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És a nossa Fé!

O dia seguinte

O Sporting conseguiu ontem uma magnífica e mais que merecida vitória em Alvalade, sempre com um apoio tremendo das bancadas e das claques que aplaudiram a equipa quando estava a perder e o capitão quando estava a caminhar cabisbaixo para o banco, perante um Estrela da Amadora com a lição muito bem estudada e que complicou muito a nossa forma de jogar sem entrar no jogo sujo doutros emblemas que visitaram Alvalade.

Para entender o jogo é preciso tomar em consideração o desgaste causado pela série de jogos bi-semanais em terrenos pesados que está a passar o Sporting, e obviamente que os jogadores nucleares, como Coates, Pedro Gonçalves e mesmo Gyökeres, são os mais afectados. Impossível querer que estejam sempre ao melhor nível.

Como também é impossível que um desequilibrador nato como Edwards, que joga no limite do risco, não perca bolas nem falhe passes. Quando só ele marcaria um golo à Messi e assistiria daquela maneira Paulinho para o golo da vitória. Além disso quatro remates dele por pouco não deram golo, alguns esbarraram ingloriamente nos defesas contrários. Claramente o inglês hoje o melhor em campo e no tempo todo, "prolongamento" incluído.

 

Primeira parte completamente do Sporting, controlando o jogo, temporizando atrás, acelerando à frente, evitando sempre faltas desnecessárias que provocasssem livres perigosos ou cartões, a chegar muitas vezes com perigo à área adversária, mas decidindo quase sempre mal. O golo foi mesmo a excepção, uma incursão de Gyökeres à linha de fundo, passe atrasado para um Bragança liberto de marcação, remate de primeira e golo.

No segundo tempo o Estrela arriscou, meteu mais um ponta de lança e com isso provocou o erro do 3-4-3 assimétrico, com Nuno Santos em parte incerta, Matheus Reis na direita a ver a bola passar e Coates e Diomande a terem de aguentar dois avançados em movimento.

Amorim soube perceber o problema, fez três substituições “fora da caixa” e ganhou o jogo. Sairam dois defesas e um ala, entraram outros dois defesas e um extremo. Com St. Juste-Diomande-Inácio o Sporting ganhou outra segurança ofensiva, com Trincão do lado de Edwards ganhou outra capacidade de penetração atacante. E a entrada de Paulinho deu o que ainda faltava, presença na área.

O golo do empate surgiu dum raide de Edwards da direita para o meio, o golo da vitória surgiu dum centro de Edwards da direita para uma concretização à ponta de lança de Paulinho. Pelo meio, e antes e depois, muitas ocasiões desperdiçadas por falta de sorte e pela noite de luxo do guarda-redes adversário.

 

Foi assim, com golos dos patinhos feios Bragança, Edwards e Paulinho, que ganhámos este jogo, o que só demonstra que todos os jogadores do plantel contam e são importantes, e que uma coisa é a crítica legítima do sócio e adepto ao desempenho de um ou outro e outra é a perseguição sistemática acintosa e estúpida, diria até o “bullying” cobarde e anónimo via redes sociais, a jogadores que vestem a nossa camisola e dos quais dependemos para os sucessos do nosso clube e para as nossas alegrias. Para quem as tem, obviamente, e talvez o problema seja mesmo esse, para alguns os dias são mesmo tristes depois da queda do amado líder e agora DJ.

Quanto à arbitragem, francamente gostei do critério largo e alérgico a palhaçadas. Soube falar com os jogadores em vez de puxar mecanicamente dos cartões com cara de fariseu ou de cadastrado, deixou jogar e valorizou o espectáculo.

Outra coisa é a falta para penálti não assinalada sobre Bragança, que o VAR deveria ter assinalado se as regras APAF são as mesmas para Benfica e Sporting. Num jogo o defesa sai com a bola controlada, o avançado baixa a cabeça e contacta com a mão do defesa, o árbitro marca penálti, o VAR nada. Noutro, o avançado com a bola dominada tenta romper, o defesa mete a mão na cara, o árbitro não marca, o VAR nada. As regras APAF são de três cores, azuis, vermelhas e verdes, o que interessa é o lado de que sopra o vento? Querem montar uma empresa independente para gerir a coisa ainda mais à vontade e maximizar o bolo a distribuir pela malta? Tenham vergonha na cara.

Finalmente, como disse Edwards, "Never give up". Já não disse, mas disse um tal Roy T. Bennett: "Your hardest times often lead to the greatest moments of your life. Keep going. Tough situations build strong people in the end.” E equipas também, acrescento eu.

 SL

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