interna do pior a lembrar os bairros sociais. Com alguns detalhes protegidos nos contractos, imagino que se o Sporting quiser mudar cores das cadeiras ou azulejos tem que pagar milhões.
    Taveira tinha caído em desgraça com as cassetes (também com um estilo muito próprio), mas não sei como, com o Euro em Portugal foi reabilitado e ganhou milhões. Bom para ele.
    Como o Sporting ficou com um estádio cheio de disfuncionalidades tipo Leiria ou Aveiro, enquanto o do Porto é uma obra magnífica do Souto Moura e o Benfica é extremamente funcional e ainda por cima caríssimo não faço ideia. Talvez o Godinho Lopes possa responder.
    Depois temos um presidente legitimamente eleito, portanto é preciso respeitar a sua liderança e não são precisos congressos e encontros de sócios ou de notáveis para decidir o caminho a seguir quanto à SAD. É preciso é que ele proponha e explique qual é, e a partir daí obter os consensos necessários dos sócios e diferentes stakeholders para o efeito.
    João Rocha, Roquette, Dias da Cunha e tantos outros são passado. Todos fizeram coisas boas, todos fizeram asneiras, uns ganharam mais títulos do que outros, uns deixaram mais obra feita que outros, uns gastaram mais que outros. Depois temos Bruno de Carvaho que ultrapassou todos os limites e acabou destituído e expulso, mas que no caminho também fez coisas muito boas, por exemplo o pavilhão.
    As modalidades tem de ser competitivas dentro dum determinado orçamento, porque não dão lucro apenas geram despesa, e esse orçamento depende e em muito das quotizações dos sócios, e muitos deles são sócios pelo futebol. Por isso, as modalidades precisam dum futebol pujante e ganhador. Mas o futebol também precisa dum clube com história e uma grande massa adepta, e não duma SAD de vão de escada como a do Belenenses/SAD.
    SL

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